sábado, 17 de novembro de 2012

Light



Que dizer acerca daquele instante em que se abre o seu sorriso como uma explosão de luz que ilumina todo um mundo de escuridão. Puro raio de sol que traz calor ao mais frio dos blocos de gelo que bombeiam sangue. Tenho saudades de momentos desses em que me sinto hipnotizado por algo mais do que o olhar cobiça. 

Mas…

A carne é tremendamente fraca e as presas pedem sangue, não há lugar nem tempo para ilusão. Sempre foi a ação que me manteve vivo e distante do estado de entorpecimento. Escondo no canto os resquícios de calor e deixo o frio animal tomar conta do individuo. 


Fox

8 comentários:

  1. É tão bonito, mas ao mesmo tempo tão triste...
    Espero que sejam apenas devaneios da tua eloquente escrita ;)

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  2. E não somos todos animais por dentro? Deixar o animal tomar conta do indivíduo de vez em quanto só nos torna mais fortes, mais famintos, simplesmente mais.

    Gostei do texto :)

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    1. Sempre me fui apercebendo, que sou mais animal do que o que se considere como sendo normal. Repercussão ou não, de velhas feridas de guerra que cicatrizam, ainda que o mal esteja feito.

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    2. Sê tu, animal ou não, simplesmente sê.

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    3. Sempre. Mesmo que não me granjeie grande sentimento aprazível oriundo de terceiras...

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  3. Bem lá no fundo está adormecido o nosso lado mais animal, por muito civilizados que sejamos.
    Gosto daquele momento!

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    1. Hum... Eu diria que o meu raramente "dorme".
      Sê bem vinda, Pérola. ;)

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