sábado, 9 de novembro de 2013

Casual Sex



Uma relação acarreta dedicação.

Uma relação séria acarreta muita dedicação.

Por vezes não a temos para dela dispor ou a disponibilidade é quase nula, veja-se o exemplo do Japão. Desta forma, em alguns momentos apetece encontrar uma escapatória rápida, simples e eficiente que não sobrecarregue a nossa ocupação. Sem grandes aproximações ou justificações que compliquem o que pode ser simples. Afinal os "solteiros" também deviam poder sentir, ou não?

Que pensam as mulheres acerca do sexo casual? Como vêem a questão? Concordam? Discordam? Praticam?


Fox

29 comentários:

  1. Olá :)

    Não pratico mas concordo. Por vezes tendemos a romantizar tudo e mais algumas coisa mas na verdade, e muitas vezes, temos de chamar as coisas pelos nomes e agir como pensamos. You've got an itch? Scratch it! :)

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    1. Olá Lenore,

      Podemos e devemos chamar as coisas pelo seu nome. Somos preconceituosos com os nomes...
      Já o fiz algumas vezes e não me arrependo. Nunca se perde nada numa entrega como acontece a nível sexual. É mais uma experiência de vida.

      É bom voltar a ler-te. ;)

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  2. Não concordo nem discordo. Não pratico.

    Sinceramente, neste tema, não acho que exista uma resposta certa e absoluta. É um tema um bocado íntimo, daí cada um toma uma posição de acordo com a sua personalidade, o seu feitio ou forma de ser.
    Pessoalmente o que me faz ser "contra" é uma certa sensação de "descartável" que a situação acarreta, mesmo quando as pessoas já sabem para o que vão.

    E depois tenho dois terríveis defeitos: o de achar que sexo só com amor... A entrega e o desejo a alguém que se gosta dá ainda mais prazer do que ter sexo com um estranho de quem não se sabe nada. E o segundo é o facto de a compatibilidade intelectual funcionar como afrodisíaco. Bem sei que nas one night stand ninguém procura um relacionamento sério, mas relacionar-me com alguém que até pode ter o melhor corpo ou ser a pessoa mais bonita do mundo, mas dever muito pouco à inteligência... lamento mas é um grande turn off. Pelo menos para mim.

    Como eu disse, este tema é um bocado pessoal. Não significa que não se possa falar dele, o que quero dizer é que não há só uma resposta absoluta e certa. Por isso, só lamento que quando as pessoas falem destas coisas achem que as mulheres que praticam são umas galdérias e as que não praticam são umas puritanas. Nem 8 nem 80. Cada um saberá aquilo que melhor se adequa à sua forma de ser e de estar. Claro que tenho, como todo o ser humano, necessidades, mas envolver-me com alguém que nada me diz, não dá para mim. O desejo que sinto por alguém fica muito dependente da compatibilidade intelectual que tenho com alguém.

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    1. Tens razão quando dizes que a entrega é distinta. Não é aquela que se sente quando se ama. Mas nem sempre se pode ou deve amar...

      Ao longo da minha vida mais recente, procurei encontrar o que me poderia completar tendo por imensas vezes entrado em ruas sem saída. É normal, não somos todos compatíveis. Mas então devo-me fechar em copas e negar-me a todas as hipóteses de sensação que me possam surgir? Não mereço sentir como os outros? Ou devo esperar que tal como num filme de Hollywood tudo se resolva por si?

      Nenhuma mulher é uma galdéria. A mulher é livre e independente de fazer as suas escolhas tal como o homem. Não sou nem nunca fui preconceituoso em relação a essa questão.

      Este tema surgiu-me essencialmente devido ao que atualmente se passa no Japão. Estão a levar a situação a extremos e começa a ser raro se aproximarem a nível emocional. É um caminho tremendamente errado no meu entender.

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    2. Acho sempre que a única razão pela qual as pessoas não arranjam ninguém para amar é por pura e simplesmente não encontrarem ninguém. Não me venham com a falta de tempo. Sim, existe, mas a compatibilidade passa também por encontrar alguém que compreenda (e tenha) o mesmo estilo de vida/trabalho, o que for, idêntico ao nosso. Quanto aos japoneses é outro campeonato. Até no campo amoroso e sexual se reflecte a educação que têm (direccionada para a competitividade, para o perfeccionismo, etc.)

