segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Exodus


A história repete-se, portanto, esta não constitui nenhuma novidade.

Os horrores da guerra levam a que as pessoas fujam, deixando para trás tudo aquilo que possuem. Bens, emprego, habitação, pátria - meros adereços que num caso de vida ou de morte, perdem todo o valor que alguma vez chamaram a si.

O drama a que hoje assistimos na Europa, deriva de múltiplos focos de conflito, despertados sob a égide dos mais elevados princípios morais, mas que na realidade encobrem secretos interesses financeiros e obscuros jogos de poder. 

A vontade demonstrada pelos Europeus em receber estas pobres almas não conseguirá solucionar o problema em causa. Será apenas um mero curativo mascarado de ato humanitário para que o mundo não entre em choque, nem assista horrorizado quando vê imagens de crianças afogadas.

Criamos vazios de poder nestes países, abrindo caminho a fanáticos religiosos. Pergunto-me qual será o preço final a pagar por mais esta estupidez?


Fox

6 comentários:

  1. É muito triste toda esta situação, as pessoas preocupam-se por uma 3ra guerra mundial mas acho que o mundo já está perante uma guerra com toda esta crise, é óbvio que uma guerra nestes tempos não pode ser como há alguns anos.. Como dizes, muita coisa está disfarçada e vão arrastando o problema. O certo é que estes conflitos dão lucro e há toda uma máfia por trás. Nós só somos bonequinhos que fazem parte do jogo de quem controla todo este desastre e na verdad não temos direito de "escolher governantes" Tento não pensar muito na situação porque é frustrante saber que não podemos fazer nada e que só estamos cá de passo neste jogo maluco.

    Acamartinez

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Aquilo que mais me preocupa, será sempre a incógnita acerca do elemento catalisador da III Guerra Mundial. Por que a sua chegada é inevitável, disso não haja nenhuma dúvida.
      Chegará uma vez mais por decisão dos "velhos" políticos mas será combatida pelos "jovens" herdeiros da sua nacionalidade. O problema será a sua magnitude, pois revelar-se-á a mais destruidora de sempre e irá levar-nos de volta à Idade Média.

      Bem visto, bonequinhos. Como se já não fosse frustrante o suficiente ser um peão neste jogo da nossa existência, ainda temos que suportar estes indivíduos a pretenderem assumir um papel de Deus.

      Eliminar
  2. Ontem soube que uma pessoa que aprecio tem um cancro fulminante e está muito mal, é uma mulher jovem cheia de vontade de viver mas pelos vistos isso não chega. E agora falamos da miséria mundial e pergunto-me porque estamos cá? Analisando tudo aquilo que dá cabo de nós (doenças, políticos, guerras, etc) estou convencida que estamos cá para viver cada minuto, tentar desfrutar ao máximo e ser felizes.

    Acamartinez

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lamento por ela.

      Não, não chega. No fundo, parece que se assemelha a um sorteio, no qual, uns possuem mais tempo do que outros.

      Aristóteles acreditava que a felicidade seria o bem supremo pelo qual tudo o resto se faria, não sendo em si mesmo um meio mas sim um fim.

      Eliminar
  3. Concordo com Aristóteles :)

    Acamartinez

    ResponderEliminar