domingo, 28 de outubro de 2012

Challenge IV


Novo desafio, lançado pela Lost Lenore.
 
Agradeço por te teres lembrado de mim. É sempre bom ser recordado de alguma forma.
 
As regras são dizer três coisas sobre mim e passar o selo a cinco pessoas/blogs, por isso:
 
1 - Anseio pela hora final, ou a mudança radical que coloque um novo começo, pois não acredito que estes sejam os moldes corretos para a vida humana se perpetuar no espaço temporal.

2 - Sinto-me completamente desfasado no tempo, como se a este não pertencesse. Olho para trás e quase consigo agarrar memórias cravadas em mim, que me colocam noutros papéis de vida.

3 - Infelizmente, tenho dificuldade em acreditar nas minhas capacidades.

E agora, passo o desafio a:
 
Isa E.


Moon*

Terão de ser apenas estes, dado que, não visito muitos mais blogs...


Fox

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Time


O pêndulo dourado oscila.
No seu compasso metódico.
Range num repetitivo som metálico.
Dizendo a quem queira que o tempo flui.
Mas não o vejo a passar por mim.
Não é uma identidade corpórea.
É apenas um mero sopro.
Que me conta a vida.



Nunca até agora tive a percepção de não deter tempo suficiente. Muito é relegado em prole de outro rumo.



Fox

sábado, 20 de outubro de 2012

Red Hood IV



Ela estava quente e húmida. Ardente com o desejo de luxuria que lhe corria por baixo da pele. Procurou bem no centro de toda aquela quantidade de pelos, encontrar a parte dura que queria sentir dentro de si. Já não aguentava mais a louca vontade que sentia. As mãos tateavam e agarraram-no com vigor, apontando ao local onde mais húmida se sentia. Introduzindo todo de uma vez, o grande membro arrancou-lhe um profundo arfar quase doloroso. Senti-o quente, húmido e latejante.

Era mais do que ele podia esperar. Era mais do que ele podia desejar. Sempre havia sido ele o caçador, mas naquele dia descobriu o que era ser a presa. Sentia-se um fantoche, manipulado por aquele anjo negro, arauto da luxuria corporal. Quando a recebeu sobre si tomando controlo da situação, não pensou sequer. Apenas sentiu. Ela montou-o com enorme destreza, unindo através de uma ponte tão próxima, os dois corpos tão distintos. Era o belo e o feio. Era o grande e o pequeno. Era o branco e o negro. Era o aspeto exterior e o interior. Pois pensou que no interior eram iguais…

Ela iniciou um cavalgar lento e ritmado, esboçando pequenas expressões de prazer complementadas com arfares de uma quase dor. Ele sentiu-a bastante apertada, quente, húmida, possuída. Colocou as enormes mãos nas coxas dela, apertando com um ligeiro vigor de modo a incentivar o movimento. Os seus enormes seios oscilavam, querendo sair das suas copas onde o corpete os mantinha cativos. Levou a sua enorme mão esquerda ao seio direito, envolvendo-o e apertando ligeiramente. As mãos dela estavam sobre o peludo peito, criando percursos arranhados na pele, debaixo das suas unhas aguçadas como garras negras. 

A excitação presente em ambos os corpos começou a ser cada vez mais notória. O ritmo aumentava desenfreadamente, num descontrolo totalmente animal. Mãos tocaram. Garras arranharam. Suores escorreram. Arfares ambos soltaram. A besta misturou-se com o anjo numa mescla de prazer puramente carnal. Cada vez mais rápido. Cada vez mais igual. Cada vez mais único. Ela não aguentou, gritou. Ele não se controlou, uivou.

Dois corpos molhados e destruídos pelo esforço de tanto vigor, tombaram nos sujos lençóis da cama. O anjo repousava sobre os húmidos e malcheirosos pelos do peito da besta. Ele procurava aspirar o ar que lhe acalmasse o elevado ritmo cardíaco que galopava desenfreado no seu largo peito. Não passavam de dois animais fatigados. 

- É melhor ires. Tenho de “salvar” a minha avó. – Diz-lhe ela laconicamente. 

- Voltarei a ver-te?

