quinta-feira, 31 de maio de 2012

Naked


Apetece-me.
Andar nu.
Sempre.
Mas quando está assim este tempo fantástico, ainda mais vontade me dá.

Que belo calor este, que hoje se fez sentir neste nosso pobre belo país. Nada melhor a fazer neste fim de tarde, do que a montar. Montar e cavalgar, sentindo a ligeira brisa que me refresca o pescoço.

Adoro.

(a mota, entenda-se)


Fox

sábado, 26 de maio de 2012

Today is a hot day



O dia nasceu quente.
A cama ainda me abraça as costas. O lençol cola-se ao meu suado peito. É muito o calor.
A respiração calma que emanas chega-me aos ouvidos. A visualização do teu moreno tom de pele chega-me aos olhos. A sedosa temperatura da tua pele chega-me aos dedos. Inebrio-me.

Liberto-te da prisão que o branco tecido exercia sobre ti, revelando as maravilhosas curvas do teu torneado corpo. Percorro gentilmente com as costas da mão, o flanco desse corpo que reage ao meu gesto, com o eriçar de pele e pelo.

Um ósculo robusto em ternura te deposito no ombro. O seguinte sobre o redondamente desenhado peito. O próximo, no teu belo umbigo, centro desse deslumbrante corpo que me pertence.
Para baixo, bem para baixo, residem os próximos alvos da minha quente e húmida boca. Que agora percorre de forma encadeada a tua pele, numa mescla de lábios, língua e saliva.
Coxas, pernas, pés, pernas e coxas, são apreciadas com todo o pormenor merecido.

Mas é mais acima que reside o meu templo. A tua fonte. A qual me sacia a sede de amor. Esta que se me espalha nas veias como fogo líquido. Possuindo-me. Libertando-me.
Os lábios chegam quentes, em fogo, mas beijam docemente, onde beijada sejas, despertas do tranquilo sono que te prendia longe da ação.

A tua respiração em ritmada cadência já não escuto, agora substituída foi por um ligeiro arfar.
O meu beijo amplia-se na proporção do agir e na voracidade da sua sede pelo núcleo do teu corpo.
Os teus braços movem-se, sem função especifica, querendo apenas agarrar o ar.
Revezo o beijo soltando a língua, numa ação selvagem de movimentos, procurando beber toda a deliciosa substância que libertas.

Adoro. As palavras loucas. Os gemidos intensos. Os tremores corporais.

Sinto que. Estás quente. Estás excitada. Estás solta. Estás possuída. Estás quase. Lá.

Agarras-me fortemente o curto cabelo com essas mãos delicadas, como se desejes que aumente o ritmo da minha fome por ti.
Exerces movimentos loucos, desenfreados, quentes.
A tua voz aumenta o volume, encadeia-se a si mesma com uma ainda mais rápida respiração. Vais explodir!
Liberto a intensidade de tudo. A hora final é esta. É o teu momento. Explodes num pico de prazer que contagia ambos os corpos.

Permanece o frio na espinha e o sorriso nos lábios enquanto trocamos o olhar malicioso que diz ter sido apenas o inicio...


Fox

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Magical art



Vôo baixinho sobre asas metálicas que não existem. Percorrendo estradas sem qualquer substância real. Meros riscos paralelos de ferro que servem de guia a uma progressão imaginária. Desapareço num local para reaparecer noutro bem distinto. Como se de uma arte mágica se tratasse afinal. Saio assim do frio negro do conforto para a quente luminosidade da insegurança. Não será o medo a minha companhia mas sim o desejo.
Aquele que me inflama a alma com sensações ardentes de proximidade e contacto. 

Vou indo. Vou percorrendo. Vou chegando.


Fox

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Carpet





Uma noite estrelada. Pacifica. Quente.
A janela está aberta, o cortinado ondula ligeiramente, denunciando a ligeira brisa que se propaga docemente pelo quarto.
Estou deitado, sentindo o toque de aconchego do felpudo tapete, que me separa do duro chão.
O player toca a música certa para este meu estado de espírito. O corpo está imóvel, os olhos estão fechados, a mente está a divagar, o coração está com ela.
São momentos destes que nada mais se quer fazer do que parar. Tudo deixar em pausa. Para apenas...

