quinta-feira, 2 de abril de 2015

Timeout



Por vezes admiro-me com a facilidade com que consigo ficar cansado das pessoas que me rodeiam. A verdade é que me canso muito depressa das pessoas, mesmo aquelas que ao inicio acho muito interessantes.
No começo tudo é fabuloso mas depois a situação estagna e perco o interesse. Quando já conheço "tudo" e sinto que não existe mais novidade, fico aborrecido. O problema é que isso nota-se claramente. O meu comportamento modifica-se e não consigo evita-lo.

Começo a pensar que afinal serei um daqueles que acaba sozinho. Mesmo.


Fox

16 comentários:

  1. Mas há razão para esse desinteresse? Ou é porque já não te podem surpreender mais?

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    1. Pois, o mistério é esse. Desconheço a razão pela qual acontece.

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    2. Assim fica complicado fazeres alguma coisa para que isso não aconteça. Tenho medo que isso me aconteça nos relacionamentos, que me canse da pessoa depois daquela fase de encanto, sei lá. Porque gosto de pessoas que me surpreendam. É difícil explicar...mas compreendo-te de certa forma.

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    3. Quanto mais experiência adquiro destas situações, mais acredito que os japoneses têm razão quando evitam as relações. Acho que delas advém mais problemas do que soluções.

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  2. Depende das pessoas com quem te relacionas, penso eu (ou quero acreditar nisso). Mas percebo e concordo com o que dizes.
    E a sério que os japoneses evitam as relações? Pelo menos não têm chatices.

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    1. Acho que não há exceções, por todo o lado se encontram problemas quando se tentam conjugar personalidades inconciliáveis.
      Sim, evitam. Creio que tenha por aqui algures, um "post" acerca desse fenómeno. Começa a tornar-se algo preocupante, dado que o índice de natalidade em terras nipónicas já é bem baixo...

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    2. Há pessoas que vemos logo que não vai dar. Outras que só tentando é que sabemos se são personalidades conciliáveis ou não.
      Portanto quem quiser evitar as complicações das relações é ir para o Japão. Pessoalmente não sei se iria. Não tenho relações logo não há chatices.

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    3. Não sei se será preciso ir para o Japão, seguramente não serei o único a pensar desta forma. Prefiro viver para mim do que andar a perder tempo com pessoas que querem mudar a minha forma de ser.

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    4. Pessoas que me queiram mudar ou que não me aceitem como sou (e não sou uma pessoa fácil por vezes) nem chego a ter relação nenhuma com elas, dispenso bem a presença delas. E mesmo numa relação temos que viver para nós e não apenas em função dos outros. Mas isto sou eu a falar na teoria, a minha experiência não é muita.

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    5. O problema é que depois querem que se viva para dois e isso destrói a individualidade do eu. Já passei por isso e não tenho interesse em repetir.
      A minha experiência já é bastante e cada vez mais me apercebo disto. Logo, presumo que o futuro seja de facto mais "i and i alone".

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    6. Mas também antes só que mal acompanhado não?

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  3. Eu também sou assim e nem sei disfarçar.As pessoas,para mim,ao fim de algum tempo deixam de ter encanto,deixam de ter interesse,deixam de ter piada,deixam...
    Gostava de ser diferente...
    Um beijinho*

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    1. Como seriamos se o fôssemos?
      Sê bem vinda, Til. ;)

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  4. lololol Somos dois! Hoje em dia, já acho que daqui a uns anos sou só eu e os gatos. A ver vamos...

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    1. Se forem eles uma melhor companhia, não será de todo um futuro desperdiçado. Pelo menos nunca te desapontam...

      Sê bem vinda, The Coacher. ;)

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