quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Music everywhere VII


Mais uma das pérolas que pertencem à minha colecção, além de gostar muito da musica, considero a Jewel uma verdadeira jóia...
Um deslumbre de mulher de facto, por vezes pergunto-me como será possível reunir assim tanta beleza num só ser. Não creio ser completamente justo, no entanto aqui fica o link e espero que seja do vosso agrado.


Jewel - Foolish Games


Fox

You have mail



Em seguimento de uma conversa muito interessante com alguém ainda mais interessante, o assunto tocou sobre um costume que hoje em dia será extremamente raro, a troca de cartas escritas à mão.
Eu sou de outro tempo, ou pelo menos os costumes que ainda guardo em mim, me poderão fazer parecer deslocado no espaço tempo em que vivemos.
Não me importo, não ligo nenhuma a isso, até é revestido de um certo agrado, que digo pertencer “à velha guarda”.

Diria que as cartas escritas à mão sempre estiveram na minha vida, desde muito novo que seria assim que faria as minhas juras de amor às namoradas da altura, ainda terão sido algumas.
A conversa trouxe-me ontem a vivência de imensas situações, que me correram desenfreadamente pela mente, dessas mesmas trocas de correspondência, como a da primeira vez que me apaixonei de forma desmedida.

Relembrei assim do que nunca esqueci, o aroma e toque daquela folha de papel, que recebi dentro de um envelope, remetido pela M.S., assim como a resposta cheia de sentimento que logo lhe enviei nos mesmos trâmites.
Por menos valor que o gesto tivesse, parecia que todo o ritual envolvia de muito mais importância as palavras que na carta viessem escritas.

Relembrei a grande amizade que fiz com uma jovem de Sines, na altura do grande boom que era o mIRC, ainda que a maioria da comunicação se fizesse por sms, também chegamos a trocar cartas e até uma foto anexou à mesma, outros tempos, outras vivências, que acabam por deixar as suas saudades no seio da sua simplicidade.
Infelizmente a dada altura perdi o numero de telemóvel e nunca mais tive contacto com ela, mas ainda hoje a relembro com saudade das nossas conversas diárias, se ela andar por ai a ler que me diga algo...

Relembrei a ultima vez que escrevi uma carta a alguém, não foi assim há muito tempo, mas foi a que mais me custou na vida.
Foi também a mais longa, imensas folhas, creio que sete ou oito, tentando salvar o que já não podia ser salvo, ou não queria ser salvo, que acabou por não ser salvo.
Não seguiu sozinha a carta, levou como acompanhante um belíssimo bouquet de 28 rosas vermelhas, que foi amavelmente pousado sobre a cama, esperando que a destinatária encontrasse no meu gesto algo que não mais queria ver.
Desconfio que o destino de tão bonito presente tenha sido o fundo de um caixote de lixo, mas não seria esse fim, capaz de lhe retirar o romantismo e sentimento com que envolvi todo o gesto.

Na minha modesta opinião, antigamente é que se sabia o que era o verdadeiro romantismo e se reconhecia o encanto que o Amor pode conter.
Hoje em dia essa personificação do sentimento resume-se ao contacto físico, que é bom quando dois se amam, não o nego, mas existe mais, muito mais, que agora apenas parece existir deambulante pelos anais da historia, como se apenas de um mito se tratasse.


Fox

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Our world II



Pois é já sabia, aliás eu sempre tive a noção que não chegaria a "velho", mas agora são as estatísticas que o confirmam por mim.


Parece que um em cada quatro portugueses, não irá estar aqui para ver o bolo de aniversario com setenta velas sobre ele.
Um mundo tão avançado como aquele que possuímos, mas continuamos a possuir uma esperança de vida bastante curta comparada com o que gostaríamos, em especial devido a doenças ligadas ao tabagismo, hipertensão e colesterol.
Será que alguém não se importa de nos ensinar, como levar uma vida mais saudável, antes que levemos este povo tão antigo há extinção?!
Afinal já ocupamos o sexto lugar de países com a população mais envelhecida do mundo...


Fox

My poem IX



O que pode um abraço significar
Quando já não se o pode obter
O que antes parecia vulgar
A sua ausência faz agora doer

Por todo o lado os vejo trocar
E triste fico por nenhum ter
Quase tudo consegui ultrapassar
Mas algumas coisas custam a esquecer

Não que seja inveja a me governar
Será mais a solidão a remoer
Acho que me faz falta o partilhar
Mas também o receber

Não tenho pressa desta fase largar
Tem sido bom o meu eu esclarecer
Mas já me começa a magoar
Este meu recente amadurecer

A quem agora me perguntar
Não saberei eu responder
O que me andará a faltar
E que me possa satisfazer

Mas algo está aqui a falhar
Neste meu rejuvenescer
Não me consigo completar
Nem a nova missão esclarecer

Sem saber o rumo a tomar
Poderei eu algo perder
Se parado aqui ficar
Esperando alguém me mexer

Mas se ninguém a mim se chegar
Não tenho forma de me enaltecer
Só a alguém que se interessar
Revelo o que ando em mim a esconder