      Compreendo o que escreveste, mas fiquei sem perceber aquilo que procuras.

      "Ao longo da minha vida mais recente, procurei encontrar o que me poderia completar tendo por imensas vezes entrado em ruas sem saída."
      Ou procuras casual sex ou uma relação. As one night stand, até por definição, não visam completar ninguém.

      "Mas então devo-me fechar em copas e negar-me a todas as hipóteses de sensação que me possam surgir? Não mereço sentir como os outros?"
      Claro que sim. Embora pessoalmente não pratique, não concordo nem discordo. E mesmo que discordasse, não seria por aí. O que eu me referi é que exactamente nesses casos não se sente grande coisa, para além da sua satisfação momentânea e da sensação de vazio.

      "Ou devo esperar que tal como num filme de Hollywood tudo se resolva por si?"
      Novamente: o que é que procuras? Honestamente pergunto isso, porque quem te lê (ou eu pelo menos) vê uma pessoa que gostaria de estar numa relação séria, mas não encontra ninguém. Vai daí, como ser humano que és, tens necessidades básicas, perfeitamente compreensível. Mas essa frase dá a sensação que já procuraste alguém pelas formas mais convencionais e que falhou. E que vês o sexo causal como uma forma (menos convencional) de encontrar...

      Novamente: é através de uma one night stand que se vai "resolver a questão"?! É que, por definição, a questão só se resolve nisso mesmo: uma noite! Além disso sabe-se que quem o pratica apenas quer satisfazer as suas necessidades, pouco importando o outro naquela noite. E aquilo que não vai importar mesmo é o outro nas noites seguintes... O que é que queres resolver afinal? Compreendes a minha pergunta? Eu admito que não tenho muito tempo para relações, mas dentro do tempo livre que tenho acho que posso me dedicar o suficientemente à outra pessoa... Sofro do tremendo mal de me cruzar com pessoas absolutamente desinteressantes, acho que passa por aí... Mas se há coisa que a vida me ensinou foi por não esperar por nada. Nem fazer por resolver as coisas. Pelo simples facto de que a "ânsia" por resolver as coisas, parecendo que não, é perceptível nas pessoas e afasta-as.

      Acredita: quanto mais queremos encontrar essa pessoa menos a encontramos. E quando é assim, se a encontramos, é porque está desesperada. Espero não estar a ofender ninguém, mas isto que estou a escrever é baseado em experiência própria e constatação nas relações que me são próximas. Acredita que consegues encontrar pessoas nos sítios e nas alturas mais improváveis, mas quando menos procuras. E não é à Hollywood. É estares disponível e aberto a todas as pessoas com que te cruzas e que vais conhecendo (trabalho, faculdade, ginásio, café, biblioteca)... Às vezes um bom sorriso e simpatia fazem com que as outras pessoas também se abram para nós, vai daí a conversa começa a fluir e as pessoas começam-se a olhar e questionam "e se...".

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    3. Gostei!

      Mas então se já é difícil de encontrar alguém, ainda tem de ser com adaptação de horários? Impossível. ;)

      Eu não falei em one night stand mas sim em casual sex... Para as one night é preciso reunir um conjunto especifico de circunstancias não muito simples. Mas podem ocorrer, claro.

      O que procuro? Nada, só tropeçar na mulher da minha vida. Se já não a tiver tido. (Espero que não.)

      Não procuro nada. Estou aberto a tudo. Impressionem-me. É essa a minha forma de estar agora.

      Sim, gostaria. Vejo tanta mulher linda, sozinha, que daria tudo e mais alguma coisa para amar e eu ando por aqui de um lado ao outro, a pensar que sozinho por vezes não me completo. É um pouco complicado de explicar mas é por "aqui".

      Estou farto de procurar. Procurei imenso tempo sem nada de relevo atingir. Desisti. A iniciativa do shiuuuu foi a última dessas tentativas. Apesar de já estar quieto fazia algum tempo decidi tentar por ser algo diferente. Como não deu em nada volto à primeira forma.