Apenas estar. Apenas pensar. Apenas imaginar. Apenas desejar.


Desejar tê-la nos braços, num aperto forte de sentimento, entrelaçando os dois corpos que formam um.

Imaginar a cúmplice troca de olhares, sorrisos, caricias, beijos.

Pensar que o momento deveria se perpetuar com a duração da eternidade.

Estar com o seu corpo no meu abraço, o seu sorriso na mente, o seu sabor na língua e o seu amor no coração.

Muitos apenas, resumidos num só. 

Apenas te quero.

Fox

terça-feira, 22 de maio de 2012

In time





Detenho a impressão, que a este ritmo não conseguirei saborear o que devia ser saboreado na minha vida.
Sempre que observo o meu passado, refletindo sobre tudo o que se foi, já muito pouco sabor dele ainda detenho em mim.
O tempo escapa-se-me sob a forma de segundos, minutos, dias, semanas, meses, anos, décadas, vivido de forma errada.
A aceleração que desde cedo é imposta, coloca-nos numa velocidade vertiginosa, viajando pelas situações realisticamente importantes como se as observasse pela janela de um comboio em movimento.


Quero parar. Mas não posso. Mas queria.

O tempo. Sou apenas humano. Muito.


Estagnar as areias da gigante ampulheta que todo o tempo rege. Como seria esse um poder absoluto. 

Deter na mão a capacidade de alongar o que deve ser apreciado, encurtar o que deve ser esquecido.

Queria retardar o tempo que dedico ao amor. Queria acelerar o tempo que dedico ao ódio. 

Proporcionando a capacidade de dar, a mim, a correta velocidade de vivência, para mim.

Difícil de enfrentar, a efemeridade que esta rapidez de vida nos coloca.

Fox

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Bad sex



Ontem acabei por mero acaso, a passar os olhos na diagonal, sobre uma entrevista de um senhor que se dá pelo nome de Quintino Aires.
Normalmente os artigos sobre sexo costumam chamar-me a atenção, será daqueles assuntos sobre os quais penso que nunca se sabe o suficiente.
Na mesma entrevista ele afirmava por outras palavras algumas questões que acho serem de relevo:

"seria melhor ter mau sexo do que nenhum de todo"

"99% dos divórcios se dão por problemas sexuais, e ou complexos em quebrar os tabus sobre o sexo com a(o) companheira(o)"

"o tamanho no homem realmente conta"

"as mulheres também procuram one night stand"

Concordo com toda a sua entrevista, em especial com as duas primeiras afirmações acima apresentadas.
Será para mim ainda um pouco difícil de entender, como em 2012 as pessoas ainda conseguem possuir complexos com o sexo.
Não será ele um pilar fulcral em qualquer relação? Então qual o porquê de não possuir-mos abertura neste departamento, quando esmiuçamos até à exaustão todos os outros que possam ser intervenientes na relação?
Creio do meu ponto de vista, que as relações poderiam ser tão mais saudáveis, se tratasse-mos o sexo de forma mais aberta entre amantes.

Mas e quanto a vocês? Possuem que posição acerca deste tema?


Fox

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Want to be lost



Existem dias em que me apetece estar perdido. Numa outra realidade que faz tão parte desta como eu mesmo. Mas de tanta falta me fazer, deambulo na minha realidade como se um fantasma fosse. Impossibilitado de usar do tacto.

Quero me perder. Entre...

Olhares
Expressões
Carícias
Abraços
Beijos
Sensações

Não quero estar só. Estás comigo? Sem ti é escuro. Sem ti é frio.

Quero-te!


Fox

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Inspiration day



Ontem foi um dia de inspirações.
Mas de uma natureza diferente serão estas ditas, mais soltas, mais animalescas, mais minhas.
No entanto farão na mesma parte de mim. Uma que muito aprecio. Uma que está mais reservada. Mesmo o romântico pode ser louco.