Não gostando da liberdade ultrapassar
Solidão parece que irei continuar a ter
E onde me irá tudo isto levar
Apenas o Destino o poderá saber


Fox

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Farewell



Ontem foi um dia diferente em vários aspetos, logo a começar pelo meio de transporte utilizado.
Já fazia imenso tempo que andava de comboio, mas surgiu a necessidade e assim o Fox utilizou este meio de transporte tão pontual.
Mas não terá sido isso que me faz escrever estas linhas de texto, mas sim a cena que constatei enquanto esperava pelo meu embarque.
Assim está o Fox a aguardar que chegue o respetivo comboio para o levar ao seu destino, quando começa a se aperceber de repetição de um som... “chuác”, “chuác”, “chuác”.

Não teria sequer me incomodado a detetar a origem do som, não fosse o aumento da intensidade de repetição desse mesmo “chuác”.
Sendo que o que já era repetitivo, se agravou ainda mais, depois de se ouvir em alta voz, algo parecido com “irá dar entrada na linha dois, o alfa pendular com destino blá blá blá”
Neste ponto a intensidade agrava-se tanto, que tive que procurar a origem e descobrir o que se passava por aquelas bandas.
Era um casal de jovens, entre os seus 20/25 anos, que se despediam junto à linha, numa cena romântica, bem ao estilo de um qualquer filme de Hollywood.

Gostei! Após me sentir um pouquinho triste por não ter algo assim similar há imenso tempo, consegui ver com olhos observadores, apreciando imenso a pureza da cena em si.
Assim de sorriso no rosto não consegui tirar os olhos do casal, que de tão enamorado, não se conseguiam largar, entre doces beijos, suaves caricias, sorrisos ténues, tentavam adiar a inadiável partida do comboio, que corria para cumprir os seus horários.
A jovem que era de uma doçura quase palpável, entra na carruagem ainda segurando ao de leve a mão do seu amado, como se não quisesse quebrar o contacto enquanto se dirige a um lugar junto da janela.
Ai uma vez sentada, nem o vidro foi capaz de impedir o continuar da despedida, desta feita entre beijos mudos e olhares ternos, que ultrapassavam facilmente a barreira transparente.

O comboio arranca, trocam um ultimo gesto de adeus, enquanto os olhares denunciam uma saudade que já desperta, antes mesmo que grande distancia temporal se tenha instalado entre eles.
Agradou-me a simplicidade e ingenuidade do gesto de amor, o sentimento entre aqueles dois era bonito, viçoso, corpóreo.
Apesar da tenra idade, transpiravam o belo sentimento que partilham, de uma forma muito romancista, que já há muito eu não via entre jovens.
Mesmo dentro de um simples gesto de despedida, aproveitam aqueles poucos minutos de espera, para se tocarem nas faces com suavidade, beijar com ternura, olhar com expressividade, como se não pudesse haver um novo amanhã entre eles.

Gostei imenso de saber que o Amor ainda subsiste, desta forma tão graciosa e inocente, perdido entre cantos, recantos e estações de comboio.
Nem sequer imaginam que um desconhecido os admirou, desejando de forma sincera que entre eles seja eterno enquanto durar, sempre com a sensação de sentimentos à flor da pele e borboletas em pleno voo no estômago.


Fox



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Music everywhere VI



The Connells - '74-'75

Got no reason for coming to me and the rain running down.
There's no reason.
And the same voice coming to me like it's all slowin' down.
And believe me
I was the one who let you know
I was your sorry-ever-after. '74-'75.
It's not easy, nothing to say 'cause it's already said.
It's never easy.
When I look on in your eyes then I find that I'll do fine.
When I look on in your eyes then I'll do better.
I was the one who let you know
I was your sorry-ever-after. '74-'75.
Giving me more and I'll defy
'Cause you're really only after '74-'75.
Got no reason for coming to me and the rain running down.
There's no reason.
When I look on in your eyes then I find that I'll do fine.
When I look on in your eyes then I'll do better.
I was the one who let you know
I was your sorry-ever-after. '74-'75.
Giving me more and I'll defy
'Cause you're really only after '74-'75.
I was the one who let you know
I was your sorry-ever-after. '74-'75.
Giving me more and I'll defy
'Cause you're really only after '74-'75.
'74-'75
'74-'75

Bem, creio que este Domingo não será tão solarengo quanto o dia de ontem, mas ainda assim deve merecer uma musica para o apreciar.
Esta é uma das que já anda comigo há uns bons anos anos, mas já sabem que o Fox quando gosta não esquece, por isso trago hoje esta aqui.
Vamos a ver se a Isa E. continua a apreciar o gosto...

Fox

Narguilé



Quem aqui já experimentou esta excelente forma de passar um bom serão com os amigos?
Espero que digam que sim, caso contrario, não sabem o que perdem!
Não, não é nada de ilegal, apesar do seu aspeto, é apenas uma jarra, umas mangueiras, tabaco marroquino, um bocado de carvão e água... Ou deveria ser água, mas digamos que o Fox tem tendências a improvisos por vezes... Mas tudo com vista ao bem geral e à plena diversão dos amigos. Um dia conto a aventura...

