domingo, 12 de fevereiro de 2012

In the night




Saio para a noite que me acolhe no seio do seu frio abraço, lar dos que solitários deambulam pelas ruas, na esperança de encontrar aquilo de que não dispõem dentro de si.
Todos partilham da mesma vontade férrea, que os impulsiona numa demanda para a possessão da emissora fonte de energia calorifica, capaz de derreter o gelo presente nos seus corações.
Não é missão simples nesta sociedade de ilusões, todos desejam ser o que não são, perdendo a identidade nesse jogo, sendo no final menos do que realmente serão.
Pergunto-me então de quem culpa será, o surgimento destas novas regras usadas por estes novos jogadores, que tudo vem adulterar, numa pérfida representação do encanto que todo o sistema outrora possuiu.
Volta, volta atrás tempo, tu que corres desenfreado sem condutor, nessa máquina a que chamas de evolução, devolvendo-nos a ingenuidade e cavalheirismo dominadores de outras épocas.
Deixa-nos voltar a sonhar e voar uma vez mais, nas asas do velho romantismo presente no Amor que outrora entre nós existiu...

Palavras por mim ordenadas de forma abstrata, na tentativa de representação do panorama abstrato, que hoje em dia vemos à nossa volta.
Sempre que saio à noite é o que constato, vivemos numa sociedade noturna divertida mas descartavel, batalhão de mascaras falsas que deambula não sei bem com que objetivo.

Ciclicamente me corre na mente a mesma pergunta, mas onde afinal coabitam as Mulheres de boa índole e  romantismo exacerbado, que outrora fariam como completos os mais loucos desejos dos Homens?


Fox

4 comentários:

  1. concordo. mas o amor não se procura. não é na 'noite' que se encontra a Mulher/o Homem 'da nossa vida'. hoje, quem sai à noite quer divertimento, quer felicidade fácil (e vazia)...

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    1. Entendo e compreendo perfeitamente, acho que tens toda a razão, eu sei pelo que saio e não se insere neste "esquema" que acima enuncio.
      Saio essencialmente por duas razões, café e a minha "wolfpack".
      Sou viciado em café e nos amigos, que partilham muitos dos meus pontos de vista. :)

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  2. Gosto da tua forma de escrever e expressividade que depositas :)
    Compreendo o que descreves e eu faço a mesma pergunta, porque raio esta sociedade se transformou assim deste jeito? Mais frias, mais insensíveis, mais banais.
    Eu como jovem que sou, não me revejo neste juventude que me acompanha, fico a pensar se sou mesmo uma normal jovem que anda neste mundozinho
    ... esta "malta" só pensa em se divertir, em gozar a vida, em não dar valor a nada, nem amizade, nem amor, nem há própria família. Claro que estou a generalizar, nem toda a gente é assim, mas serei só eu a encontrar raridades?
    Antigamente os tempos não eram muito fáceis, mas é como dizes, existia algum cavalheirismo e respeito e as relações no meu ver eram muito mais duradouras. Agora andam com uns e com outros, casam-se e divorciam-se logo a seguir, enfim e por aí em diante.

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    1. Obrigado Paula. :)
      A explicação que se demonstre ser a causadora da situação, não te sei dar, mas que estamos a ficar com uma sociedade muito pouco encantadora, estamos de facto.
      Se enquanto jovem não te revês no restante "bando", não desesperes, tu é que ainda consegues ver a luz, guarda-te assim. :)

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