quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Echo

Entre nuas paredes que não libertam uma palavra, escuto o silêncio do meu eco. Liberto-o sem mexer os lábios ou encetar qualquer movimento. Nada faço para que ele surja, mas de alguma forma ele está lá, sente-se. 

É escuro. É frio. É medonho.


Quase palpável é a sua substância mas se a tentar inutilmente agarrar no fino ar que me rodeia, ficarei com uma mão-cheia de nada. Disso apenas se trata, uma enorme quantidade de nada.


Fox

4 comentários:

  1. Agora lembrei-me da música "Echo" do Jason Walker, não sei se conheces. Retrata exatamente isso que descreveste... E que eu percebo muito bem!

    C.A.

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    1. Awkward!
      Desconhecia por completo a música. Fui ver agora mesmo e realmente acompanha o que escrevi. Engraçado.

      Talvez padeçamos todos das mesmas dúvidas... ;)

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  2. Exatamente, acho que todos nós temos momentos na vida em que partilhámos as mesmas dúvidas. Mas melhores dias virão :)

    C.A.

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    1. Parece que sim. O que apenas prova que de átomos e moléculas todos somos feitos, sendo mais parecidos do que diferentes naquilo que nos anima. Deveríamos pensar mais nessa similaridade do que na realidade fazemos.

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