Este equipamento foi-me mostrado por um casal amigo há cerca de quatro anos, após terem comprado o deles numa feira medieval. Assim numa das minhas idas lá a casa deles para um jantar, enquanto o Fox fazia o “manjar”, eles montaram na varanda o equipamento todo.
Assim após um excelente jantar, com o Narguilé preparado com tabaco de menta, musica ambiente, uma bebidas brancas a gosto, clima ameno bastante agradável, devo dizer que aquilo é que foi uma excelente forma de conversar noite dentro...

É uma experiência muito divertida, deixa as pessoas relaxadas, a conversa flui e as horas passam, sem que por elas a correr desenfreadas se dê conta.
Adorei tanto a experiência, que não descansei enquanto não arranjei um para mim, o meu “rasteirinho azul”, como lhe chamo, é mais pequeno mas muito mais potente que o deles, dado que o tubo que chega à agua é mais curto.

Não deixem de experimentar, nem que seja num dos bares que por ai existem, nos quais se pode experimentar um Narguilé, recomendo em especial o sabor de menta.
É do melhor, para se estar em clima desanuviado com o grupo de amigos, trocando umas frases do nosso dialecto.


Fox

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Music everywhere V



Pearl Jam - Just breathe

Yes, I understand that every life must end, uh-huh
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks just have one, yeah, others, they've got none

Stay with me...
Let's just breathe...

Practiced are my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me bleed

Stay with me
You're all I see...

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me

As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would take, oh no

Nothing you would take
Everything you gave...

Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me 'til I die
Meet you on the other side...

Nem sonham as vezes consecutivas, que numa dada altura da minha vida ouvi esta música, quase de forma mecanicamente doentia.
Marcou o fim de algo longo e com muitos momentos belos, mas tudo o que começa tem de possuir um fim.
Assim esta para mim será sempre sinonimo do encerrar do pano.
Espero que gostem e seja uma boa companhia para a leitura do poema...


Fox

My poem VIII




Como és bela até no repousar
Gosto de te ver a dormir
Queria o rosto te acariciar
Mas nem atrevo esse sossego invadir

Quase que o posso agarrar
Pois bem perto se faz exprimir
Admiro a beleza do teu respirar
E no folgo de vida que te vai induzir

Sou capaz de horas assim admirar
O ser que todo o dia me faz sorrir
Só de pensar no amor que podemos partilhar
Perto de ti já não quero mais sair

É difícil de te explicar
E temo nunca o conseguir
Amo o teu eu nuclear
Independente do que lhe vier a seguir

Assim consigo sentimento encontrar
Em tudo aquilo que te vir
Desde o teu simples inspirar
Até ao sensual toque que anseio sentir


Fox

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

The sun blinds me!



A propósito da conversa com a Paula acerca das bikes e das quedas, lembrei-me que em todos estes anos, poucas foram as vezes que cai de bike.
Muito poucas de facto, pensando eu se será assim tanta experiência ao longo dos anos ou apenas sorte. Mas quero vos contar acerca do percurso que fiz, num belo domingo de sol, no qual a “wolfpack” e também a ex, fomos fazer um passeio de 40/50kms à beira mar.

O itinerário é muito bonito, refrescante, renovador, se não houver ninguém a passear! A falta de civismo do português é uma coisa absurda!
A ida correu bem, apesar dos mentecaptos portugueses que julgam que a ciclovia pintada de bordeaux é muito agradável para caminharem! É com cada razia que o Fox lhes dá, junto aos braços que até se devem “urinar” todos...
Odeio pessoas burras, em especial aqueles que se fazem de. Ou serão tão obtusos, que não decifram os desenhos de bikes, tatuados no alcatrão do chão, possuem na realidade uma mensagem a transmitir?!

Sinceramente tenho um ritmo muito próprio a andar de bike, ou acompanham ou não espero. Quer dizer até posso esperar, ai uns 10/15kms mais a frente se me apetecer parar...
Calhou então neste dia, que o Fox já estava muito chateado pela velocidade de caracol, que a ex levava naquele percurso, pois eu farto de lhe dizer que as mudanças na bike, existem para facilitar o pedalar de acordo com o terreno, a mesma insistia em rolar em terceira dupla, quer subisse quer descesse!
Não há pachorra! Pelo menos eu fervo muito depressa com índices intelectuais baixos, em especial depois da minha calma explicação acerca da utilização das mudanças.

Assim o Fox vem no seu ritmo, por uma reta junto a uns bares e esplanadas, numa velocidade que segundo o pc se cifrava nos 46km/h, lembro-me perfeitamente porque foi a ultima coisa que vi...
Quando sem me aperceber, o sol tinha-me deturpado a visão, não conseguindo reparar no passeio de que eu me aproximava de forma direta.
PUM!!!
A roda, com a velocidade que trazia, não conseguiu subir a altura do passeio, de modo que “saquei uma égua”, fui projetado ao asfalto levando à posteriori com a Stuka na cabeça!
Resultado? Cotovelo esquerdo queimado no asfalto, assim como o joelho esquerdo, orgulho estilhaçado, e completamente furioso ao pensar no que poderia ter acontecido com a Stuka.