      Sofres tu e eu desse mesmo mal. É impressionante como todos nos queixamos do mesmo. ;)

      Disposto estou sempre. Como já referi, o sorriso está sempre a postos e a simpatia já faz parte de mim. ;)

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    4. Então se é assim (sorriso e simpatia) deixa-te andar. Mas sem pensar muito nisso... eu falei em one night stands, que também é casual sex, mas também pode significar ter alguém que procuro quando e se me quiser satisfazer. Mas só isso. É melhor do que as one night stands em quê?! Sei o nome e provavelmente onde mora a pessoa?! O vazio, o descartável da situação é idêntico, é para aquilo mesmo, quando e se me apetecer. Posso precisar de um ombro para chorar, de companhia e sei que não vou ter. A outra pessoa só vai estar disponível para mim se lhe apetecer, se mais nenhuma consideração.


      "Ou devo esperar que tal como num filme de Hollywood tudo se resolva por si?"
      Eu não espero que as coisas se resolvam à hollywood. Eu simplesmente espero que as coisas se resolvam deixando andar, sem pressas. Não é com casual sex que se vai resolver alguma coisa ou encontrar um "homem lindo, sozinho, que daria tudo e mais alguma coisa para amar e eu ando por aqui de um lado ao outro, a pensar que sozinha por vezes não me completo". Eu deixo andar sem pensar nem viver ansiosa ou obcecada com isso.

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    5. Eu bem deixo andar, que posso fazer além disso? ;)

      Entendo o teu ponto de vista. Mas não seria esse pouco, melhor do que nada? O tempo passa e as memórias ficam. Chegas a alturas em que já nem te lembras de como um beijo sabe ou sente... Aí o menos que seja será sempre muito. Creio que seja por essa linha de pensamento.

      Atenção, não penses que por escrever acerca disto que ando obcecado com este assunto. Já não tenho idade ou paciência para isso. São meras deduções que gosto de explorar convosco. ;)

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    6. Agora sim compreendo. Então envolve-te à vontade, lembra-te como é um beijo, o que quiseres. Não podes é dizer que estás a resolver uma situação, porque nada vai ser resolvido dessa forma (ou não é assim que vais estar numa relação séria). Bom, nos entretantos, diverte-te.

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    7. Não digo que estou a resolver uma situação, apenas ocupo os momentos de forma a sentir algo no entretanto. Isto quando surge situação propicia, claro...

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    8. Concordo com vocês, mas é tao difícil não procurar quando aos 24 anos estamos só, o tempo passa e nada muda e começamos a ver possíveis envolvimentos com rapazes que se cruzam connosco na rua , no café, no metro, no comboio, enfim...

      Ah, depois há aqueles que até existe algum interesso da minha parte, mas depois fico a saber que são comprometidos... onde andas tu, quem quer que seja??

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    9. Ora ai está o problema de todos os solteiros. Quem interessa está (melhor ou pior) comprometido e com o resto não existe química. Enfim, o melhor é desistir.

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    10. Acho que, aos 24 anos, passei por essa fase anónima (17:05), não de desespero mas "mais ansiosa". Atualmente estou com 27 anos. Estou solteira, não tenho muitos amigos, por isso já vês que a solidão não mora mas passa por mim algumas alturas lol

      Não sei se isto veio com a idade (já que me aproximo dos 30), mas acho que acabo por ficar mais segura de mim e não já não penso nisso.

      Enquanto aos 24 anos ficava mais melancólica sempre que pensava naquilo que dizes ("estamos só, o tempo passa e nada muda"), sempre que via um casal de namorados, hoje não penso nisso. Não penses que fico mais fria ou que me fecho. Não, de todo. Se me aparecer alguém que ache que posso ter algum potencial ótimo. Estou cá para isso. Enquanto isso não acontece vou trabalhando, vou estudando, vou ao ginásio, vou passeando, vou fazendo voluntariado com sem-abrigos, vou correndo atrás dos meus sonhos ou, pelo menos, daqueles cuja concretização depende apenas de mim. Estou pronta para amar alguém, tenho em mim o desejo de cuidar dessa pessoa, de fazer esse alguém muito, muito feliz. Mas não depende de mim. Não posso olhar para um homem apontar-lhe uma pistola e dizer "namora comigo". Por isso, keep calm, recuso-me a desistir do que quer que seja ou a deprimir, levo a minha vida e quem sabe conhecer alguém naturalmente pelo qual ganhe simpatia e me faça pensar "e se". Tão só isso.

