terça-feira, 18 de março de 2014

After her

Depois dela muitas foram as que tentaram tudo sem sucesso algum obterem. Infrutífera tentativa aliciada apenas pela minha meritória forma de ser. Porém, não se conseguem desencadear situações apenas por desejo. Toda esta complexa engrenagem que funciona entre nós, não apresenta essa mecânica. Simplesmente não tem de ser e aí seguimos por trilhos separados.

Agora quando penso nelas, pois nunca se esquece a quem damos o nosso tempo, sei que estão bem, algures com alguém. Conseguindo providenciar o que não lhes consegui dar a dado momento. Isso deixa-me realizado e demonstra-me algo. Somos todos tão incompatíveis entre nós que quase toca no contra-senso. Podemos conhecer milhares de pessoas e ser apenas para uma.

Não sirvo para todas nem todas servem para mim. Assim numa simples disposição de ponderações se anula toda e qualquer razão de procura.


Fox

10 comentários:

  1. Depois da minha noite de ontem, estava. Mesmo a precisar deste texto!

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    1. Não consigo descortinar qual o estado de espírito envolto neste teu discurso. Elucida-me.

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    2. Fez-me por os pes na Terra, li como se tivesse sido uma pessoa que eu conheço a escreve-lo.
      Em relaçao ao estado de espirito, nem eu te sei definir !
      Olha, coisas da vida!

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    3. Por mais que custe devemos ser realistas. Por vezes nestas andanças bem próprias da ilusão, custa um pouco abraçar essa realidade, mas é importante manter a razão próxima.

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  2. Gostei da frase "Não sirvo para todas nem todas servem para mim."

    Acreditas que estamos "destinados"? Não sei se era bem isto que querias dizer com o post, mas foi o que me lembrei ao ler.

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    1. Eu sempre acreditei que possuímos um trilho preparado, mais ou menos parecido com um destino final. Já tive na companhia daquela, com a qual sentia que a conhecia de outros tempos, se isso não é estar de algum modo destinado, então não sei o que seja.

      Mas o post surge na linha da falta de compatibilidade que abunda no mundo do amor. Não apenas na procura mas também na compatibilidade. Quantos e quantos serão os casos em que um ama e o outro despreza. Difícil torna-se encontrar aquela situação, dentro da qual, ambos amem de igual modo.

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    2. Posso dizer que também já estive com alguém que pensava conhecer, que tal como disseste parecia que conhecia de outros tempos, como se eu fosse transparente para ele e vice versa, posso dizer que nessa altura soube o que era amar, mesmo descobrindo depois que se calhar não era amada da mesma forma ou da forma como diziam amar. Mas não acredito, agora, que estivesse destinado.
      Nunca conseguimos saber se amamos de igual modo ou não, podemos tentar aperceber-nos. Apesar de ser fácil distinguir quando um ama e o outro está lá apenas para passar o tempo.. Infelizmente acontece.

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    3. O amar é sempre diferente. Mesmo que o fosse perpetuado pela mesma pessoa seria sempre distinto. No fundo também reflete o que somos a dado instante e isso resulta de experiências de vida.

      Se fez parte da tua vida, estava destinado. As pessoas não entram na vida de outras assim sem mais. Pelo menos é a forma como entendo as coisas.

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  3. Sempre concordas com aquilo que te disse uma vez, então. Encontrar alguém compatível e em que tudo corra bem, é como ganhar o euromilhões, de tão difícil que é de acertar.

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    1. Sempre pensei assim, especialmente por conhecer bem a minha natureza. Quanto mais nos conhecemos e mais sofremos, verificamos o quanto difícil é ser agradado e agradar em pleno a alguém. Contudo não é impossível...

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