Depois de me levantar procurei minuciosamente no quadro da Stuka por danos, mas fiquei feliz ao constatar que o meu corpo protegeu o quadro do chão, e o capacete protegeu a minha cabeça da Stuka. Mas nada protegeu o meu cotovelo do chão, ainda hoje trago comigo a recordação desse brusco “romance”, tão áspero que tive com o asfalto.
Foi mais ou menos nesta altura, que me apercebi de todas aquelas pessoas nas esplanadas, terem visto na primeira fila, o grande aparato do meu voo e aterragem, que vergonha!
Lá fiz um check-up aos órgãos vitais da Stuka, enquanto o resto do pessoal chegava junto de mim, dei uma breve explicação e lá voltei eu a rolar forte para o meu ritmo, mas desta feita com dores no braço e joelho e já agora na alma também...

A cair, cai em grande! É o que digo sempre, e nesta altura ainda nem os pedais spd tinha aplicados, quando os meti... Aiiiiiiiii mas fica para outro post.


Fox

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Music everywhere IV


Estava aqui o Fox sossegado a escrever uma história bem dolorosa, quando o player escolhe aleatoriamente este som, que de imediato o meteu a abanar o capacete!!!
Tinha que partilhar, não sei se apreciam, mas vale a pena experimentar.


DJ Tiësto - Adagio for strings


Fox

My poem VII



Desejo sentir aquela sujidade
Que se cola na pele com paixão
Quando se partilha da intimidade
Com quem nos preenche o coração

Demonstraria pura sentimentalidade
Que guardo com muita intenção
Usando do toque com sensibilidade
Para libertar a força de um furacão

Que nos absorveria com sensualidade
Bem para dentro deste turbilhão
Que procuro com imensa ansiedade
Mas que não mais me causa ilusão

Pois reconheço agora a dificuldade
Existente no gerar de uma situação
Que traga consigo a proximidade
Capaz de em mim exercer ignição

Após o sofrimento de toda a crueldade
Por que passei até chegar à conclusão
Que passa o tempo trazendo mais idade
Apenas para me deixar mágoa e desilusão

Pois mais não acredito na beldade
Agora só quero ser amante da sensação
Descobrindo toda a sua personalidade
Através de um véu de constante emoção


Fox

Remember





A música ecoa-me suavemente nos ouvidos. As fotos passam-me suavemente em frente aos olhos. Sinto em milésimos de segundo uma espécie de perceção extrassensorial. Não compreendo esta nostalgia, que desencadeia o interesse em visualizar fotos de momentos passados, alguns dos quais já nem lembramos ter presenciado.

No entanto cumpro-a, como qualquer adepto fervoroso de uma recriação do passado faria. Terei eu saudade do que? São fotos da minha pessoa, em vários contextos análogos entre si. Mas o busílis da questão, não reside no aspeto do meu “eu” abraçar o ritual, mas sim no “flash”. Pois como seu cúmplice, trouxe-me de assalto a sensação ou a pergunta que resulta dessa, sobre se alguém irá rever as minhas fotos quando eu partir.

Será que alguém irá ligar uma musica calma e perder tempo, num saudosismo sem resultado material, relembrando que um dia estive ali presente?
Ou resumida a minha passagem terrena ficará, apenas a suaves e desvanecidas lembranças, que acabem por se esbater até nada mais restar, que possa ser digno de memória?

Fox

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Coffee? Yes, please.




Muitas das coisas que fazemos, detém um carácter social na sua execução, ir tomar um simples café embarca no gesto em si, todo um processo de relacionamento social.
O ritual quase se assemelha como uma desculpa para uma pequena convivência social, entre pessoas que apenas queiram estar juntas e trocar umas linhas de texto.
Creio que seja mais fácil a algumas pessoas perguntarem, “queres vir tomar café comigo?” em vez do mais correto e preciso, “queres estar comigo para falar-mos um pouco?”.

Ainda me pergunto porque razão as pessoas trocam assim as intenções, eu pelo menos não troco, pois quero mesmo o café! Mas outros fazem a pergunta quando no fundo não o querem...
Relembro agora a ultima senhora com quem sai há umas semanas, convidei-a para um café, mas quando lá chegamos espanto o meu que ela não tomava café... Que ironia a questão envolveu, mas a conversa foi maravilhosa, tanto que se estendeu desde as 23 até às 4h30 da manhã.
Sim, falávamos imenso os dois...