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    11. Sou a anonima das 17:05...

      Concordo com o que dizes te, devemos desfrutar da vida independente do que o futuro nos reserve, e não pensar muito nisso... mas é tao difícil, por vezes pergunto me qual será o problema? sei que não tem resposta, mas chega se ao ponto em que os nossos amigos estão comprometidos, alguns já cansaram e (fiquei a saber há pouco) são pais... e nós continuamos nesta espécie de solidão e (falo por mim) sonho acorda com o dia que encontrarei a pessoa que me complete...

      P.S.: Gostei de "Estou pronta para amar alguém, tenho em mim o desejo de cuidar dessa pessoa, de fazer esse alguém muito, muito feliz"... li a pouco noutro blog qual quer coisa do género "amar não é estar pronto para receber amor mas dar amor"... a tua afirmação transmite exatamente isso.

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    12. Anónima 17:05,

      Não, não é fácil. Mas, no fundo, isto é tudo uma questão de "copo meio cheio ou meio vazio".

      Só tu tens o poder de te focares ou no "copo meio vazio" ("ao ponto em que os nossos amigos estão comprometidos, alguns já cansaram e (fiquei a saber há pouco") são pais)... Ou no "copo meio cheio" ("vou trabalhando, vou estudando, vou ao ginásio, vou passeando, vou fazendo voluntariado com sem-abrigos, vou correndo atrás dos meus sonhos ou, pelo menos, daqueles cuja concretização depende apenas de mim").

      Não é frase feita, mas quanto mais te focares nesse negativismo ("continuamos nesta espécie de solidão e (falo por mim) sonho acorda com o dia que encontrarei a pessoa que me complete..."), pior será para ti.

      Sabes é bastante curioso, mas quando sentia e me focava nesses aspectos negativos que tu hoje te focas sentia mais pena por parte das pessoas. Pena de mim por estar solteira, pena de mim por não ter ninguém. Era horrível. Depois que inverti o jogo e me afirmei como solteira, mas com vida própria e que cuida dela, e que é uma mulher inteligente, segura e bonita tenho pessoas que param na rua para perguntar se sou mesmo eu (estou muito mais bonita e elegante, sem dúvida e isso reflecte-se na energia que transmitido) e as restantes pessoas perguntam-me como posso ainda estar solteira. Mentalmente penso sempre "who cares?".

      Quanto ao teu P.S., eu não, eu ainda continuo na fase a aprender a ser feliz comigo mesma... Eu acho que quando as pessoas são felizes consigo mesmas e conseguem fazer os outros felizes com coisas absolutamente simples (é o que eu sinto quando faço voluntariado), só aí é que as pessoas estão completamente prontas para amar (mas amar agora no nível que queremos). Não tenho vergonha em admitir que passei mais tempo sozinha que acompanhada, na minha curta vida, em parte porque nunca me senti verdadeiramente segura, enquanto mulher, para fazer um homem feliz. Hoje, mais do que nunca, sinto-me bem comigo mesmo, sinto olhares quando passo e gosto. Gosto muito. Não nego. Por isso, em resposta ao que disseste, acho que só estarei completamente pronta quando eu própria me amar a 100% e conseguir apreciar a minha própria companhia, conseguir ser feliz comigo mesmo. Nessa altura aí sim: estarei pronta para dar todo o amor que tenho em mim.

      "chega se ao ponto em que os nossos amigos estão comprometidos, alguns já cansaram e (fiquei a saber há pouco) são pais..."
      Hoje passo por isso e vou ser honesta, sem qualquer ponta de inveja ou ressabiamento. Os namorados ou maridos que as minhas amigas têm não os queria nem dados e, embora não lhes dizendo isso porque não devo claro, acho que se contentaram com muito pouco. Não me refiro a aspecto físico (nunca liguei muito...), refiro-me desde logo ao intelectual. Espanta-me como podem estar casadas com homens que não se sabem comportar, que são uns bruta montes ou então devem muito pouco à inteligência. Para mim um homem que se saiba comportar e que seja inteligente é tudo! E depois como podem ter filhos com uma total instabilidade a todos os níveis... é importante as pessoas não se contentarem com pouco, só por causa do medo de estarem sozinhas, e terem filhos só para completar falhas noutros departamentos (ex.: estarem desempregadas).