- Talvez. Quem sabe…

Um caçador e uma presa se encontraram. Uma presa e um caçador se distanciaram. Mas no meio desta similaridade, identidades foram perdidas, papéis foram misturados, naturezas foram reveladas. Apenas com um único propósito partilhado por ambos…


Fox

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

The Glass House XIV




Desperto suavemente do meu sono com a luminosidade que se faz de convidada a passar pelos amplos vidros. Vejo a voar, pequenos grãos de pó perdidos nos raios tímidos de luz. Não fosse o corpo que dorme ao meu lado possuir matéria, diria que tive um sonho, um maravilhoso sonho. Olho-te e observo o sossego do teu sono. Ontem foste um demónio à solta, hoje és um anjo a dormir em plena paz. Coberta pelo sedoso cabelo negro, a pele morena sobressai nestes brancos lençóis, que limitadamente cobrem esses belos seios de rosados mamilos. O verde dos teus olhos está escondido, mas as perfeitas linhas do teu rosto levam-me até aos voluptuosos lábios que pedem contacto. Como és bela no teu dormir. Aproximo-me de ti para te sentir o cheiro na pele. Deixo-te um ternurento beijo no ombro e levanto-me.


Apanho os boxers do chão, atirados a um canto num momento de loucura e excitação. Sorrio com a lembrança. Foi louco. Visto-os e desço as escadas. Abro a enorme janela e saio para as traseiras da casa, procurando a vista e o som do grande azul. Batem nas pedras do fundo da falésia, as ondas com o som e a força de trovões. O sabor salgado espalha-se no ar. É uma manhã refrescante. E eu sinto-me revigorado. Mas de alguma forma diferente.


Dirijo-me à cozinha. Estou esfomeado e a Deusa também o estará assim que acordar. Usando de um pouco de imaginação preparo um atrativo pequeno-almoço. Sumo de laranja fresco, torradas, scones, geleia, manteiga, iogurte, uvas. Coloco tudo organizadamente disposto no tabuleiro, juntamente com uma pequena rosa vermelha que colhi no jardim. Observo o resultado antes de subir ao quarto. Perfeito.


Abro as portadas empurrando com o ombro e dirijo-me à cama. Aprecio a forma felina como dorme enroscada, perdida num qualquer sonho que a mantém dormente. Simplesmente deslumbrante. Pouso o tabuleiro na ponta da cama. Aproximo-me e acaricio a nua pele com o botão de pétalas vermelhas. É um lento acordar que lhe provoco, trazendo consigo um arrepiar que lhe percorre a espinha. Dou-lhe um doce beijo na bochecha com um sussurrado bom dia junto do seu ouvido. 


Desperta lentamente ronronando em resposta, abrindo aqueles brilhantes olhos verdes na minha direção. Sorri. Ilumina-me o rosto, aquece-me a alma e acelera-me o coração.


- Bom dia, Deusa.


- Bom dia. Deusa?


- Sim, uma Deusa linda. Upa, olha o que te preparei.


- Oh, a serio? Pequeno-almoço na cama? Que gentil.


- Vá, experimenta o manjar que te preparei.


Observo em silêncio enquanto sacia a fome que a noite lhe deixou. Encontro interesse em tudo o que faz. O mais pequeno movimento e a essência dos gestos que em tudo aplica, encantam-me. Mas o que é este “mundo” de mulher? O amanhã não será igual ao ontem. Algo de diferente me trouxe. Pergunto-me o que?


Leva-me uma sumarenta uva aos lábios. Trinco-a delicadamente, tocando deliberadamente com os lábios nos seus dedos. Ela semicerra os olhos e esboça um sorriso malandro.


- Que noite…


- Realmente, que noite. As arranhadelas no meu corpo são prova viva.


- Marcas de paixão… Quem diria que encontraria um “animal” tão feroz neste homem…


- Um humano será sempre como um livro. A capa nada dirá sobre si.


- Então estou com imensa vontade de conhecer os próximos capítulos…


- Com imenso gosto os darei a conhecer.


Olhando para a profundeza do seu verde, sorrio-lhe com o encanto que as minhas palavras possuem. A dimensão do meu gesto é grande. Não me é fácil abrir livre o caminho ao que outrora foi partido. Mas de alguma forma, tenho vontade de lhe baixar as muralhas que possuo. Algo nela havia sido diferente desde o primeiro instante. Faço intenção de agora descobrir o quê… Carpe Diem!


Fox + Moon

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

The Glass House XIII




Olho para o homem que me derrete por dentro. Desde a primeira troca de olhares, soube que este poderia ser meu por esta noite. O seu olhar tímido e ao mesmo tempo decidido, tinha despertado em mim uma sede com apenas um antidoto. Poderia dizer que esta sede já estava saciada, mas… queria-o outra vez. Todo o jogo de sedução libertou em mim uma necessidade de contacto com este homem, que me faz agora procurá-lo com o olhar. Os nossos corpos continuavam quentes, apesar da noite fria que lá fora se sentia. A nossa respiração ia ficando cada vez mais calma, os batimentos cardíacos mais compassados. Olho o lobo de olhos azuis celestes, sorrio e digo:

- Vamos para a cama?


