sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

The Office VI

A sua mão vagueia no local onde mais clamo desejo, fazendo-me libertar pequenos gemidos intermitentes. A minha junta-se à sua, numa dança que me faz perder o controlo, reclamando cada vez mais e mais. Sinto o corpo em ebulição, face rosada e olhos a arder em desejo. Não são os únicos. Deixo que a sua mão continue a dar-me prazer, mas a solo. A minha retiro-a e olho-a. Nunca a vi tão molhada, tão encharcada. Está quente e emana o cheiro de prazer. Passo o dedo embebido no fruto do meu desejo pelos seus lábios, que se abrem ligeiramente. A sua boca apodera-se do meu dedo, usando a sua língua para sugar todo o vestígio de prazer que encontrar.
Estou sentada sobre o seu colo. As minhas pernas encontram-se entre as suas e os braços do cadeirão. As mãos seguram-me agora pelas costas, enquanto me beijam demoradamente toda a extensão do pescoço. Junto à minha fonte de prazer, vou sentido um volume cada vez maior. Um volume quente, grande e poderoso.
Junto à sua orelha sussurro-lhe com a minha respiração enquanto lhe mordisco o lóbulo. A sua reação gera um arrepio que lhe percorre toda a superfície da pele. As minhas mãos dançam pelo seu corpo procurando senti-lo a cada instante. Entre quentes ósculos pelo seu pescoço percorro com os lábios toda a pele que encontro exposta. Procuro agora com as mãos o fecho que a mantém enclausurada neste tecido cinzento.

Exponho as suas costas fazendo deslizar dos ombros o vestido. Encosto-a bem junto a mim. As mãos dirigem-se agora aos seus perfeitos seios onde encontram duros mamilos retesados pelo ardor que o seu corpo sente. Suavemente descrevo neles  pequenos círculos com os dedos indicadores. A sua respiração é cada vez mais ofegante libertando pequenos gemidos. A excitação leva-a a iniciar pequenos movimentos de oscilação no meu colo. As suas mãos agarram-me as pernas cravando ligeiramente as suas unhas.

Fox + YellowB*

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sexy Rider



Agora trago algo de diferente.

Tropecei por mero acaso nele e fiquei encantado com o video, toca nos meus pontos mais fracos...

Uma morena deslumbrante. Uma Ducati sob o genero de Cafe Racer. Uma história de amor.

Vejam e apreciem, certamente irão adorar.


Fox

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Do you see me at all?

Volvidos sete dias desde o desafio que coloquei aqui, chego a duas conclusões.
A primeira será aquela que evidencia que a maioria das leitoras não aprecia participar em interações do blog e a segunda demonstra que as poucas que o fizeram, evidenciam por maioria que a minha escrita demonstra que sou um homem astuto.

Astuto - Que tem astúcia; sagaz. Engenhoso, fino.

Creio que de facto tal se verifica na minha personalidade, porém não pensei que fosse transparente na minha escrita. O meu agradecimento aquelas que fizeram o favor de participar.


Fox

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Woman who rides


Aprecio todos os pontos apresentados no artigo mas o sexto é deveras interessante de imaginar... 

São raras, todavia certamente existem por ai algures, aquelas que partilham este enorme gosto pelo mundo das motas. Trata-se de mais uma daquelas paixões sobre a qual não se consegue arranjar explicação, nem alguma será necessária, afinal de contas emoções não se explicam, sentem-se. 

Não imaginam a pena que tenho de não conhecer nenhuma mulher motard, deve possuir em si mesma uma personalidade de grande interesse.