      Também sonho com a pessoa que me complete, mas é importante que não te foques demasiado nisso. Caso contrário isso vai condicionar toda a tua vida e assim ninguém é feliz.

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    13. Tenho que te agradecer pelo tempo que "perdes-te” para responder ao meu comentário... Bigada pelas tuas palavras ;)

      Sabes, por vezes é mais fácil dizer o que sentimos não dando a caro, sendo anónimos... pk mesmo os amigos/conhecidos nem sempre entendem o que sentimos, não se identificam...

      A tua perspetiva é de facto a mais correcta, focar no que realmente importa, no que nos faz feliz no momento... talvez, com o passar dos anos, apreenda a viver sem esta necessidade de ter alguém, talvez o tempo traga essa confiança e segurança...quero acreditar que um dia vou encontrar esse alguém, até la sei que tenho que aproveitar a vida...

      Em relação a atitude e postura que tens quando referes "Hoje, mais do que nunca, sinto-me bem comigo mesmo, sinto olhares quando passo e gosto. Gosto muito. Não nego." e "Depois que inverti o jogo e me afirmei como solteira, mas com vida própria e que cuida dela, e que é uma mulher inteligente, segura e bonita..." acho que isso vem mesmo com o passar do tempo... creio que estou mais bonita, mais mulher do que há 3 ou 4 anos, mas ainda sou uma mistura de teenager e mulher adulta (lol)... e isses olhares de que falas, recentemente também tenho sentido, e como tu dizes "gosto muito", alimentam o ego....

      Pois, quanto aos "requisitos" que referiste, sou como tu existem certas e determinados atitudes que não me encantam nada nos homens...por vezes ate me questiono se serei demasiado exigente...

      Vou ter mesmo de ver o copo meio cheio e o seu conteúdo... caso contrario isto vai-me destruindo aos pouquinhos já é demasiado tempo nisto, e quando digo "demasiado" é mesmo muiiiito tempo...

      Ah, quando digo que sonho acordado com isto é literalmente... muitas vezes dou por mim a "ver" TV a sonhar... e nesse bocadinho sou feliz, não sei se me percebes...

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    14. Sou eu novamente... esqueci me de ter dizer uma coisa...
      Por vezes esses olhares que referis te, um sorriso mais simpático ou um conversa mais agradável por parte de um rapaz, enfim, entre outras coisas, faz com que criei "macaquinhos" na minha cabeça e fique a pensar nisso e ganhar uma expectativa que nunca leva a nada... eu sei que não posso continuar assim...

      P.S.: eu era incapaz de dizer isto a alguém pessoalmente... ainda diziam que eu era uma maluquinha (lol)

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    15. Ah, outra coisa...

      em relação ao estra pronta para amar, creio que não estou... alias tenho medo de nunca conseguir amar dessa forma... sei que parece estranho, alguém que sente necessidade de amar e ser amada, ter medo...

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    16. Aquilo que me escreveste, eu compreendo perfeitamente. Acredita. Passei por isso e se hoje não fosse “disciplinada quanto aos meus sentimentos” acho que ainda hoje a cabeça me fugia para esses pensamentos (“...um sorriso mais simpático ou um conversa mais agradável por parte de um rapaz, enfim, entre outras coisas, faz com que criei "macaquinhos" na minha cabeça e fique a pensar nisso e ganhar uma expectativa que nunca leva a nada...”). Been there, done that! E como vês, não és assim tão maluquinha. Simplesmente são daquelas coisas que não se dizem, mas que passam pela cabeça de muita boa gente.

      Não existe um remédio para aquilo que sentimentos ou como nos sentimos. Existe só a esperança em algo, mas nunca, sob hipótese alguma, viver em função dessa esperança. Isso deixa-nos tristes, deprimidas ou, até mesmo, amarguradas. Ou carentes. E isso é que não. Isso tira-nos o sorriso, o brilho no olhar, o encanto.

      Um conselho: foca-te em algo, descobre algo que gostes, dedica-lhe o teu tempo (um desporto, voluntariado: crianças, sem-abrigos, animais, até concertos de verão…). Canaliza o teu "amor" para algo. Encontra algo que te faça vibrar. Cuida de ti (física e psicologicamente).

