Eu detenho no âmbito da minha experiência pessoal, uma opinião muito característica acerca desta teoria da vida real. Sempre fui um curioso por várias matérias, em especial aquelas sobre quais posso ser ator principal, foram imensos artigos lidos, uns mais científicos que outros, mas todos a apontar numa direção idêntica.
Sim, acredito na crise dos três anos do namoro. Porquê? Não sei dizer.
Não me perguntem por que razão é um prazo tão generalizado, mas é bem real. Aconteceu comigo, com amigos, e com inúmeras pessoas por esse mundo fora, basta “googlar” um pouco. Não fosse assim esta generalização da situação em similares parâmetros, diria que cada caso é um caso, não encontrando nela motivo de consideração.
Mas não é o que acontece, o que poderá fazer alguma lógica trazendo alguma luz sobre o assunto, o artigo que um dia encontrei, no qual o autor afirmava que seria uma programação ao nível estrutural de DNA, que nos leve a estar juntos de alguém durante o tempo necessário para criar descendência, oscilando em média entre 24 a 36 meses. Fará sentido? Segundo os especialistas, sim.
Para mim? Hum... Não sei, sou aquele “ser parvo” que acredita que o Amor poderia ser “eterno”, enquanto sou aquele “ser lógico” que procura resposta a questões misteriosas e ambíguas inerentes ao ser humano. No meu caso foram imensas variantes a despoletar a crise, algumas exteriores à própria relação, outras das quais apenas poderiam surgir depois de se conhecer a pessoa, descobrindo que não se consegue gostar de alguns aspetos nela. Aspetos vincados, irreversíveis, incompatíveis, imutáveis, que servem de percursor para a saturação da relação e da pessoa que está connosco.
Se leva assim tantos anos a descobrir? Sim leva, em alguns casos mesmo depois de oito anos ainda descobrimos horrores escondidos. Nunca se conhece alguém no seu intimo, se esse não o quiser revelar.
Mas mesmo tendo escrito isto, também deverei dizer que sei que apesar da crise explodir, afastando aqueles que estiveram juntos, o sentimento que existe, mesmo que em modo latente, devido ao passar dos anos, poderá salvar a relação. Been there, done that.
Mas os vincos continuam, não se modificam, as pessoas não mudam sem choques tremendos, que arruínem o âmago do seu ser, para assim permitir nova construção, mediante novos ideais.
Assim mais tarde o resultado será o mesmo, o problema será igual, até mais não existir retorno do que outrora terá sido.
Gostaria imenso de ler a vossa opinião acerca deste assunto em particular, soltem essas teclas se fizerem o favor.
Fox

Bastante interessante seu texto...
ResponderEliminarEu nunca esperei por um amor perfeito. Eu sempre soube que os príncipes existem, mas não são encantados. Possuem inúmeros defeitos, assim como eu. Então, o amor tem que ser verdadeiro (e não perfeito), para superar as mudanças que irão ocorrer com o tempo...e elas ocorrem, pode acreditar. A cada "horror" que conhecemos do outro, deve haver uma compensação, deve haver a descoberta de algo bonito. Se não há esse equilíbrio, o amor não sobrevive. Ao contrário, se o equilíbrio se mantém, as crises se superam (afinal são feitas para isso). De qualquer forma, é preciso amar, durante 3, 8 ou 20 anos... O amor é uma questão de sobrevivência :)
Gostei da tua forma de observação, uma questão de sobrevivência.
EliminarDe certa forma creio que se possa discutir a relação nesses parâmetros, sendo que quanto maior for o equilíbrio, melhor as coisas irão funcionar e durar.
Mas qual a tua opinião acerca da suposta crise dos três anos? Ou não tens nenhuma formada respeitante ao assunto?
A crise dos 3 anos existe. Nesse momento é que se rompe a película da paixão e a intimidade já é grande para que os "horrores" apareçam. Mas como disse no outro comentário, tem que haver equilíbrio, compensação. Se não houver, a relação não resiste :)
ResponderEliminarOra nem mais Isa E., atingiste mesmo o ponto fulcral.
EliminarCreio que seja nesse limbo que se separe o que é possível do impossivel.
foi a primeira vez que li sobre o assunto... no meu caso verificou-se...
ResponderEliminarconcordo que há coisas que não mudam na pessoa, há coisas que nunca vamos conhecer se ela não quiser...
hoje, o que se vê mais é 'namorar para conhecer' e aparece a crise dos 3 dias, das 3 semanas... a crise do fim. lol
eu cá prefiro o 'conhecer para namorar' e nem todos aceitam isso, há pressa... e o Amor não tem pressa. :/
Tens razão nessa vertente J.M..
EliminarBahhh namorar para conhecer, isso é assunto para jovens muito jovens e mais jovens ainda.
Como podemos supostamente amar quem não conhecemos?
O Amor surge depois de se conhecer e apreciar imensamente esse conhecimento.
Eu acredito mais na crise dos 7 anos... Lolol... Ou seja, não passei pela crise dos 3 anos, mas a dos 7 anos... Ai essa foi forte, foi a que fez explodir, acabar...
ResponderEliminarAs crises existem sejam aos 3, aos 4, até com 1 ano elas podem existir... Simplesmente temos que saber contorná-las, viver com elas aprender a ser auto-suficientes e ultrapassá-las... Porque lógico que os principes encantados não existem, tal como as princesas não existem... Isso são mitos urbanos...
Simplesmente, no final de 3 anos é quando pensamos nós já conhecer 'totalmente' (bem que isso nunca é possível) a pessoa em questão e como tal surgem todos os defeitos, manias, trejeitos, tiques... E o que até então era 'giro' e querido passa a ser defeito, chato passa a incomodar-nos... Porque a paixão, o sonho inicial já passou...
Eu levei com a dos três, seis e quase que levava com a dos nove! Mas terminou tudo seis meses antes.
EliminarConcordo com o que dizes, realmente quando existe muita intimidade e conhecimento da outra pessoa, perdemos muito daquela magia inicial.
Se o sentimento não for mais forte, tudo se corrói.