Eu sou romântico.

Eu sou louco.

Eu sou animalesco.

Eu sou eu.

Desconheço a razão pela qual tal se sucedeu. Não sei se do calor. Se de mim.
Assim a escrita inspirada surgiu, sem aviso prévio à sua chegada. Entrando na mente de forma desenfreada. Intensa. Concebendo situações revestidas de vontade, de desejo, de partilha.

Foram colocadas no papel sob a forma de letras, palavras, frases, por forma a conseguirem transmitir sensações, visualizações do que poderia ser.
Decidi que irei satisfazer a minha curiosidade ao constatar a vossa reação perante os textos.
Espero que os apreciem tanto quanto eu apreciei, ao transcrever as ideias.
Fiquem por ai, eles estão a caminho...


Fox

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Reconciliation



Nem sempre será fácil.

Custa sempre a uma das partes ou a ambas, entender e admitir que não será dona integral da razão.

Mas nunca se é dono da razão. Ela não possui mestre. Será uma completa "vadia", estando umas alturas com uns, noutras com outros. Nunca é fiel a ninguém. Pois é cega.

É preciso ser "velho" para passar muitas vezes na companhia dela. Mas gradualmente vamos aprendendo a fazê-lo.

Eu sou, um "velho".

Sempre consegui a proeza de avaliar os dois lados da questão. Faz parte de mim. É a causa da minha indecisão em muitos aspectos sobre os quais pondero. Levando outros a chamarem-me indeciso, não ligo, pois eu sei que sou justo.

No entanto a minha capacidade de discernimento acerca da presença da razão, por vezes perde-se, diluída na ingenuidade das minhas asneiras. Para emergir robusta depois de apontado o erro. Peço desculpa quando não tive a "vadia" do meu lado. Não me custa fazê-lo. Mas exijo desculpas quando "ela" esteve comigo. Se não as recebo nunca esqueço. Fica latente.

Mas talvez uma das melhores situações no mundo das zangas e quezílias, seja a reconciliação.
Será toda uma experiência fulgurante quando ocorre entre amantes.

Terei que escrever sobre isso.


Fox

terça-feira, 15 de maio de 2012

Like a bomb!



Sim, tenho mau feitio.
Não sou tolerante perante algumas situações. Irritam-me profundamente e ai reajo muito mal, ficando muito irascível.

Adoro conduzir.

Mas

Odeio conduzir.

Aos domingos. Especialmente se estiver sol.

Não sei que raio de pensamento dará aos condutores nos domingos, que os preenche de uma tremenda necessidade de morrer à sombra e fazer asneiras.
Aparentemente será um dia sem horas, pois deslocam-se em velocidades absurdamente baixas, dirigindo-se todos para as marginais junto do oceano ou rios, circulando por circular sem uma meta definida.

Este último terá sido uma romaria para junto da praia, tanta gente que levei uma hora! Repito. Uma hora! Para arranjar estacionamento que estivesse a menos de três quilómetros do café!!!
Só não me pirei após os primeiros 5 minutos de procura, pois já tinha deixado a companhia no café, porque a vontade seria dar "prego" a fundo, para qualquer lado menos aquele.

Não vos consigo explicar como fiquei. Vermelho. Enervado. Revoltado. Capaz de bater em alguém.
Fui para o café a resmungar comigo próprio, deixando toda a gente a olhar feita parva.


Fox

sábado, 12 de maio de 2012

Hairpin turn!



O dia acordou belo. A manhã está seca.
A sua chamada faz-se ouvir como uma pequena voz que ecoa.
"Anda até mim... Monta-me... Possui-me... Cavalgaremos juntos numa fusão de entidades ao sabor do vento."
Não se resiste a este apelo. É impossivel dominar o impulso louco que exerce sobre mim. Entrego-me.