      Um dia disseram-me uma daquelas frases feitas que ninguém gosta de ouvir: “quando menos esperares, aparece-te alguém!”. Aquilo enervou-me de tal forma, não sei se foi por ter achado que havia uma certa pena nas palavras ou que aquilo foi dito como espécie de consolo. Isso que eu senti (pena e/ou consolo) disse de caras a essa pessoa. E responderam-me que essa frase queria dizer era “mantém a esperança, mas não vivas em função dela, não sejas refém dela...”. No fundo, aprende a gostar de ti, a amar-te, a apreciares a tua companhia (sozinha a jantar, sozinha no cinema, o que for…). Por isso não te sintas triste por não teres ainda encontrado alguém se não te sentes pronta para tal. Ou seja, tu própria acabaste por dar a resposta àquilo que escreveste… Pode-te parecer prático demais, mas faz uma introspecção: o que achas que falha em ti para não estares pronta para amar? No meu caso era a (falta de) segurança, por exemplo. Eu queria muito ser amada e amar, mas sempre que havia alguém que se aproximava eu própria não acredita que esse alguém pudesse gostar de mim.
      Ah, e ainda há uma outra coisa: "um dia disseram-me que não há nada melhor no mundo do que apreciar uma boa companhia. E que só nos tornamos uma boa companhia, quando nós próprios sentimentos que somos uma boa companhia... para nós!" :) Confuso?! Eu acho que faz todo o sentido e não há nada melhor no mundo (nem mais bonito) do que uma mulher segura e confiante de si. Não se trata de beleza, trata-se de chegar e de se fazer sentir, isso não tem nada a ver com beleza, altura, peso... é uma energia que se irradia. E a questão passa muito por aqui.

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    17. Não sabes o quão bom é ler as tuas palavras, palavras de alguém que passou, já sentiu o que eu sinto agora...

      Bigada pelo conselho... sabes grande parte do meu tempo é dedicado ao meu trabalho (uma loja de comercio tradicional numa vila)... sabes, eu sempre foi um pouco tímida, reservada, envergonhada... por isso nunca pensei vir a trabalhar para o publico... mas curiosamente "aprendi" a amar esta profissão... la aprendi a desenvolver a comunicação, a soltar-me.... costume dizer que a timidez nunca se perde, mas vamos "abafando-a"... isto para dizer que dedico o amor que tenho aquelas pessoas que diariamente la vao fazer as suas compras... ofereço o meu sorriso, oiço o que tem para dizer, as suas tristezas e alegrias, dia apos dia, vão se criando laços de afinidade, de confiança, de amizade... e tenho a certeza de uma coisa, quando oferecemos "sentimentos" a vida retribui-nos a dobrar, exemplo disso foi alguns gestos que algumas pessoas tiveram... acredita que nestes casos emocionei me pelas atitudes das pessoa em causa... Mas talvez deva, como tu dizes te, canalizar este amor para pessoas novas que não fazem parte da minha rotina diária... Em relação a cuidar de mim, gosto de cuidar de mim, daqueles pequenos miminhos, apesar de não ser uma rapariga de me produzir muito...

      Em relação a introspeção que me propuseste... ontem quando li teu comentário, não consegui fazer essa analise... mas tenho pensado nisso... sabes tenho medo, medo de que esse alguém não gosto mim como sou, que me ache desinteressante como pessoa ...como tu já dizes te "quem vai olhar para mim, com tanta miúda gira e interessante por ai?"... acho que isto tudo se resume a falta de confiança e segurança.... acho que concordas comigo, que a confiança e a segurança vem com as vivencias, com a experiência, e sobretudo não termos pena de nós... sempre que estou perante uma situação em que esses sentimentos apoderam-se de mim eu penso "tu és uma pessoa igual ás demais, tens tanto direito de seres feliz, de seres tu mesma, de errar, de arriscar, como os outros"... E (acho eu) são estes medos que me impendem um bocadinho de arricar, de dar mais de mim a quem se aproxima mim.... Ah, depois sempre que se aproximam de mim (por vezes) fico tao "encavacada", sem jeito, que acabo por não dizer nada de jeito... claro que aos pouco tenho vindo a controlar esta ansiedade, mais ainda hoje se torna (as vezes) embaraçoso...