- Sim. Deixa-me ajudar-te.


Ele levanta-se e puxa-me para junto de si. Com a mão na minha, guia-nos pelos sedosos lençóis brancos. Depois do calor dos nossos corpos e do frio do vidro, sinto a cama como um fresco bálsamo. Poderíamos apenas dormir, mas ainda havia algo que queria fazer, antes de poder adormecer nos seus braços.

Está deitado de costas ocupando a maior parte da cama. Aproximo-me dele e volto a tomar o seu membro adormecido na minha mão. Toco suavemente. Depois aproximo-me da sua boca e beijo-a vorazmente, mantendo a mão no sítio que quero despertar. Sorrio-lhe maliciosamente e ele corresponde. Sabe que o quero e eu sei o que quero. O lobo desperta, passo-o entre os meus seios. Ele arrepia-se e os meus mamilos voltam a endurecer.

Ele tenta agarrar-me, quer comandar a situação, mas quem comanda agora sou eu. Continua deitado de costas, com os joelhos dobrados monto-o. Qual amazona monta um cavalo selvagem. Puxo o seu membro erecto para dentro de mim. Ele trinca o lábio e procura-me com as suas mãos. Coloca-as primeiro nas minhas coxas e depois nas minhas nádegas onde permanecem a estimulá-las. Desta vez sou eu que marco o ritmo e a profundidade. Incito-me num vai e vêm inicialmente lento, depois mais rápido e novamente mais lento. As nossas respirações voltam a aumentar de intensidade, o meu coração volta a estar quente de desejo.

A penetração é mais profunda. Sinto-o verdadeiramente dentro de mim. Quero deixá-lo louco. Passo as minhas mãos sobre as dele e deslizo-as para cima. As mãos dele agora estão nos meus seios. Ele aperta-as ligeiramente a um ritmo alucinante, deixando-me a arfar pesarosamente. Comprimo repetidamente os músculos da vagina, segurando cada contracção por algum tempo, ao mesmo tempo, que realizo movimentos circulares. Ele fecha os olhos, trinca o lábio e sinto-o cada fez mais excitado.

Nesta dança de corpos, ele não quer ser apenas um agente passivo. O lobo delicadamente desce as suas mãos, a mão esquerda para a minha nádega direita e a outra para o meu monte de vénus. Procura-me o clitóris e toca-o ligeiramente. Os gemidos voltam a surgir. A cada nova investida, um novo arfar, um novo frenesim que se espalha pelo corpo. Ambos estamos a ferver. Não vai ser preciso muito mais tempo para atingirmos novamente o clímax. Ele está decidido a estimular o mais que possa o meu ponto de maior prazer. E eu deliciada com isso. Com uma intensidade vertiginosa, estou perto e sinto-o também muito perto. Mais um pouco… só mais um instante… Como uma explosão coordenada, a sensação espalha-se por ambos os corpos, provocando uma propagação de prazer total.

Os nossos corpos estão novamente suados, molhados de excitação e saciados da fome voraz, que nos atacou nesta fria noite estrelada. Olho profundamente no azul do seu olhar, apreciando o momento que acabamos de partilhar. Este homem tem muito mais do que se consegue ler à primeira impressão.

Ele levanta as costas, senta-se e cruza as pernas. Puxa-me pelas coxas e senta-me no seu colo, eu envolvo-o com as minhas pernas. Coloca as mãos sobre as minhas costas e eu coloco as minhas sobre os seus ombros. Encostamos os dois corpos nus numa intimidade extrema. Apetece-me beijá-lo, mas desta vez suavemente. Pressiono os meus lábios gentilmente sobre os seus, acaricio-os com a minha língua e entrego-me sem reservas a este momento de pura ternura. Brincamos com os nosso narizes, roçando-os como velhos esquimós. Este homem pode ser tão animal, mas tão doce ao mesmo tempo. Fico deliciada. Beijo cada centímetro do seu rosto, como um caminho que o leve à felicidade.

