terça-feira, 17 de setembro de 2013

Never too hot


Em conversa com o C., acerca da bizarra situação que serviu de mote ao texto "Size, matter?!", chegamos à conclusão que em todos estes anos de relações, aventuras e desilusões, algo curioso se passou em todas elas... Nunca estivemos com nenhuma mulher que nos "roubasse o fôlego" na cama, ou seja, que fosse ardente o suficiente para nos deixar impressionados.

Visto isto, concluímos que ainda que tal se tenha sucedido, nunca condenamos ou afastamos nenhuma mulher por falhas nesse departamento. Tendo inclusive sempre tentado maximizar todas as nossas habilidades, por forma a fazer delas sempre o mais felizes que era possível.

Assim, verifica-se que conseguimos tolerar falhas quando "abraçamos" todo o ser. Pergunto-me se não é assim que deveria ser?


Fox


10 comentários:

  1. É assim que deveria ser, de parte a parte.

    As relações hoje em dia , giram em torno do sexo
    mais do que em qualquer dos outros valores essenciais a uma boa relação.

    Enfim, devo estar ultrapassada.

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    1. Estás tu, estou eu, mas creio que devemos estar bastantes mais...

      O todo deve ser aceite pela soma de todas as partes, mesmo as más e não apenas por aquelas que interessam. Senão não faz sentido nenhum estabelecer uma relação condenada logo no principio.

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  2. Mas pensa assim: as mulheres com as quais estiveram podem ter pensado o mesmo em relação a vocês... Nunca vais saber. Nesse e noutros departamentos.

    Mas respondendo a tua pergunta, claro que sim ;)

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    1. Eu normalmente gosto de estabelecer uma certa franqueza com as mulheres que me encantam, se não disseram nada foi por que não quiseram. Estavam à vontade para o fazer, não tenho tabus.

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    2. Eu sei que a resposta pode ser demasiado pessoal, mas aqui vai: em relação a todas as mulheres com as quais estiveste disseste-lhes claramente que não te "roubavam o fôlego"? Ou achaste que não valia a pena dizê-lo? O que eu quero dizer é que o inverso também se pode ter verificado... não sei se percebes onde quero chegar.

      Num relacionamento mesmo a sério deve sempre haver espaço e à vontade para se dizer tudo aquilo se sente. Mau era se assim não fosse. Mas também ambas as partes podem sentir que não é nada que ponha em causa a relação e, por esse motivo, podem deixar passar. Por isso é que eu digo: terminam-se as relações e há coisas que nunca chegamos a saber ou que nunca se "discutiram", digamos assim.

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    3. Sim, já tinha entendido o que querias dizer antes. Sei que pode perfeitamente ter acontecido, afinal não sou perfeito nem vou escrever o segundo Kamasutra.

      Da minha parte sei que dou sempre tudo o que tenho. Não "trabalho" a meio gás ou de acordo com a pessoa. Se me encantou para ter chegado aquele ponto, então o melhor é aproveitar ao máximo. ;)

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  3. Penso que, quando se gosta mesmo, há coisas que nem são assunto. Há sempre alguma forma de ultrapassar as "falhas", basta querer :)

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    1. De facto quando se quer, as soluções acabam sempre por surgir.

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  4. Há uns tempos atrás vi um documentario muito bom sobre a sexualidade dos japoneses.
    Falaram de muitas coisas e lembro-me de uma cena em que a funcionaria de uma sex shop (uma no meio das milhares que existem lá) referia que quase todos os produtos que se vendiam ,eram para ser utilizados para masturbação individual.
    A funcionaria dizia (o que era sustentado por todo o documentario) que os japoneses já faziam pouco sexo , ou praticamente nenhum (está a ser um grande problema a falta de bébés) . Uma das razoes que ela apontava, que os seus clientes lhe contavam, era que não conseguiam lidar com a excessiva pressão que sentem para serem extraordinarios/as na cama.

    A pressão tira a tesão.

    Os japoneses têm que ser bons e competentes no geral, como parte da educação que têm, quando essa pressão começa a ser exercida na cama, as pessoas começam a sentir que estão sempre mal, e não conseguem relaxar nem divertir-se.

    O sexo passa a ser uma competição , uma constante exibição de tecnicas, em vez de ser uma partilha.
    E eu começo a ouvir e ler muitas coisas do genero, aqui em portugal.

    É claro que é melhor ter talento do que falta dele, que bom sexo é optimo.
    Mas esta ansia de sermos os maiores e de só andarmos com os maiores, pode fazer com que nós saia o tiro pela colatra.
    Pois não percebemos que as relaçoes no geral são uma aprendizagem e o sexo tambem. Que podemos demorar uma vida inteira a aprender e a descobrir o(s) outro(s).

    E que no fundo o prazer está ai.

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  5. O rigor e a exigência na cultura japonesa são brutais. Mas não julgava que chegassem ao nível sexual...
    Concordo contigo, a vida pode e deve ser uma eterna aprendizagem de muitas valências sendo o sexo apenas mais uma. É tão bom conhecer quem se ama. Vezes e vezes sem conta...

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