sexta-feira, 29 de junho de 2012

Tuga style II


Bahhhh!
Hoje já estou mais calmo, menos traumatizado, para poder falar sobre "aquilo".
Só sei que merecíamos mais a vitória do que o vencedor oficial.
Tanto sofrimento durante duas horas consecutivas, enquanto a nossa selecção anulava a tremendamente irritante forma de jogar daquela equipa, para sermos despachados assim. Sem sabor.
Bahhhh!
No entanto fica demonstrada a nota de excelente exibição de todo um conjunto. Muito prazer deu a Portugal ver este bloco intrínseco jogar.
Daqui a dois anos haverá mais, talvez com outros jogadores, mas se for com esta raça será muito bom.
Parabéns rapazes.


Fox

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Elevator



Entramos no elevador, juntos e de dedos entrelaçados.
Está calor em demasia para um confinamento numa caixa de metal. Mas ainda serão alguns andares a subir. Não estamos sós, pelo menos até que ela saia.

O teu vestido cola-se sensualmente às curvas desse delicioso corpo, com a alta temperatura que se faz sentir lá fora. Aqui, a brisa artificial refresca-te o peito através desse generoso decote. É demasiado o magnetismo daí resultante.
Olhamos nos olhos um do outro. Falam eles mais do que nós próprios faremos. O castanho é em ti cintilante e profundo. Reflete a minha silhueta, brilhando todo o meu eu.

Mordes o lábio enquanto me olhas com desejo. Conheço-te bem demais. Ferves de vontade.
Provoco-te. Mostrando a língua num pequeno movimento obsceno. Termino com um sorriso sacana, que sei que aprecias em mim.

O rastilho foi acesso...

A pessoa sai. As portas iniciam o movimento de fecho. Parecem segundos intermináveis.
Os dois pares de olhos estão cravados entre si. Serão os ouvidos a detetar o som. Ele chega, acompanhado pelo impulso da ascensão. A partida foi dada.

Saltamos loucamente um sobre o outro, como dois lobos famintos. Não de alimento mas de desejo. Sentimento esse que também alimenta, mas só a alma.
Os nossos lábios quentes encontram-se. Devoram-se. Misturam-se. Numa perfeita simbiose.
O teu peito já não é escudado por nenhum decote, mas recebido nas minhas mãos. Que de forma segura os acariciam, aguardando a chegada daquela que virá, depois de contemplar o teu pescoço arrepiado.

Lábios e língua devoram freneticamente esse maravilhoso peito, que me inebria o corpo só de olhar.
As minhas mãos acompanham todas as curvas do teu ser, mexendo no teu vestido, procurando a fonte de toda esta loucura.
Esta já deixa escorrer pelas coxas, a vontade húmida que tens para que eu te possua. Não há mais tempo. Por isso afasto a última barreira de tecido que impede a nossa união.
Tocando-te de uma só vez, permito a fusão dos nossos corpos num frenesim de tesão. A excitação é avassaladora. O perigo só acentua o desejo. Não dá para aguentar muito.
Ambos explodimos num ápice de louco prazer, olhares penetrantes e vozes arfantes.
Vivi. Viveste. Vivemos.


Fox

domingo, 17 de junho de 2012

Tuga style.


Nossa. Que biolência!

Que jogo! Que equipa! Que galvanização! Que jogadores!

Até defesas vão à área contrária rematar como ponta de lança!

Tenho alguns preferidos na equipa, mas hoje estiveram todos lá acima no topo.

Jogasse sempre assim a minha selecção e tatuava o simbolo da federação no peito!

Grandes. Fomos muito grandes.


Fox

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Illusion.



Desejo-te.

Viajo sozinho, perdido algures entre sonhos irreais.
Almejando conseguir agarrar o que a realidade me nega.
Nenhuma matéria corporal lhes é atribuída, são meras ilusões da minha criação.
Enquanto sonho, não vivo, no entanto não sofro.
Sinto que me iludo com esta ilusão, escudando-me do que é real.
Sabendo isso, continuo a entregar-me para te possuir.
Antes te ter numa ilusão, que enfrentar a realidade só.

Muito.


Fox

terça-feira, 12 de junho de 2012

Need for affection



A hora passa mas não passa. Arrasta-se a seu belo prazer. A hora faz mas não deixa fazer.
Nada que mitigue a desocupação ocupada com que me ocupo nesta minha desocupação. Estou carente. Preciso de algo. Um apenas será insuficiente. Preciso de muitos.

Preciso de ouvir. Preciso de ver. Preciso de sentir. Preciso de saborear.

A tua voz. O teu sorriso. O teu toque. A tua boca.

Preciso-te. Desejo-te. Quero-te.


Fox

sexta-feira, 8 de junho de 2012

My poem XIX



Suave e lento é o meu acordar
Sentindo esta brisa a passar
Ouço o som do mar a correr
Neste imenso areal até se perder

A cama está vazia no teu lugar
Cedo deve ter sido o teu acordar
Com a atração que vem exercer
O oceano à luz deste amanhecer

Saio para a claridade enfrentar
Observando-te junto ao calmo mar
Mais deslumbrante imagem não podia ver
Enche-me de pura felicidade te ter

Enquanto caminho ao teu encontrar
Sentindo areia molhada ao caminhar
Abraço o corpo que materializa o teu ser
Num contacto que nunca quero perder

Estremeces com o meu chegar
Mas sorris confortada com o agarrar
Sentindo o meu calor te percorrer
Neste momento impossível de esquecer

Enquanto a onda vem na areia a enrolar
Para as pernas juntas nos banhar
Não imagino melhor momento escolher
Para um sentido Amo-te te dizer 


Fox

terça-feira, 5 de junho de 2012

My better half


Nunca ninguém se contenta com o que tem. Todos querem mais. É um mundo consumista.

Eu no entanto, gostaria de saber dar mais valor ao imenso que possuo.
Sendo pouco comparado com muitos, é muito comparado com poucos.

Mas o que me faria sentir bem, não se prende com pretensões materialistas, mas sim, conseguir ser "melhor".
Tenho receio que a personalidade não mude e não possa acompanhar a minha vontade de evolução. Como tal, irei permanecer incompleto e no meu entender incapaz de merecer o que vou recebendo.

Quero mudar. Quero evoluir. Quero merecer. Te.



Fox

sábado, 2 de junho de 2012

I am wild


 
Selvagem. Serei. Seremos. Todos. Nós.

Ou apenas alguns?
Sempre tive em mim a noção, de que o amor não é civilizado.
Não possui regras pré-estabelecidas, que definam como se deverá regulamentar a fusão de dois amantes.

Não existem limites para a entrega.
Não existem limites para o contacto.
Não existem limites para a loucura.

Mas então, qual a melhor forma de expressar este sentimento cru, do que o pintar de forma selvagem?
Usando fluídos como tintas, dedos como pincéis, pele como tela, onde rudemente dois corpos se entrelacem, não sabendo onde termina um e começa outro, imortalizando momentos na efémera eternidade da memória.

Recordando agora o que um dia me disseram...

"Que sejamos sempre recordados por quem amamos, como os loucos que deram sem medidas"
 
Selvagem. Rude. Intenso. Puro.
Sou.


Fox