quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Far away

Vivemos dias de uma era profundamente comunicativa. "Hic et nunc". 

Conhecer alguém pode ser fabuloso. A semana que sucede o acontecimento pode ser fabulosa. A seguinte também. Mas depois tudo o que parece restar é apenas uma difusa lembrança. Conhecemos sem conhecer.

Agora queremos tudo no momento ou perdemos o interesse. Já não é como me lembro, como cresci a ter de fazer. O avanço tecnológico que nos suporta, impõe um gigantesco impulso para absorver tudo o que a pessoa é. Em poucos dias ficamos a par do que antigamente levaria meses a descobrir. Assim, em pouco tempo sentimos a ânsia abrandar, o assunto a vaguear, as perguntas a esgotarem-se... 

Talvez como nunca até agora, este velho provérbio de sabedoria popular tenha feito tanto sentido. 

"Longe da vista, longe do coração".


Fox

2 comentários:

  1. O provérbio só se aplica quando aquilo que sentimos
    não é suficientemente forte, para suportar a distância.
    Distância essa que nos faz repensar uma serie de coisas, nomeadamente se vale a pena querer saber mais, daquela pessoa.
    Não existe distância que afaste um coração,o que existe muitas vezes é a perda de interesse.

    Óbvio que é apenas a minha opinião, mas eu quando sinto afinidade com alguém, não é a distância física que me afasta dessa pessoa, mas sim a forma como essa pessoa se relaciona comigo !
    Hoje senti isso ...as pessoas mudam mas falta a coragem para dizerem
    "não me apetece, falar contigo uns dias"
    era o correcto e doía menos.

    Gosto da verdade sempre:)

    &(*_*)&

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Também sou da opinião de que a distância não deveria servir de impedimento para se conhecer alguém interessante. Caso não o seja, então que se diga na hora que não se tem interesse e assim se fica a compreender a razão.

      Enfim. Acho que tenho de seleccionar melhor...

      Eliminar