A todas vós, boas curvas. V


Fox

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

The Office V

Aproximo os meus lábios da sua orelha, roçando-os enquanto vou sussurrando “Não pense”. A minha mão toma o seu peito de assalto, onde o seu coração está apressado e a respiração ofegante. Ouso desapertar o botão superior da sua camisa. Os seus olhos entreabrem-se espantados. Sorrio, malevolamente. Sinto-o a perder o controlo, sinto-o a ceder. Percorro os seus lábios com os meus dedos, de forma bem suave. Quero sentir-lhes o gosto, sentir-lhes a humidade e avidez que outrora senti.
Os seus olhos estão agora fechados, o seu corpo rígido. A minha mão assenta agora sobre a sua zona abdominal. Cada músculo está apetecivelmente bem definido, por baixo desta elegante camisa branca. Rodeio o seu umbigo entre os meus dedos, desenhando pequenos círculos. Atrevo-me a descer mais… Um pouco mais, chegando bem perto da sua fonte de prazer. Neste momento, dou-lhe um ligeiro empurrão e ele é obrigado a sentar-se sobre o cadeirão novamente.
Qualquer réstia de controlo que tivesse sobre as minhas ações foi agora perdida. A razão que habita em mim esvaneceu-se. Esta mulher inflama em mim um fogo que arde sem controlo, devorando tudo no seu caminho.
Um último olhar e um sorriso sacana dão-lhe a entender que o jogo se inverteu. Com um puxão no seu vestido puxo-a a mim. Encosto a cara no seu ventre enquanto lhe coloco finalmente as mãos no seu torneado rabo. A sensação do ansiado contacto é avassaladora. Seguro-o com uma mão firme enquanto uso a outra para lhe sentir a perna. Sinto a sua respiração a intensificar-se enquanto levo a mão a subir pelo interior da sua coxa. Prende-me pelos cabelos e puxa-me a si. A mão continua a subir para descobrir a ausência de lingerie. Ela sabia bem ao que vinha. Sorrio.

Mas não paro. Não existem paragens agora. Suavemente toco onde ela está mais quente. Nota-se que está ardentemente desejosa por isto. Mal lhe toquei e já está toda molhada.

Fox + YellowB*

domingo, 26 de janeiro de 2014

In shock!



Seriously?!

A ignorância de algumas pessoas é chocante. Mas a defesa obcecada dessa mesma ignorância é pior. É ultrajante.

Ontem, durante o café com um casal de conhecidos, caiu uma "ave rara" de pára-quedas na mesa que me deixou sem qualquer esperança nas mulheres ou no futuro desta raça. Sim, foi grave a esse ponto. Não, não pertence ao meu circulo de conhecimentos.

Se para mim já é vergonhoso criticar os outros apenas por que lhe apetece, quando chega à parte de expressar repetidos palavrões dizendo que fazem parte da Língua Portuguesa e que não existe mal nenhum para uma mulher os pronunciar, já não existe retorno. Ainda tentei através da argumentação demonstrar o quanto é errado pensar desta forma, porém foram infrutíferos todos os meus movimentos. A resistência era bem tenaz. 

Ainda houve tempo para eu ser alvo de ataque através de um mero trocadilho de palavras que me deixou acesso. Devia pensar que sou dos que ouve e cala... Contudo como não levo desaforos para casa, disse o que tinha a dizer. Não moldo as minhas opiniões para não magoar ninguém, as verdades devem ser ditas. Sempre. Porém, fiquei com a impressão que não assimilou nada do que eu disse, portanto tratou-se de uma clara perda de tempo da minha parte.

Depois do trauma sofrido, preciso de um "reset" total com uma mulher a sério. Anda por aí alguma interessante para se ter uma conversa de adultos instruídos e absolutamente razoáveis?


Fox

sábado, 25 de janeiro de 2014

Bro´s lady


Passados alguns meses, lá conheci finalmente a senhora do P.. Pois é, a situação ainda dura. O homem está feliz com isso e nós felizes por ele estar feliz. É assim que funcionamos enquanto grupo.

Fiquei desapontado ao verificar como as fotos do Facebook que ele nos mostrou, conseguem enganar. A realidade é bem diferente das campanhas de marketing e publicidade que as senhoras conseguem fazer de si mesmas, mas pareceu-me boa pessoa. No fundo é isso que conta, não é mesmo?

No entanto, ao vê-los juntos não me pareceram equilibrados enquanto casal. Não aparentam conseguir uma imagem simétrica. Isso faz sentido?