Deitamo-nos, enrolados nos lençóis brancos outrora imaculados, mas agora com indícios de uma noite apaixonante. Envolvendo-me no seu abraço, encosto o meu rosto no seu peito sentindo o bater ritmado que lhe dá vida. Passo delicadamente as mãos sobre as letras cravadas na sua pele, olho aqueles olhos azuis brilhantes e sorrio. Não há espaço para as palavras, pois elas não são precisas neste momento. Os gestos diziam o que as palavras não conseguiriam descrever. Sinto-me bem com os seus dedos a percorrer o meu cabelo, em ligeiras carícias que me fazem sentir protegida.

Não sei o que ele estará a pensar, mas sei que esta noite de luar não poderia ter corrido melhor. Com esta certeza, adormeço suavemente nos seus longos braços.


Fox + Moon

sábado, 13 de outubro de 2012

Red Hood III



A inebriação tomou conta do seu corpo. Enquanto o “lobo” a observava da cama, as suas brancas mãos começaram a percorrer o seu próprio corpo. Desciam desde os lábios que mordia delicadamente, tocando o pescoço, seios, cinta, ancas, coxas. Subindo a mão por dentro do vestido, puxou o pedaço de tecido negro que trazia consigo o seu cheiro, o seu sabor, a sua humidade. Deixara-o tombar pelas pernas até tocar gentilmente o chão. Baixando-se, soltou-o das botas e atirou ao “lobo” como se fosse apenas uma pedra negra.

Ele abriu imensamente os olhos pretos com a admiração do gesto. A sua presa revelava-se bem mais do que inofensiva. Agarrou no pedaço de tecido e levou ao enorme nariz, absorvendo através de uma inspiração profunda, o maravilhoso e húmido aroma dela. Libertou um sonoro arfar de desejo, enquanto tocava ao de leve com a enorme língua no tecido húmido. Olhava-a com um avassalador ardor, chamando até si a causadora de toda esta loucura.

Ela não foi. Respondeu ao olhar do seu caçador com igual desmedida vontade de cair em tentação. Continuou a percorrer o seu corpo com as mãos, em movimentos ligeiros e sensuais. Iniciando uma dança silenciosa ao som de uma música só sua, levando o calor a todas as partes do corpo. A sua pele clamava por toque. Os seus lábios gritavam por beijos. A sua língua ansiava pelo quente sabor animal dele.

O seu curto vestido subia e descia, à medida que as suas mãos vagarosamente puxavam e largavam o tecido. Expondo ocasionalmente a tira de pele branca, acima do limite das negras meias de ligas, as mãos dançavam. Avançando ligeiramente até aos ombros. Soltaram a alça esquerda do vestido, deixando o branco ombro desnudo. Em seguida caiu a alça direita, deixando escorregar todo o vestido até ao chão. Ficando assim a presa despida face ao caçador, apenas envolta num corpete negro que lhe escondia os enormes seios.

Ele não suportava a visão. Era inebriante por demais. Chegava até ele como uma avalanche de desejo e ardor que o consumia desde o interior. Todo o seu instinto animal estava liberto. Os olhos brilhavam. A boca estava húmida com a vontade. O corpo estava quente de excitação. As mãos tremiam com a antecipação do toque. Reações estas, que o incitavam a gerar movimento. Retirou a sua camisa e em seguida as calças, revelando um corpo repleto de pelos profundamente negros. O “lobo” revelava assim a sua verdadeira natureza. 

Ela observava, tocando com o indicador nos lábios molhados de prazer, enquanto ele expunha a sua nudez dissimulada no emaranhado de negros pelos. Tudo nele se aparentava de grandes dimensões, o que a deixou ainda mais excitada. Decidida, caminhou pé ante pé até onde ele a esperava. Gatinhando pela cama, empurrou-o pelos ombros para que se deitasse encostado no travesseiro. Delicadamente subiu pelo seu enorme corpo, sentindo na sua pele, o leve toque dos pelos, como se cada um lhe deixasse pequenas caricias.


Fox

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

The Glass House XII




Levanto-me da cama com os boxers húmidos e as costas arranhadas. A fera está fora de si com tanto desejo. Vem até mim gatinhando sensualmente sobre a cama. Mas caminho para trás. Coloco um sorriso sacana nos lábios para a provocar. Mais um pouco. Mais um pouco. Sinto o vidro frio nas costas, já não posso recuar mais. Ao chegar à borda da cama, ela hesita. Fazendo beicinho, diz-me:

