sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Flu


É silenciosa.

Chega sem que se a deseje ou a preveja.

Mas rapidamente espalha o seu controlo por todo o corpo como se de sua casa se tratasse.

Parece que não mais somos nós, restando apenas uma casca dorida, afligida por incontroláveis calafrios por mais agasalho se consiga vestir. O corpo pede suporte, repouso. A temperatura sobe vertiginosamente, sente-se calor. Tira-se a roupa sente-se frio. O sono não consegue agarrar solidamente com a instabilidade da febre. As vias aéreas congestionam, o nariz deixa de conseguir transitar o oxigénio livremente. A cabeça parece ter um elefante dentro de uma loja de loiça sempre que se espirra. A tosse é convulsa, seca, desgastante. É um pesadelo acordado. Dia e noite.

Pior ainda quando se trata de uma gripe com um índice de eficiência superior a um electrodoméstico de classe A+++! Antigamente não haviam destas gripes, não me lembro de tal, nem quando andava nas minhas traquinices de "diabo da Tasmânia" em formato criança.

Já conseguem ficar com uma ideia de como tem sido os meus últimos dias. Bahhhh


Fox

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Valentine's

Mais uma vez este dia a chegar, significando que num "piscar de olhos" mais um ano se passou.




Esta era a música que tocava enquanto escrevi o que irão ler, logo acho que deve ser interessante pelo menos vos oferecer uma música. Outrora o seu titulo significou imenso, bons tempos esses...

Músicas e memórias à parte, muito ocorreu durante este ano para similar tudo permanecer. No entanto, muita clareza se verificou na minha cabeça ao longo destes doze meses. Foi um ano de altos e baixos neste "departamento", com muita aprendizagem à mistura. Acredito que finalmente consegui voltar ao meu "eu" original, o "reset" à personalidade demorou a gerar efeito mas creio que consegui.

Esse "eu" é fechado, solitário, seguro, com muito para dar mas não em qualquer situação. Mulheres existem muitas, especiais muito poucas. É um assunto que não merece pressas nem precipitações, tudo terá o seu próprio tempo. No entretanto a idade só me faz bem, a maturidade possui o seu encanto e a experiência de vida remata a personagem com excelência.

Nem sempre é mau estar só, por certo que conseguimos ser um pouco mais quando temos alguém, mas não seremos inferiores se não existir ninguém. Será uma verdade que temos de descobrir ao nosso ritmo, primeiro de tudo estamos nós. Apenas depois de construir a sua própria identidade se pode almejar em completar o puzzle. Nunca antes.

A todas as minhas fantásticas leitoras, quero desejar um ardente dia dos namorados... Aproveitem! Todas aquelas que o podem fazer, vivam como se não houvesse amanhã. Um dia não há...


Fox

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Run


O que faz um homem solitário quando tem tempo livre?

O menos possível, claro está.
No entanto como não me dou parado, nada melhor do que ir tirar a ferrugem dos joelhos. O clima estava radiante e chamava à saída, o problema foi o vento norte que se começou a fazer sentir depois do primeiro km. Árduo oficio este o de combater contra o vento.

Mas como já fazia uns meses que não montava a Stuka para uma distância assim longa, não podia desistir. Pedalada após pedalada, km após km, quando se dá conta já se fez o caminho e podemos receber a recompensa do esforço.

Protegido do vento por um muro, o aventureiro pára, encosta as suadas costas na quente pedra que o suporta e admira a bela e tranquilizante vista de que dispõe. Pergunta ao mar o que o futuro poderá trazer, como se tratasse de um adivinho que para tudo terá resposta. Nada mais do que um rugido e uma serie de salpicos obtém como resposta.


Fox

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Dry ink

Se fosses feita de tinta diria que eras uma tatuagem.

Feita numa época perdida lá longe no passado, onde reinavam a pura alegria e a jovial inocência.

Profundamente cravada na carne que existe debaixo da pele tocada por muitas depois de ti. Nada apaga o teu toque, marcado como agulha que violentamente rasgou a pele deixando traços de escarlate sofrimento.

Seria de esperar que o tempo levasse a tua cara, o teu corpo, o teu pensamento, quando te esqueci. Mas não levou. Não leva. Será que irá levar?


Fox