sábado, 7 de setembro de 2013

Get out

Lembrei-me agora de um dia já bem distante no meu passado, no qual uma velha amiga me disse: "Pára de te meter na minha vida"...

Foram palavras irreflectidas, pronunciadas a quente numa situação de conflito, onde eu era o cavaleiro de armadura brilhante em socorro da donzela. Mas na vida real nem sempre o cavaleiro "ganha" o dia. Esta dama queria um alvo para canalizar a frustração que a situação lhe estava a causar e resolveu "atirar-me abaixo do cavalo".

Disse-lhe que levaria as suas palavras à letra e assim o fiz, afinal sou um homem de palavra. Naquele instante, 12 anos de amizade bastante próxima ficaram fechados, selados no passado. Nunca mais a procurei, nunca mais a vi, nunca mais lhe falei.

Agora uma amiga em comum veio-me contar que ele perguntou por mim e queria que essa amiga marcasse um encontro comigo para depois aparecer por lá a titulo de surpresa...

Como é que se pode entender as mulheres e as suas acções?!


Fox

6 comentários:

  1. Não é como se pode entender as mulheres , mas sim o ser humano...
    Somos complexos, por vezes agimos por impulso e depois o orgulho, não nos deixa admitir que erramos.

    Mas errar é humano , mas quando se demonstra que se está arrependido(a) , devemos dar uma segunda hipótese.(Se CONSEGUIRMOS) Por vezes ficamos tão magoados que não queremos dar essa benesse.

    Boa sorte

    **

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    1. O orgulho... Esse desgraçado que tantos problemas gera.
      Eu a bem dizer ainda não vi arrependimento nenhum... Afinal não era suposto eu saber desta novidade. Sinceramente não sei o que fazer quanto a isso, não costumo ser fácil no perdoar.

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  2. Eu já fui a autora dessa frase com uma amiga e teve o mesmo desfecho que a tua historia, no meu caso uma amizade de 17 anos que se destruiu. No meu contexto a amiga no estatuto de pessoa que queria o meu bem (não tenho duvidas disto) metia-se varias vezes, achando que era o seu direito e dever.
    Eu que só me prejudicava a mim propria, não fazia nada de mal, ilegal ou imoral a terceiros, achei que ela não tinha nada de dizer como eu devia viver a minha vida.

    As opinioes dos outros são maravilhosas quando as pedimos, a ideia de que os outros é que acham como devemos viver a nossa vida é irritante e ofensivo.
    Ela, como tu, é que deixou de me falar, ela não me perdoa porque eu não a deixei meter na minha vida. E sinceramente eu não a perdou por ela achar que tinha o direito em tentar moldar-me ao seu gosto e ter ainda o descaramento de ficar ofendida quando eu recusei.

    ps: devo dizer que isto já se passou há um tempo e que nunca deixei de pensar nela, ou de sentir o amor que sempre senti. Não lhe perdou mas desejo-lhe o melhor que posso desejar a alguem.

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    1. Nunca me meti na vida dos meus amigos ou os tentei controlar fosse de que forma fosse.
      No meu caso apenas tentei defender a "dama" perante terceiros e acabei por ser o escape de todo o enredo.

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  3. Nós mulheres somos bastante "complexas", digamos assim. Não adianta negar. Misturamos o nosso lado racional com o emotivo, este último, quase sempre, prevalece e acaba por ser explosivo. Umas mulheres mais do que outras claro, algumas excepções, mas é quase uma "regra geral".

    Não tenho muitas amizades, confesso. Porque para mim a amizade não se pode alimentar de um esforço de uma das partes. Quando fico anos sem falar, por circunstâncias da vida, com pessoas que considerava meus amigos, porque mudam de cidade, porque entram em relacionamentos, porque mudam de comportamento, tenho muita dificuldade em os considerar meus amigos. Sou honesta: considero essas situações como um teste à amizade. Não exijo presença física naturalmente, e cada um terá a sua individualidade, mas cada vez mais estas "amizades" que faço considero superficiais. Ou então não tenho sorte com as pessoas com que me cruzo. E atenção: eu não exijo dos outros mais do que aquilo que eu posso dar.

    Por isso, quando li o teu texto, colocando-me na tua posição, e tendo em conta a tua resposta à 2w, teria sim muita dificuldade em perdoar. A primeira coisa que me saltou foi todo o "esquema" para a aproximação. Achei bastante infantil. Provavelmente porque a vida me ensinou (e só tenho 26 anos!) que quando erramos forte, e gostamos da pessoa em relação à qual cometemos uma injustiça, existe a palavra "desculpa". A atitude da tua amiga foi de alguém que está claramente comprometida com a atitude que tomou no passado. Se quer assim tanto uma aproximação, e eventualmente tem medo da tua reacção, porque não pedir à vossa amiga em comum que fale contigo primeiro, de forma directa e clara, para saber se estás receptivo? Para depois pedir desculpa.

    Claro que não conheço os intervenientes, mas acho que deves avaliar bem que tipo de amizade era essa. Tenho amigos de mais de 12 anos, estudamos sempre juntos, desde o infantário, que gosto, com que me dou bem, com quem saio, amigos de bares e cafés, mas nunca tive nenhuma situação que nos testasse, que pusesse em causa a nossa amizade. Mas acredito que algumas delas não iriam resistir. Por isso, essa amiga é uma amiga que sabes que faria qualquer coisa por ti? Acho que tens aí a resposta. Se fizer, acho que vale a pena dar uma oportunidade.

    Confesso que o problema é que eu acho sempre que, quando essa pessoa pertence ao nosso "passado distante", o reencontro é entre dois estranhos e não entre 2 ex-amigos. Porque, entretanto, acontece muita coisa. Mudamos. São pessoas que não estiveram presentes (nem precisa de ser fisicamente) em momentos muito importantes da nossa vida. E é por isso que me faz confusão que as pessoas não digam nada durante tanto tempo e depois apareçam assim do nada sem que eu saiba quais são as suas verdadeiras intenções, como se, em vez de anos, se tivesse passado horas ou dias. Lamento escrevê-lo, mas mesmo o esquema utilizado na aproximação, na minha opinião, não foi uma atitude de uma mulher madura. Mas claro tu é que a conheces pessoalmente. Já eu sou uma pessoa com um defeito enorme: não consigo recalcar/bloquear nenhuma situação do passado. Voltar a falar com alguém como ela implicaria voltar a falar no passado e ficar à espera de um pedido de desculpas. Não consigo caminhar em frente, em relação a alguém, quando sei que há assuntos que ficaram pendentes.

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    1. Concordo.
      Trata-se mesmo de uma forma infantil de resolver a situação. Talvez seja o embaraço depois de todo este tempo...

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