quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Robotic Escort

Um mundo tão grande e sem ninguém interessante para se conversar. Parece irónico como tal se sucede tão facilmente. Não nos sentiremos todos um pouco assim?

No meu caso quando estou entre paredes, sinto-me claustrofóbico. Despertam dias em que a escrita não flui, a leitura não entusiasma e os filmes só atraem até certo ponto. Sair parece então o mais lógico, porém sozinho não é igual.

Quase apetece ter uma "escort robótica" no roupeiro, pronta a "usar". Simplesmente pegar, activar e sair para algures, tendo a possibilidade de uma conversa verdadeiramente interessante. Não será uma ideia muito distante da concretização dado aos prodigiosos avanços tecnológicos, porém, quando esse dia chegar, iremos questionar a razão pela qual nos mantivemos tão longe uns dos outros.


Fox

4 comentários:

  1. Nem mais. Sinto-me exatamente igual a ti. Uns dias só, noutros (a meu ver é uma situação bem pior) igualmente só, mas no meio de tanta gente. Juro que não me lembro da ultima vez que conheci uma pessoa interessante. Agora fiquei a pensar... Acho que nem conheço nenhuma...

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    1. Infelizmente é algo que se propaga pela sociedade. Apesar de rodeados por imensas pessoas encontrar interesse nas mesmas é assunto complicado.
      Parece que andamos todos fora de sincronia no que se refere a conhecimentos.

      Os amigos são óptimos para nos resgatar destes dias mas nem sempre estão disponíveis quando são precisos.

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  2. Sinto muitas vezes o mesmo. Ainda consigo ter algumas conversas interessantes com amigos online, mas gostava de ter um desses "humanoides" no armário também, para não ir ao cinema ou a um concerto sozinha, ou ter alguém para ir dar 2 de treta e beber um copo quando me apetece. A solidão, na sociedade actual, parece-me que se propaga cada vez mais entre as pessoas.
    Não sei se era o ponto que querias focar, mas é o que eu sinto.

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    1. Seria precisamente esse ponto que abordaste. Somos tão dados ao domínio comunicacional, no entanto aproveitamos tão pouco dessa tremenda capacidade que nos assiste. É uma pena.

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