Não resisto quando me convidam para um café, pois além da maravilhosa conversa que muito aprecio, tenho sempre a chance de saborear esta fantástica essência liquida.
O poder que detém sobre a minha pessoa é impressionante! Consigo mesmo tomar vários seguidos se assim me for dada hipótese, sendo que o meu recorde se cifra nuns expressivos quinze!
Ocorrência essa, dada durante um domingo de serviço no Exercito, há uns anos atrás.
Mas puro! O café não se pode estragar com açúcar, isso é para “meninos”...
Quem por aqui é fã desta magnifica criação?


Fox

My poem VI



Qual a razão de sempre viver
A pensar que amanhã vamos existir
Quando ninguém pode antever
Qual a sua hora de partir

Vivemos sem muito nos atrever
E só queremos entre nós competir
Por esta rotina nos deixamos absorver
Esquecendo o que nos faz divertir

A palavra que ficou por dizer
A emoção que ficou por sentir
O sentimento que ficou por descrever
O beijo que ficou por repetir

Só uma chance vai haver
Não podemos desistir
De nos deixar envolver
No que nos fará subsistir

Quero dizer tudo o que souber
Quero sentir tudo o que conseguir
Quero amar tudo de quem me comover
Quero beijar tudo o que ela me consentir

Fazendo tudo o que posso fazer
Nada de mal terei a ressentir
Quando este sopro de vida tiver que devolver
Sei que a minha boa memoria irá persistir


Fox

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

My Stuka



Este nome representa a minha outra paixão, não não é o avião alemão da Segunda Grande Guerra, o Junkers Ju-87, mas é a minha simples btt.
Em termos de marca não é nada de mais, aliás nem sequer é nada comparada com o que rolam nas nossas ruas, pois nunca foi mais do que uma Berg, mas para os percursos que faço tem chegado perfeitamente e eu adoro-a!
Como sou um homem de paixões, vi-a um dia em 2006 e encantei-me até hoje, quer dizer encantei-me com o quadro e a sua cor apenas...
É que a mesma é revestida num deslumbrante “war blue”, que se apresenta como sendo mate, lindíssimo de facto e rara, pois nunca vi mais nenhuma da mesma cor.

Então porque falei apenas no quadro?...
Porque na altura não gostei do equipamento que trazia além do quadro, assim o trato seria re-equipar com tudo novo, e equipamento mais evoluído, travões de disco, sistema hallowtech, pedais com aplicação spd, a criação de uma híbrida ao meu gosto...
Mas o tempo foi passando e não lhe toquei, até que em fins de 2010 a minha vida mudou radicalmente e tive um pouco mais de tempo sozinho, portanto decidi finalmente avançar com o processo.

Pneus, rodas, selim, aperto de selim, espigão, roda livre, desviador traseiro, corrente, pedais, eixo pedaleiro, computador, discos, pinças, guiador, avanço, manípulos, punhos.


Pois a lista de compras era grande, sendo algumas delas estas fotos, óbvio que seria mais fácil e rápido comprar uma nova, mas era aquela que eu gostava, além que eu adoro desafios.
É que a minha intenção passava por adquirir as peças todas, desmontar a bike toda e voltar a montar tudo com as peças novas.
Se já o tinha feito antes? Não, mas não deveria ser muito difícil...

Assim alguns dias mais tarde, estava a nova Stuka a rolar em testes de afinação, com o seu dono cheio de orgulho no trabalho feito.


Desde a montagem de todo o material, já conta com cerca de 3000kms, agora com mais tempo para mim, agrada-me em dias de sol fazer alguns trajetos à beira mar, tendo o meu recorde se situado em 85kms em algumas horas, nada mau para um amador...
Quem é que aqui partilha do mesmo interesse?


Fox

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

The first time IV





Como tinha eu referido no final da publicação anterior, após estar na fila, ofereci-me à frente de todos, esquecendo o respeito por quem tinha chegado antes, mas ser jovem de sangue quente dá nisso mesmo.

Creio que ninguém se importou, pelo menos queixas acerca disso não tive até à data.
Mas quem pensa que o problema tinha sido a aventura toda até ai...

Assim entrei no quarto, mas mal o tinha feito, assaltou-me de imediato um estranho “feeling”, quando ouço a senhora pronunciar as palavras, “Podes pousar ai as roupas.” 

O meu “eu” interior disse, “Eh pá agora f###s-te tudo!”

É que o problema foi nunca ter feito tal à frente de estranhos, nem mesmo na escola me dava bem com essas questões, pancas minhas...

Logo comecei a pensar, “Porra quem ligou o ac? Isto está a ferver aqui dentro ou serei apenas eu?”

Pois... Era só eu, já tinha a cara da cor do sangue, que anteriormente corria “quente” na expectativa da aventura, mas agora estava gelado!

Lá terá que ser não é? Com roupa não dá... Tem mesmo que ser com esta luz toda?

Já conseguem imaginar toda a minha fragilidade no momento, tínhamos preparado tudo apenas até ao instante de entrar na porta, mas o resto... Nunca pensamos mais adiante.

Mas a senhora foi muito prestável, oh se foi... 

Lá entendeu que estava embaraçado e começou a falar para desanuviar o ambiente, dizendo que era muito novo e a perguntar se era mais alguma daquelas apostas, que os jovens faziam para provarem que são corajosos a lá irem...

