segunda-feira, 29 de abril de 2013

Rider II


Sentou-se na cadeira novamente e admirou-o a dormir o seu sono pesado. Através do seu olhar via um objeto. Era essa a regra do entendimento entre ambos, serem meros objetos sexuais. Nunca seriam nada mais além disso, um mero entendimento que suprimia a necessidade animal que ambos possuíam. E como ela se sentia sempre animalesca. Naquele dia desejava ser colocada de gatas e penetrada com a violência de uma agressão, sentir-se viva.

Sentada de pernas abertas, passou um dedo nos lábios negros, a língua procurava contacto, queria ser solta da sua clausura. As suas mãos aproximaram-se das coxas com o pensamento no que desejava. Palmilharam suavemente a pele arrepiada e rapidamente encontraram a humidade que dela brotava. De olhos fechados tocou-se com os dedos da mão direita, enquanto a mão esquerda percorria os seios arrebitados de prazer. Não tardaram a chegar os ligeiros gemidos e o arfar da sua respiração.

O aumento do ritmo levou a que os seus gemidos aumentassem o nível de ruído e o acordassem. O despertar estremecido levou-o a olhar em redor na procura da origem de tal som.  Parecia-lhe o cenário de um sonho surreal. Uma mulher nua, a masturbar-se na sua cadeira, no seu quarto, na sua casa. Abandonou a ideia de sonho. Ele conhecia uma mulher surreal. E ela tinha a chave de sua casa.

Ainda meio ensonado, apenas lhe perguntou: Queres ajuda?

Ela abriu os olhos, mordeu o lábio e dirigiu-se à cama. Gatinhou até ele, beijou-lhe a boca com o impacto de uma explosão e sussurrou-lhe ao ouvido: Usa-me! Ele que tinha ficado bem duro com a observação da cena de masturbação, não perdeu tempo. Aproveitou o facto de ela estar de gatas, agarrou-lhe no quadril e virou-a para si. 

Meteu-lhe uma mão entre as pernas e sentiu-a húmida, penetrou-a e sentiu-a quente, agarrou-a pelas ancas e sentiu-a louca de vontade. Ela gemeu e pediu mais e mais forte. Ele deu-lhe com toda a força que tinha, sabia que ela apreciava a brutalidade. O vai e vem acelerado não tardou a fazê lo vir-se dentro dela. Ela pediu que não parasse. Ele tentou. Escorria em suor quando ela conseguiu explodir no prazer que a tinha trazido até ele.

Sem mais toques nem gestos amorosos, ela caiu exausta na cama, ele dirigiu-se à casa de banho. Enquanto ele tomava banho, ela vestiu o fato, calçou as botas e saiu. Já junto à Ducati, colocou o capacete, montou-se na mota e com o despertar do rugido do motor, despediu-se dele. 

Algures no duche ele abanou a cabeça e sorriu. 


Fox

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