Fox

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

The Office IV

O meu coração sobressalta-se. Num instante, sinto-me a gelar. Um gelo que percorre todo o meu corpo. Se não fosse este divã, sobre o qual me deito, certamente que sentiria o chão a fugir-me. Não quero crer nas palavras que acabei de ouvir. Não, não pode ser. Ele não pode estar a dizer isto. Quero-o tanto, mas tanto. Quero-o comigo… Quero-o em mim. Volto a minha face em direcção da sua. Encontra-se sentado, perna cruzada, mãos nervosamente pousadas sobre os braços do cadeirão.        Os meus olhos encontram os seus. Aqueles olhos de um castanho incomparável mostram medo, como um menino assustado, escondido num corpo de homem.
Sento-me no divã. O vestido sobe mais um pouco, mas desta vez não o tento impedir. As ligas de ambas as pernas ficam bem visíveis. Do medo, surge o desejo. Levanto-me do divã. Os seus olhos percorrem a minha silhueta, um tanto ou quanto exposta pela subida do vestido. Dirijo-me até ele, pé ante pé, num passo vagaroso. Sinto as pernas a tremer, mas eu quero-o. Vejo-o a descruzar a perna e a agarrar cada vez com mais força os braços do cadeirão. Assim que o meu joelho toca levemente o seu, paro.
- Importa-se de repetir?
- Hum… Er… Eu…
Se anteriormente o seu perfume se fazia sentir pela sala, agora toma-me de assalto devido a esta proximidade de corpos. Mas não é apenas isso que sinto, é algo mais. Uma mescla de feromonas que me tomam conta das sensações e aceleram o ritmo cardíaco. Começa-me a ser difícil de respirar perto dela. Muito. Pior agora com a sua perna junto à minha. Com a saia subida. E as ligas à mostra.
Começo a engolir em seco, o suor começa e escorrer, sinto-me quente. O meu corpo reage à excitação da situação, a visão desta perspetiva é deveras apelativa. De mãos nas ancas, pescoço ligeiramente inclinado e olhar aguçado, a menina que há pouco estava indefesa passou ao ataque. Esta mulher tem garra quando é acirrada.
Levanto-me lentamente do cadeirão para estar ao seu nível. É mais baixa um palmo do que eu. Ambos os olhares se fixaram durante o movimento. Estamos agora bem próximos um do outro. As respirações quase se tocam. O profundo verde dos seus olhos parece trazer consigo o brilho de esmeraldas.

- Ana, não quero que pense mal de mim.

Fox + YellowB*

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

How do you see me?

Em seguimento do diálogo com a C.A., decidi propor algo diferente, mas que requer a vossa participação de uma forma mais activa. 

Aparentemente existem leitoras que já me seguem a escrita há bastante tempo e não participam, no entanto, já conseguem definir-me bastante bem. Assim sendo, o desafio é que toda e qualquer leitora escreva apenas a palavra pela qual me definiria. Basta isso e uma qualquer inicial ou nome que as permita identificar de alguma forma.

À medida que o façam irei mantendo neste post uma contagem para verificar o resultado. Que dizem? Aceitam o desafio? Lembrem-se que apenas terá piada se participarem...

Cavalheiro - I
Romântico - I
Inteligente - I
Astuto - II


Fox

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

The Office III

Um, dois, três, quatro passos… Ele afasta-se e senta-se sobre o seu cadeirão. Respiro profundamente, tentando acalmar o meu desejo e, ao mesmo tempo, a minha desilusão. Quero mais. Mais que um toque suave que me percorre como um pequeno choque. Toco suavemente o meu peito e sinto o meu coração veloz. Faço a minha mão deslizar, passando sobre o meu seio, até pousar sobre o divã. Ouço o seu suster de respiração. Reina o silêncio. Abro os meus olhos, que tentam fintar a claridade presente na sala.
- O que a traz por cá? – Pergunta, quebrando a quietude. 
                Estremeço. Apetece-me dizer que é ele que me faz mover até aqui. A sua voz, o seu sorriso, o seu olhar, as suas mãos delicadas sobre mim, o seu perfume, a sua presença que me atordoa. No entanto, falo sobre mim, sobre os meus problemas, ocultando o facto que, neste momento, ele é a minha maior inquietação.
Vejo a sua boca se mover mas não lhe capto nenhum som. Não me consigo libertar deste transe em que ela me colocou desde o instante em que entrou pela porta. É nela que reside a minha atenção. É naquele corpo que reside a minha perdição. Novamente.
A caneta só rabisca repetidas linhas angulosas. A mente só imagina repetidas cenas obscenas. Todos os meus controlos éticos e morais estão em baixo. Novamente.
As imagens do que naquele dia fizemos ficaram gravadas na mente envoltas numa profunda excitação mas agora voltam à superfície. Tinha selado esse encontro num longínquo recôndito mental onde não o pudesse aceder mas não contava com a sua presença junto a mim. É mais forte do que eu quero ser. É mais atrativa do que eu consigo resistir.
Sinto a cabeça a trabalhar numa velocidade alucinante. São diversas as vozes que se sobrepõem umas às outras. Sim. Não. Desejo. Ética. Sexo. Pudor.

- Isto não é correto, Ana. Depois do que aconteceu não nos deveríamos voltar a ver, foi esse o combinado. Perdeu-se a distância entre médico e paciente.