- És mau…

- Sou? Oh… Anda…

Sai da cama e caminha na minha direção. De andar felino, coloca pé ante pé até chegar junto a mim. Desta vez não permite que exista nenhuma barreira entre os nossos corpos, puxa para baixo os boxers, revelando pela primeira vez o quanto duro estou com toda a excitação. Creio que tenha sido mais uma boa surpresa, a avaliar pelo brilho dos seus olhos. Passa-me suavemente a mão, causando um arrepio. Volta a provocar-me com o seu toque. Recebo-a com um beijo animalesco enquanto forço-a a encostar-se ao vidro. As nossas bocas não descolam, ela chupa-me os lábios, a língua e eu trinco-a como um lobo esfomeado. Quando as suas costas quentes tocam o vidro frio, sinto a onda de choque que o seu corpo transmite. Estamos completamente despidos de qualquer pudor, visualmente expostos perante a Lua, as estrelas e os olhares que possam existir na praia. Só aumenta o seu desejo.

Desta vez não existe barreira de tecido que impeça o contato total dos nossos corpos. Comprimo o meu corpo contra o dela. Esfrego o meu duro membro no seu monte de vénus. Sinto-a quente, muito quente. Ela envolve-me com os braços sobre os meus ombros e puxa-me para si. Estamos muito próximos, quase colados, só falta uma coisa. Beijo-lhe a orelha, sussurrando a minha quente respiração. Coloco a mão direita na sua coxa fazendo-a faz vibrar e levanto-lhe a perna do chão. Ficando com o caminho desimpedido, introduzo-me muito vagarosamente no calor do seu corpo. Ela liberta um audível gemido. Agarra-me pelas nádegas, puxando o corpo a si para incitar mais a penetração. O meu coração aumenta o ritmo, a sua respiração torna-se ofegante. Finalmente atingimos a tão esperada união dos dois corpos.

Sinto o seu calor, a sua humidade em mim. Aquele delicioso suco que à pouco saboreei, agora aquece-me. Ela beija-me o pescoço, mordisca-me o lóbulo da orelha. Sobe as suas mãos pela minha nuca e agarra-me o cabelo. A fera deseja-me dentro dela e eu dentro dela quero estar. Com um arfar cada vez mais intenso, mais quente a cada entrada minha. Ela pega na minha mão esquerda e coloca-a na sua nádega e com a mão sobre a minha incentiva-me a apertá-la. Ela delira. Volta a colocar as mãos sobre os meus fortes ombros e percebo a sua intenção. Com um ligeiro impulso, levanto-a e ela enrola as suas pernas na minha cintura. Continua encostada ao frio vidro, mas agora apenas segura por mim. Desejosa para receber-me mais profundamente. Trinca o lábio enquanto dou pequenas lambidelas nos seus belos seios. Estamos mais próximos. Fricciono os seus mamilos rosados contra o meu forte peito. Sinto-a corar. Os gemidos aumentam de intensidade. O vidro embacia-se. As suas mãos voltam às minhas costas e ao meu cabelo. Aperta-me contra o seu corpo selvagem. Sinto-me no céu, apesar da nudez nesta noite fria, mas não é frio que sinto. É um enorme calor.

Um calor explosivo que se propaga por todo o corpo como nunca senti. Acabou o jogo de sedução e soltou-se o animal descontrolado. A suavidade com que me introduzi nela é agora substituída por uma forte investida bem coordenada. Quero que me sinta bem fundo e a posição que está, permite-me chegar aonde quero. Procuro vorazmente a sua boca. Soltando a língua e os lábios numa mescla de beijos e lambidelas. Sinto as suas unhas cravadas como garras. Ela força o gesto. Quer mais. Os seus gritos de prazer são agora bem audíveis, estamos ambos ofegantes. Sinto que está quase. Aumento a rapidez. Somos dois animais perdidos na luxuria à luz da Lua. Sei que estou quase. Mantenho o firme vai e vem. As suas “garras” cravam-se agora profundamente em mim. Ela aumenta descontroladamente os gemidos. Explodindo numa onda de prazer, que se propaga por todo o corpo. É o catalisador para eu explodir violentamente dentro dela. Único.

O tempo dilata-se numa espiral sem princípio nem fim. Não existe matéria substancial em redor. Apenas dois corpos fatigados deitados no chão. O suor escorre-lhes por todos os poros da pele e a respiração está pesada. De mão dada, olham-se nos olhos e trocam um sorriso. Todo o retardar do prazer através da sedução, culminou num ápice de indiscritível prazer e loucura. O meu olhar diz-lhe que muito mais lhe deseja fazer. Pergunto-me o que o seu olhar quererá dizer-me…


Fox + Moon