Eu retorqui que de facto era... Não quis complicar a situação com elementos complexos e desnecessários, ao momento.

Mas memorizei então, que de facto não era assim tão descabido entre nós, acontecer aquilo a que me encontrava a propor fazer.

Nisto já sem roupa, já tinha sido “ordenado” para me deitar na cama, que muito bem cumpri, para poder observar com imensa atenção a pintura do teto do quarto! Óbvio, o meu constrangimento ainda prevalecia de férrea convicção.

Nisto senti a senhora colocar o preservativo e pareceu-me estranho, claro, mas o que em seguida senti foi deveras fulgurante para o momento...

A senhora possuía uns dotes com a boca, que posso afirmar poderem ser intitulados de artísticos!

Lembro-me quando me sentiu assim neste estado, me perguntar se estaria na lua, eu disse-lhe “Estou a pairar na atmosfera dela”, e estava mesmo! Que ricos dotes possuía ela, muito treino presumo eu...

Como vos tinha dito, a pressa da senhora terminar o turno era mais do que evidente, azar o dela, descobriu isso da forma que não queria...

É que o Fox como já era seu apanágio desde tenra idade, sempre teve necessidades que realizava sozinho como qualquer jovem da sua idade, mas depois da vinda do pinhal e ainda antes de se meter debaixo dos cobertores durante uma semana por causa da vergonha, tinha descarregado a “arma”... Duas vezes! Pois, isso dificultou a vida à senhora...

Como podem verificar, ainda não foi desta que terminou a saga, quem sabe no próximo post encerra-se o mistério.


Fox

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Good movie? Hell yeah! IV



Bem, o Domingo estava muito belo, mas a gripe muito forte, de modo que desta vez não houve passeio na Bella, mas sim a revisão de alguns filmes...
Então hoje apeteceu-me rever este que gosto muito, chama-se "Love and other drugs", normalmente os romances acabam sempre bem, mas este tem uma sobra muito grande que paira sempre sobre ele...

Se não o viram aproveitem, acho que irão gostar. Sim, tem muitas cenas...


Fox

Music everywhere III



Yellowcard - Only one

Broken this fragile thing now
And I can't, I can't pick up the pieces
And I've thrown my words all around
But I can't, I can't give you a reason

I feel so broken up (so broken up)
And I give up (I give up) 
I just want to tell you so you know

Here I go, scream my lungs out and try to get to you
You are my only one
I let go, there's just no one that gets me like you do
You are my only, my only one

Made my mistakes, let you down
And I can't, I can't hold on for too long
Ran my whole life in the ground
And I can't, I can't get up when you're gone

And something's breaking up (breaking up)
I feel like giving up (like giving up)
I won't walk out until you know

Here I go, scream my lungs out and try to get to you
You are my only one
I let go, there's just no one who gets me like you do
You are my only, my only one

Here I go so dishonestly
Leave a note for you my only one
And I know you can see right through me
So let me go and you will find someone

Here I go, scream my lungs out and try to get to you
You are my only one
I let go, there's just no one, no one like you
You are my only, my only one
My only one
My only one
My only one
You are my only, my only one


Fox

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Music everywhere II


Dire Straits - Sultans of Swing

You get a shiver in the dark
It's raining in the park but meantime
South of the river you stop and you hold everything
A band is blowing Dixie double four time
You feel alright when you hear that music ring

Well, now you step inside but you don't see too many faces
Coming in out of rain to hear the jazz go down
Competition in other places
Oh, but the horns, they're blowing that sound
Way on down south, way on down south London town

You check out Guitar George he knows all the chords
Mind he's strictly rhythm he doesn't want to make it cry or sing
Left-handed old guitar is all he can afford
When he gets up under the lights to play his thing

And Harry doesn't mind if he doesn't make the scene
He's got a daytime job, he's doing alright
He can play the honky tonk like anything
Saving it up for Friday night
With the Sultans, with the Sultans of Swing

And a crowd of young boys, they're fooling around in the corner
Drunk and dressed in their best brown baggies and their platform soles
They don't give a damn about any trumpet playing band
It ain't what they call rock and roll
And the Sultans, yeah, the Sultans, they play Creole, Creole

And then the man, he steps right up to the microphone
And says at last just as the time bell rings
"Goodnight, now it's time to go home."
And he makes it fast with one more thing,
"We are the Sultans, we are the Sultans of Swing."


Fox

My poem V



Nos teus braços me quero perder
Sem tempo a passar eu conhecer
Que juntos possamos envelhecer
Sem separação sequer no morrer


Fox

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Let´s set things right



Ocorreu-me há dias, ao surgir o espanto da Paula, que talvez a “cara não estivesse a dar com a careta”, afirmando-me um romântico por natureza e depois apresentar a saga de posts “My first time”.
Assim antes de avançar para a ultima parte da aventura, queria fazer esta ressalva, de modo que possa fazer mais sentido.
Peço desculpa desde já, visto que as experiências se aglomeram na minha mente num tremendo emaranhado, não saindo de modo que seja compreensível, de todo.