Fox + YellowB* 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Repair

Não quero pensar que, no que se refere a sentimentos, as pessoas magoem por vontade própria. Se de alguma forma sentimos, então não iremos prejudicar o outro apenas por que sim. Porém, não dominamos o que sentimos por outrem, logo, nem sempre conseguimos sentir "na mesma frequência de onda". O que poderá equivaler a ser um elefante numa loja de porcelana. E aí surgem os problemas, ainda que  não intencionais.

Isto não é nada de novo, é experiência de vida "101", todos o sabem. Também será do senso comum, a noção de que muitas serão aquelas que por aí deambulam com a "porcelana quebrada", à espera de algo ou alguém que se atreva a colar todos esses cacos. 

Tantas e mais vezes ainda, observei mulheres em que se lia nos olhos o dano que lhe havia sido causado. Nessas ocasiões ocorre-me o quanto gostaria de ser eu a consertar o que foi partido. Demonstrar que nem tudo está perdido, existem sempre um outro caminho mais confortável. Mas não é assim que a vida coloca as situações em funcionamento.

Reparar o sorriso que irradia na cara de uma mulher. Haverá algo melhor?


Fox

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

The Office II

Deito-me no divã. O vestido que tanto tempo demorei a escolher foge levemente para o cimo das coxas. Vê-se um pouco a liga dos collants que trago. A minha face ruboriza-se enquanto tento disfarçadamente descer o vestido. Não me apercebo de um passo seu, sequer. Continua junto à porta, observando. Não o olho, apenas o sinto. Sinto a sua figura imponente olhando para mim. Sinto a sua mente numa divagação profunda…
Fecho os olhos. A minha audição aguça-se e escuto o seu respirar. Um respirar errantemente pausado. Em mim, ouço apenas o meu coração num ritmo desenfreado, pronto a saltar pela boca. Move-se. Os seus passos ecoam na sala. Um, dois, três, quatro, cinco… Mais do que os que seriam supostos para chegar ao seu cadeirão. Sustenho a respiração. Não sei o seu destino.
Ténues são os raios de sol que ultrapassam o vidro da janela e suavemente acariciam a sua pele arrepiada. Está nervosa. O seu peito sobe e desce rapidamente. Os seus lábios voluptuosos clamam por contacto. As mãos procuram agarrar a pele do divã. Está receosa, sente-se exposta.
Como uma criança que não se contém apenas a observar, atrevo-me. Toco-lhe no ombro. Deslizo suavemente os dedos pelo seu braço. Ela acusa o toque e morde o lábio inferior. Sigo o contorno do seu corpo. Toco-lhe a coxa onde repousa a liga exposta ao meu olhar. Sinto-me cada vez mais inebriado. Prolongo a viagem dos meus dedos pela sua perna até ao tornozelo onde a tinta lhe marcou a pele. Paro. Olho para esta tentação encostada no meu divã e penso. Sei bem o que desejo. Já vi este filme.

Fox + YellowB* 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Robotic Escort

Um mundo tão grande e sem ninguém interessante para se conversar. Parece irónico como tal se sucede tão facilmente. Não nos sentiremos todos um pouco assim?

No meu caso quando estou entre paredes, sinto-me claustrofóbico. Despertam dias em que a escrita não flui, a leitura não entusiasma e os filmes só atraem até certo ponto. Sair parece então o mais lógico, porém sozinho não é igual.

Quase apetece ter uma "escort robótica" no roupeiro, pronta a "usar". Simplesmente pegar, activar e sair para algures, tendo a possibilidade de uma conversa verdadeiramente interessante. Não será uma ideia muito distante da concretização dado aos prodigiosos avanços tecnológicos, porém, quando esse dia chegar, iremos questionar a razão pela qual nos mantivemos tão longe uns dos outros.


Fox

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

The Office

Este novo conto surge de uma proposta da YellowB* feita no final do ano passado. Ela gostou de alguns dos meus contos que publiquei no blog, por isso pediu para desenvolvermos uma escrita em parceria. Tive muito gosto em fazê-lo, é sempre uma oportunidade muito interessante para criar algo divertido.

Optamos por desenvolver dois pontos de vista, evidenciados pelo uso do estilo em negrito tal como irão verificar. Todo o enredo foi do desígnio da YellowB*, eu apenas me deixei levar pelas circunstâncias que iam decorrendo.

Espero que gostem. 