      Bigada mais uma vez pela tua atenção para comigo... é mesmo bom saber que existe alguém algures por ai como nós ;)


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  3. Olá fox,

    Posso parecer demasiado "antiquada", mas sexo casual para mim? Não...seria incapaz!
    Fica bem
    Ass. Curiosa

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    1. Não se trata de seres ou não antiquada, é uma escolha. ;)

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  4. Hello :)

    Eu percebo a tua questão. Se não aparece A/O tal o que se faz entretanto? Acho que os homens nesse ponto têm a vida mais facilitada, porque a sociedade não lhes cobra muito situações de sexo casual, ao contrário das mulheres.
    Não me vejo a ter uma coisa tipo "one night stand" com um desconhecido qualquer. Não me agrada minimamente.
    Pareceu-me também estares a falar de algo como uma relação sem compromisso de maior, em que gostas da pessoa, mas não a amas... que é algo intermédio. Sinceramente, não vejo nada de errado, quando as pessoas sabem no que estão a meter e as pessoas envolvidas são honestas uma com a outra. O problema é quando tudo parece muito esclarecido quanto à relação que se tem, e depois alguém sai magoado...
    Mas também, por vezes, uma relação desse tipo pode-se tornar algo muito maior e melhor para os 2. E darem-se conta de que encontram o Amor. Ou então, não... e cada um um vai à sua vida.
    Posso estar errada, mas o que me parece a esse nível, é que as mulheres são um bocado 8 ou 80. Ou são mesmo galdérias, trocam de homem como quem troca de roupa de interior, ou procuram o amor em todos os relacionamentos, mesmo que conscientemente achem que não... Não sei. Sei que eu não consigo estar sexualmente com alguém, se não gostar ele mais do que como um amigo, ou se não houver a possibilidade de "acontecer" amor entre nós. Já estive numa situação "intermédia" e sofri um bocado... enfim...

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    1. Hi ;)

      Será que temos? Ou será que nos preocupamos menos com a "fama"? Afinal não diz nada de nós.

      Sim, seria mais na linha do compromisso sem compromisso... One night stand é mais difícil de ocorrer. Exige um culminar de situações muito especificas.

      Exacto. É nessa direcção que eu e os rapazes acabamos por chegar na maioria das vezes que discutimos o assunto. Com as mulheres não parece haver meio termo, ou querem tudo ou não dão nada.

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    2. Por norma, a sociedade em geral rotula as mulheres mais facilmente. Sempre houve um bocado esse estigma provocado por um certo moralismo, o que não quer dizer que não haja pessoas que pensam de forma diferente. As mulheres começam finalmente a deixar de se sentir culpadas por ter prazer durante o acto sexual. Foram séculos de opressão em que uma mulher sentir prazer era pecado... Apesar de não se transmitir geneticamente, é algo cultural que foi evoluindo...

      Pois, parece que não há meio termo, então. Na minha opinião é porque os homens são um bocado mais pragmáticos, separam melhor a questão sexual dos sentimentos e as mulheres são mais emocionais e não dissociam o sexo do que sentem pela outra pessoa.

      O que é certo, e está provado, é que o acto sexual cria ligações emocionais com o parceiro/a. Pode não acontecer sempre, pode não se deixar acontecer, mas se calhar é mesmo brincar um bocadinho com o fogo... :) Afinal de contas, é algo íntimo.

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    3. Esse tempo já lá vai, temos de criar novos dias e novos pontos de vista sobre as coisas.

      Ah, assim já se compreende um pouco melhor. Se são mais emocionais e não dissociam o sexo do sentimento são mesmo diferentes.

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  5. O Japão não é o melhor exemplo. Adoro-os mas em termos de afectos eles são tão "avançados" que parece que já não sabem como se faz. Desconhecem o amor ou o acto de se apaixonar. Temem-no. Conhecem o sexo e já nem é com parceiras de carne e osso. É com instrumentos, utensílios e no caso dos homens, com bonecas muito fidedignas. Mas não são reais. E os jovens chegam a ser quarentões sem terem um relacionamento afectivo verdadeiro. O sexo compra-se e agora vêm em embalagens king-size. Assustadora tendência, não??

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    1. Tens razão é assustadora. Pergunto-me se eles já estarão na próxima fase da evolução, aquela em que ganhamos receio de tentar novamente, para não quebrar o coração em fragmentos.

      Sê bem vinda, PT. ;)

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