No entanto um aspeto a realçar, éramos todos novos, sem experiência de vida mas já sabendo que a primeira vez era sempre um desastre, assim quis o Destino que corresse daquela forma, da qual não o nego nem me envergonho, afinal não cometi crime nenhum nem a senhora, que muito me ensinou, era nenhuma vilã, apenas uma modesta senhora.
Foi a única vez na minha vida e até à data que estive com uma mulher, sobre a qual não nutria sentimentos de amor.

Descobri pouco tempo mais tarde, a grande diferença que distingue os “gémeos” separados desde a nascença, que de tantas brigas podem ser causadores.
Sim esses mesmos, o sexo e o amor, na sua forma mais carnal.
Por certo não preciso de explicar a ninguém, que distinção será essa, cada um terá formas e palavras para o explicar ao seu jeito pessoal.
Assim, todas as aventuras que possa eu aqui vir a colocar, referentes a esse tema ainda tão Tabu, foram ainda que bastante loucas, sempre com a mais pura das intenções, a fusão de duas almas, metades de um todo.
Sendo que agora as mesmas coisas são vistas de forma tão mais diferente, que é esse conhecimento de causa o meu carcereiro...


Fox

Is it real?



O sonho existe, possui consistência material da substancia de que os sonhos são feitos.
A impressão existe, possui todo o sentimento real que dentro de nós se pode gerar.
O desejo existe, permanece latente dentro do eu, trancado com fechadura única.
Mas a tua forma de vida ainda não pude eu vislumbrar, ainda que o tivesse feito, no limbo da incógnita permaneceria, pois não possuo dom da adivinhação.
Será então apenas um sonho ou uma impressão sem matéria, que traduz o meu desejo de não permanecer sozinho, neste que de repente se tornou frio, escuro, amedrontador, desinteressante mundo?
Raios!
Se assim for, contarei com ânsia as horas até ao fim da minha contagem, quando finalmente sozinho receber o beijo da temível, que findará a luz da minha triste existência.


Fox

Good movie? Hell yeah! III




É curioso o feeling que por vezes me surge ao ver um trailer, de que estarei presente um filme que me irá interessar muito.
Nem seria preciso ter a deslumbrante Emily Blunt, no elenco para me fazer ir ver, creio que toda a concepção da ideia que se apresenta, está repleta de valor.
Uma estreia a seguir de perto, sem duvida.
Eu vou e vocês?


Fox

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

I have a stamp II




Selo oferecido pela Paula.

Muito obrigado!

Só acho mal ser um Fossil em vez de um Zenith ou Jaeger-LeCoultre...




As regras são:

Dizer quem ofereceu o selo 
Responder às seguintes perguntas: 

De onde surgiu o nome do teu blog? 

Surgiu pelo simples facto de que na maioria da vida andamos sós, juntando a isso serem as minhas "chocantes" experiências de vida, et voilá estava encontrado o titulo. 

Os teus familiares/amigos sabem que tens um blog? 

Hum... Não, sou reservado, gosto de guardar o melhor para mim. 

O que mais desejas, neste momento da tua vida? 

Acima de tudo duas coisas, encontrar um sentido lógico para esta existência e aquela que me faça ainda acreditar, que vale a pena acordar no dia seguinte a sorrir com o novo dia a raiar. 

Mostrar uma imagem que signifique algo importante para ti



(Pensar que mesmo entre nuvens, o sol pode brilhar, seguindo as pegadas de outrora para me guiar, faço novo caminho com redobrado alento.)

Oferecer o selo a alguns blog's 

Voltamos a ter problemas neste departamento... Espero não criar nenhum mal, mas não posso escolher pois seriam os mesmos do selo anterior...

My bad!


Fox

Portable Kamasutra




Deambulava eu por meras pesquisas de rotina, quando me deparei com esta app no market, que me pareceu desde logo muito interessante...
Velhos hábitos custam a morrer, segundo dizem... Sendo que sempre fui um curioso na área, nos tempos em que tinha com quem partilhar destas loucuras, claro está.

Depois de feita a instalação, constatei que de facto está bem concebida, bem estruturada, com musica de fundo, várias escolhas possíveis, marcador de utilizações, os desenhos são de fácil entendimento, tendo em memoria cerca de 30 posições, mais do que suficiente para qualquer momento mais intimo de prazer a dois.

Para um homem solteiro como eu, nenhuma funcionalidade possui, mas ficam vocês aqui com o link, nunca se sabe quando vos pode ser útil na hora H, introduzindo um pouco de mudança inovadora na vossa intimidade...
Façam o favor de serem felizes, não se inibam perante aquele que ama o vosso ser. Vivam!


Fox

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Our world



Uma das minhas tatuagens, possui em si a representação do Yin Yang, de modo que para sempre me esteja presente a memoria que o ser humano, capaz é de no seu interior reunir as capacidades para exercer o bem ou o mal, a comando da sua escolha.
Assim aceito e compreendo as acções que alguns humanos colocam em pratica, dando sempre o beneficio da duvida, dizendo que todo aquele que comete uma acção, encontra dentro de si razões para o fazer.