Fox


Sento-me… Sento-me numa cadeira, ligeiramente almofadada, nesta pequena sala. Paredes levemente pintadas de verde, adornadas por pequenos quadros abstractos, fazem-me sentir um friozinho na barriga. Metade de mim diz-me para ir embora, outra diz-me para ficar, para encontrar soluções. A mente trabalha em altas rotações, misturando todos os temas que me vão surgindo. O que faço eu aqui?
- Srª Ana, pode entrar. – Ouço, após poucos minutos de espera.
                Sou eu. Levanto-me. Está diante de mim uma jovem secretária, olhando-me e sorrindo levemente. Deve ter visto o pavor que vai na minha cara, o que me consome. As minhas pernas mostram relutância em colaborar, os meus movimentos são lentos e cheios de sacrifício. Abre-se uma porta e neste momento sinto que não posso voltar atrás…
Abro a porta com diligência mas sem demonstrar exteriormente o empolgamento que sinto sempre que a tenho perto de mim. Esta mulher mexe-me com a mente e mais perigosamente com os instintos. Passa por mim como quem desliza, deixando um leve rasto de perfume que me aguça os sentidos. Inebria-me, mas são os olhos que encontram o meu derradeiro encanto. A minha perdição. O seu esbelto corpo.
Apresenta-se sempre com um requintado gosto por um estilo de indumentária moderna e bastante aprumada, favorecida pelas suas quase perfeitas medidas corporais. Por baixo da gabardine enverga um vestido cinzento justo e uns sapatos negros de tacão. O restante desta perfeição de imagem fica completo com a sua cor de pele morena. Fecho a porta suavemente enquanto ela se deita sobre o divã procurando em vão manter as pernas escondidas.

Fox + YellowB*

domingo, 12 de janeiro de 2014

Precious

Algumas pessoas são tão especiais que lhes permitimos colher o nosso bem mais precioso.
Apenas perante estas, se revela como valorosa, a missão de lhes dar o nosso tempo. Aquilo que nos é mais precioso na vida. 

É-nos confiado apenas um certo e determinado período para que dele usemos da melhor forma que nos for possível. Para ninguém existe aumento ou diminuição desta chance. Pode ser contado em décadas, anos, meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos. Várias disposições para simbolizar apenas uma coisa. A efemeridade do tempo.

Aquilo que disponibilizamos. Aquilo de que dispomos. Aquilo que nos disponibilizam.

Se algum dia quiserem descobrir a importância de alguém, basta contar o tempo que lhe dedicam.


Fox

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Cycling



Hoje a Stuka está de parabéns, atingiu a marca dos 4.000kms desde que a montei peça por peça. Quando penso nisso chega-me a parecer que foi ontem, porém já se passaram bastantes meses e milhares de kms no entretanto. Tem sido uma fiel companheira que nunca me falhou em nenhuma situação e por tal é bem "mimada".

Que muitos mais kms venham a ser percorridos no futuro.


Fox

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Echo

Entre nuas paredes que não libertam uma palavra, escuto o silêncio do meu eco. Liberto-o sem mexer os lábios ou encetar qualquer movimento. Nada faço para que ele surja, mas de alguma forma ele está lá, sente-se. 

É escuro. É frio. É medonho.


Quase palpável é a sua substância mas se a tentar inutilmente agarrar no fino ar que me rodeia, ficarei com uma mão-cheia de nada. Disso apenas se trata, uma enorme quantidade de nada.


Fox

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Writing. Plus one

Após algum tempo desde a última vez que o fiz, recebi uma proposta de desafio para este inicio de ano. Outra leitora decidiu que eu poderia ser alguém interessante para delinear umas ideias sob a forma de algumas linhas. Estou curioso para descobrir o que irá surgir da criatividade desta parceria. Logo veremos que género de texto poderá sair daqui...

Certamente serão vocês a avaliar o resultado final. Fiquem por aí.


Fox

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Friends talk


- "Molhei-me toda com esta chuva." - Diz ela enquanto pega distraidamente na sua mala e se prepara para sair.

- "Estás molhada?..." - Pergunta ele com um sorriso sacana nos lábios.

Ela aproxima-se do seu pescoço e sussurra-lhe suavemente ao ouvido. 

- "Não estou "molhada", para isso precisava de algumas caricias. Vou mas volto. Tenho de voltar a estar contigo esta noite."

Ele sorri. Interiormente sente-se subitamente excitado com o rumo que a conversa entre meros amigos acabou por revelar. Ele é um "perigo" e sabe-o bem.


Fox