segunda-feira, 13 de abril de 2015

Grey



O que dizer acerca disto?
Como filme é mau. Como história é "cliché". Como tema é diferente.

Não sou adepto de sadomasoquismo, também não fiquei interessado depois de ver este filme. Os meus interesses nesses domínios param na gravata, na venda e na pena. Esquecendo esta narrativa que roça o erótico, foi curioso verificar como o Grey evita qualquer forma de contato mais emocional. 

Desconheço o desenrolar da história, portanto, não sei quais as razões que o levam a ser assim, mas entendo-o. Aliás, diria que a personagem representa o modelo de vida de qualquer homem. Bem sucedido, rico, com bom gosto, culto, inteligente, rodeado de mulheres. 

Que podemos nós pedir mais? Ah sim, faltavam ali algumas motas. Seria o meu estilo de vida ideal.


Fox

14 comentários:

  1. "o Grey evita qualquer forma de contato mais emocional". Mesmo sem conhecer a história nem ter visto o filme, atrevo-me a dizer que é um comportamento tipicamente à homem deste século. Ou talvez seja descendente de Japoneses... lol

    Rosa Maria

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    1. Poderia dizer-te que demorou mas nós homens, finalmente aprendemos a viver sem problemas. Como? Evitando as relações... ;)

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    2. Lol... a melhor dos últimos tempo...lol

      Então isso quer dizer mulheres sim. Relações não. São dois ingredientes que não se misturam! É isto??

      Que extremista!

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    3. Em alguns casos não se deveriam misturar, não. Basta ver os noticiários diariamente para o descobrir. Eu diria que somos diferentes em demasia para que seja tudo um mar de rosas e com a independência individual que agora defendemos, menos sacrifícios se suportam.

      Não se trata de extremos, sou atento ao que me rodeia e não sou daqueles que acalenta a presunção de conseguir fazer o que outros não conseguem. Afinal sou meramente humano.

      Isto é um assunto que dá pano para mangas...

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    4. Não podia concordar mais contigo, dá mesmo pano para mangas!

      O que vemos nos noticiários é o sentimento de posse que, principalmente os homens mas também algumas mulheres, têm sobre os companheiros. São as "tuas queixas" levadas ao limite. É o não aceitar o outro como ele é, ou que a relação pode ter um fim.

      Somos todos seres humanos racionais e sabemos perfeitamente, ou deveríamos, viver em sociedade. Não andamos à luta com os nossos colegas de trabalho, nem com os nossos filhos ou pais. Talvez porque fazemos um esforço e entendemos que o nosso espaço termina quando começa o deles. Por que não somos capazes de fazer isso numa relação? E não me digas que são as mulheres que não respeitam, ok!

      Também eu estou atenta ao que me rodeia, e apesar de ter muitas queixas, também sei que é possível as pessoas viverem relações estáveis. Nada é perfeito, existem altos e baixos. Há que saber lidar com isso e aceitar. Aceitar o outro como ele é.

      "independência individual que agora defendemos" esta independência por parte da mulher só foi recentemente, e não totalmente, conseguida pela mulher! Parece-me mais que os homens estão habituados a não ouvir opiniões lol

      Rosa Maria

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    5. Cada um fala do que sabe ou conhece. Eu uso a minha experiência pessoal para me orientar no futuro, e ainda recolho as impressões de terceiros para equacionar outras variáveis.

      Sei perfeitamente que nem tudo dará em problemas mas não te posso garantir que a grande maioria não dê. Contabiliza o índice de casamentos e divórcios para teres uma ideia. Se agora as pessoas não estão dispostas a aguentar as relações ao mínimo dos problemas, imagina os riscos que se correm. Traição, mentira, dívidas, agressões, etc. Não é fácil.

      Isto daria um excelente tema de discussão numa tertúlia.

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  2. Estava toda expectante para ver o filme após ter lido os três livros, mas depois de uma amiga ter dito que não valia a pena não fui ver. Em termos de história nos livros pelo menos a melhor é a do primeiro, os outros livros já é mais romance que outra coisa. O Grey marcou o aceitar dos livros eróticos e agora é ver por aí imensos livros deste estilo (nunca mais li nenhum por acaso).

    Por acaso gosto bem mais do audi do que das motas :) oh e Charlie Tango lol

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    1. Também esperei mais. Tanto furor com esta história e afinal é mais um "cliché" típico da literatura. O badboy que acaba convertido pela princesa virgem e inocente.

      Ainda assim tenho curiosidade acerca da forma como ela descreveu aquelas cenas no livro. Um dia temos de trocar umas impressões.

      Dizes isso porque nunca andaste de mota, senão nenhum R8 era apelativo o suficiente para modificar esse pensamento.

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    2. Ele acaba convertido na parte das relações, mas ela também se pode dizer que acaba convertida ao bdsm (o que para inocente como era, às vezes até irritava, tenho de admitir que é muito à frente lol).

      Quando quiseres trocamos impressões :)

      Admito que nunca andei de mota, nunca me fascinaram muito também. Reconheço que algumas dão uma certa "pinta" à pessoa que as vais a conduzir, mas fico-me por aí. Não conheço pessoas com mota, tirando uma amiga que anda de vez em quando.

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    3. Pois, já deduzia que assim fosse. Típico "cliché" de história romântica. Não sei qual a razão por ter vendido tantos exemplares. Ela escreve bem?

      Claro que dão. A imagem do motard, especialmente todo equipado, tem uma grande atratividade sobre o público em geral.
      Tens uma amiga motard?

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    4. Não. A autora não é nada de especial em termos de escrita. Foi dos livros que acabei de ler e disse que não queria aquilo na minha "biblioteca pessoal".

      Tenho uma amiga que tem uma mota e anda de vez em quando. Se consideras isso motard então tenho :)

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    5. Pronto, será um título que não irei ler. ;)

      Ah isso é muito raro, não conheço nenhuma. Que mota é?

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  3. Fico à espera da tua review do resto da saga.

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    1. Está para chegar, não é?
      Penso que à luz de recentes acontecimentos e descobertas, a irei ver com outros olhos.

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