No entanto, existem casos terríveis de violência gratuita que me surpreendem, este não será o caso, não terá sido "gratuito" ou "espontâneo", foi sim, o premeditado extermínio de três gerações de uma família, do qual nem o gato, o cão e o periquito escaparam.
Sendo ainda o gesto no seu todo, agravado na medida de ter sido perpetuado pelo patriarca da mesma família.
Será o mesmo, fraco de mente e corpo ao ponto de não aceitar sozinho a sua eminente morte? Ou de repente sentiu-se embebido de um dom de Deus, ao decidir o término de três vidas?

Não me agrada, nem um pouco o rumo obscuro que esta humanidade está a escolher, o trilho é tenebroso, incerto, perigoso, dando-me a impressão que nos dirigimos a passos largos para a destruição final.
Vergonha, sinto imensa vergonha.


Fox

My poem IV


Definição para ti difícil é de encontrar
É como se fosses um livro que acabei de ver
Força enorme me leva a nele pegar
Mesmo tendo imensas paginas a ler

A vontade de cada uma delas desfolhar
É imensamente difícil de conter
Quero nessa leitura profunda me entregar
E cada mais pequeno pormenor absorver

Sem saber o que nelas posso deslindar
Não me preocupa os erros que venha a conhecer
Nenhum deles o enredo irá atormentar
E só palavras bonitas dele irei tecer

Anseio avidamente assim o começar
Para nessa leitura de alma me perder
Pois pessoas e livros assim são de encantar
E queremos que junto a nós possam permanecer


Fox

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

The first time III





Quando se é bastante novo, a tendência para levar a cabo parvoíces é imensurável, portanto nós não fugíamos ao modelo.
Mas como terminei a enunciar no fim do outro post, tínhamos acabado de fazer uma das cenas do The Fast and the Furious, para sair do pinhal o mais rápido possível, não fosse aquilo passar num piscar de olhos para um dos filmes do Steven Seagal, em que apanhávamos à “fartazana” e de tacos!

Assim que terminamos de rir do H., também percebemos que estávamos em situação idêntica, tanto planeamento para estarmos virgens na mesma, mas tinha sido muita emoção junta, queríamos era ir para casa e hibernar debaixo do edredão durante uma semana com a vergonha.
Mas pouco depois do almoço, começam as trocas de sms, sim na altura já existiam, os primórdios do que hoje em dia existe, ecrã sem cores e muito pequeno mas lá dávamos um jeito.
O R., o que serviu de motorista, mais velho, aquele que tinha sugerido a senhora do pinhal, manda outra hipótese ao ar. Supostamente conhecia uma casa do género...

Eu por mim lá disse, perdido por cem perdido por mil! Lá não andam de tacos não? Só para confirmar...
Os outros concordaram e lá fomos nós quatro, ver as andanças da suposta casa.
Desta feita parecíamos uma brigada de detetives, montando vigilância a um qualquer suspeito, dado que estávamos no carro a observar as entradas e saídas da mesma casa, e que rotação de pessoas ali acontecia!
Faltava era a coragem de entrar... E se nos faziam alguma e desaparecíamos ali dentro para nunca mais ver-mos a luz do sol? A mente jovem é altamente fértil em ideias rocambolescas...
Mas por fim o C. e eu lá fomos, o H. acho que ficou traumatizado com o acontecimento da manhã e não quis ir. Mal o dele, que só se “safou” uns anos mais tarde...

Entrando, a tremer como varas verdes, descobrimos que era um café... What the f###?!
O que se faz num café? Pois, senta-se e pede-se um café e uma garrafa de água... Mas que cenário mais absurdo!
Quando a senhora vem limpar a mesa, o C. antecipa-se e revestido de uma educação fora de época e idade diz - “eu e o meu amigo gostaríamos de ter um pouco de companhia”...
A senhora olha para nós um pouco, ao fim do qual leva-nos para uma sala complementar, onde nos pede para esperar sentados no sofá.
Eu então pergunto ao C. - “Gostaríamos de companhia?! Mas que foi isso? Queremos é perder os três pá!”
Ao que ele retorquiu - “Resultou não foi? Então deixa lá isso, que quase me mijei todo”.

A senhora voltou para nos buscar, encaminhando por uns corredores um pouco obscuros até uma secção cheia de quartos, onde estava um velhote de bigode, à espera num pequeno hall, com a mesma cara de quem espera na fila da padaria.
Momentos depois sai uma das senhoras das “lides”, perguntando se alguém quer ir antes que ela termine o turno e vá embora para casa...
Mas é por turnos? Curioso...
Bem aqui eu antecipei-me a todos, inclusive ao velhote que estava à minha frente, oferecendo-me corajosamente como voluntário para a missão!

Missão essa, que terá que ficar para outro post, se antes tudo isto não der numa série para um desses canais da tv por cabo...


Fox