As estradas seguem-se em cadeia como se unidas desde sempre. Mas existem estradas e estradas.
Será nos "hairpins turns", que o êxtase passa por uma explosão de alertas e sensações descontroladas.
A inebriação interior rejubila. O sorriso alarga. O corpo vibra. A face anseia pelo beijo do vento.
A cadeia de curvas aumenta. O ciclo é vicioso. Não existe amanhã. Nem tão pouco logo. É agora!

Mas a realidade chama. Tenho de voltar do sonho. Este prazer traz consigo um preço muito alto.
Este estado de nirvana anda de mão dada com a morte. Sempre. Em qualquer lugar. Chamando. Sorrindo-me.
Apenas lhe posso sorrir de volta, até um dia...


Fox

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Do you think it´s hard?!



Pois é, todo e cada um de nós durante a sua vida se queixa sempre de alguma coisa, nunca estamos bem com o que temos, ou fazemos.
No entanto, acabamos por esquecer que algures, existiram, existem e existirão, aqueles, que com nada tiveram que fazer algo, para poderem persistir apenas na sua condição de ser humano.
Mas parece que o Ser omnipresente, não se esquece de abençoar de algum modo, aqueles que nada possuem, numa singela forma de contra-balançar a dura desigualdade presente no Mundo.
Serão estes os exemplos de vida, que devemos usar como modelo quando nos sentimos mais em baixo. Isto se nos for possível ser tão dignos da nossa natureza humana.
Quanto a mim devo dizer que o que mais aprecio numa pessoa é a humildade. Esta adapta-se sempre na generalidade das situações, levando-nos tão mais longe.
Observem agora o teor de um humilde livro sem capa...



Fox

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sleep



Apocalyptica - Farewell

Será esta companhia fria e escura que sempre me acompanha no meu regresso a ti. É fraca. 
Será este companheiro quente e radiante que sempre me acompanha na tua ausência. É forte. 
Por mais frio que o meu exterior seja, o meu interior explode de calor.

Por ti.

Não sei porque existem relógios. Nem me apercebo das horas passarem. Apenas sei que poucas são aquelas que te posso ver a sorrir. Todos os dias compostos pelo mesmo duro trabalho.
O cansaço é senhor do meu corpo. Mas tu és senhora da minha alma e dona do meu coração.

Encontro-te relaxada entre lençóis, respirando lentamente como quem deambula entre soltos sonhos. Sorrio.
Toco-te delicadamente na face, mais não me atrevo, mesmo que respeitasse o teu pedido para te despertar. És quente.
Entro frio no seio desses lençóis que armazenam o teu calor. É bom.
Partilhamos o imediato contacto das duas forças calorificas opostas num arrepio electrizante. É magnífico.
Abraço-te o corpo no aconchego de um aperto amoroso. É perfeito.

Sei que agora ambos estaremos a sorrir.


Fox

terça-feira, 8 de maio de 2012

Good movie? Hell yeah IX



Mais uma ida ao cinema. Mais um filme que não escolhi.
Desta vez a escolha recaiu neste filme francês, que se dá pelo nome de Les Infidèles.
É constituído por várias visões de realidades distintas, mas com as interpretações dos mesmos actores.

Creio que não sejam necessárias explicações sobre o enredo do mesmo, todo o filme gira em redor de inocentes traições e da sua larga presença nas relações de longa duração.
Em busca do que andarão é difícil de descortinar, pois no fundo todos aparentam amar quem escolheram para companheira, no entanto... Elas acontecem!

Posso dizer que até à data não sei o que são. Mas ao que parece serão mais usais nas várias sociedades mundiais do que aparentam. Cada um sabe de si. Deus sabe de todos. Eu não sei nada acerca de ninguém.
E vocês?



Fox

segunda-feira, 7 de maio de 2012

I´m tired!



Estou.

Bastante.

Os fins de semana não seriam supostamente para descanso?
Então por que razão, me tenho fisicamente, desgastado mais do que seria suposto?

Ainda no sábado, percorri bastantes kms a pé, noite e manhã a dentro, na companhia de um bêbado e de um outro não tanto. Lindas figuras.
Deitei-me cedíssimo, ainda nem o sol tinha nascido, faltaria cerca de uma hora apenas, para acordar duas antes do sol se colocar a pique no céu. Gajo maluco.
Ontem repeti a proeza, mas em vez de caminhar, conduzi imenso, parte dela pela manhã dentro.

Agora estou todo f#####!


Fox

sexta-feira, 4 de maio de 2012

My poem XVIII



Diz-me que não é uma ilusão
Dá-me prova em que acreditar
Que a noite a ambos veio marcar
Não se baseando numa confusão

Que me trouxe engano ao coração
Enquanto me leva a imaginar
Ter sido possível encontrar
Uma fonte de renovada sensação

Que me liberte corpo e imaginação
Num novo e saudável respirar
Como se de inicio fosse começar
O que já há muito teve conclusão

Mas a tua palavra não tira pressão
Apenas faz ainda mais adensar
O enredo que se vinha a formar
Desde o inicio de toda a situação

Ficando eu na interrogação
Sobre como irá tudo desenrolar
Se poderá haver feliz encerrar
Ou se será mais uma desilusão


Fox

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Flawless? I wish





Magoa ser confrontado com aspectos da nossa personalidade ainda por limar.
Magoa ser mal interpretado com as nossas inocentes acções.
Magoa ser catalogado sob rótulos ou estereótipos onde terceiros foram inseridos.
Magoa ser definido furos abaixo do desejado.

Estou magoado.

Gostava de saber porque raio é que detenho tantas boas características em mim, ao mesmo tempo que detenho outras, que são mal interpretadas, apesar de não as usar nesse sentido.
Gostava de saber porque raio é que sou tão noob em tanto da vida, não demonstrando as décadas que já em mim detenho.

Estou magoado comigo próprio.

Pergunto-me qual a razão superior que um dia me terá feito ser o melhor entre milhões.
Pergunto-me qual a razão superior de continuar a respirar quando tantos melhores que eu deixaram de o fazer.
Pergunto-me qual a razão superior pela qual pareço ter nascido para viver esta vida sozinho.

Hoje seria um daqueles dias em que preferia não ter acordado.

Fox

terça-feira, 1 de maio de 2012

Left a friend II



No ultimo post referente a este assunto, escrevi que tinha descoberto pela primeira vez o que seria a crise dos três anos, mesmo que na altura não estivesse a entender o que se passava, mas ela estava lá.

Ele detetou numa conversa minha sobre a crise, a abertura que procurava, pediu-me o numero da ex para falar com ela e tentar ajudar a reparar a relação... Otário! Neguei claro, o Fox não é tapado, queria que lho desse para mais tarde me culpar pelo erro.

Mesmo assim mais tarde ele pediu-lhe diretamente, ela cedeu-lho, estava débil, não me queria perder, procurava cegamente uma forma de me segurar, pensou que ele a podia ajudar falando. Mal sabia o que o artista planeava nas sombras...

Como é que descobri? Ela caiu no erro devido à força de habito, de enviar uma sms para mim, com um contexto sem sentido. “Apertei-a”, confessou. Explodi!

É muito difícil descobrir uma quebra de confiança assim, para mim foi uma traição, ainda que apenas de palavras, oriunda daquele que via como irmão.

Queria destrui-lo, aniquilar a perversão que o levou a se intrometer entre amantes. 

Deserdei-o. Amaldiçoei-o. Reneguei-o da minha presença. Afastei-me. Escolhi a mulher. Triunfei.

Tive três anos ainda melhores que os que já havia tido, estávamos mais fortes agora, paguei um preço alto, custou-me um amigo que nunca mais vi, mas mantive a mulher que amei, foi uma boa troca, na altura.

Mais tarde soube que o R. “roubou”, desta vez com sucesso, uma mulher com que o C. andava a sair... Eu bem que avisei o C. para não a trazer para perto deles, pareciam lobos esfomeados, sem conduta de honra entre eles. Não me deu ouvidos, pensou que não tinha problema. Tramou-se.

Parece-me que a essência de alguns indivíduos nunca muda... Pelo menos o “modus operandis” mantém-se.


Fox