Numa versão muito simplista, sim. A versão complexa é difícil, sem saber do que estamos exactamente a falar. Aquilo que tu consideras um erro, pode fazer todo o sentido para a outra pessoa. Ou pode, simplesmente, não ser capaz/não estar preparada/não querer deixar de o fazer.
Podes passar uma vida inteira a alertar alguém para que não cometa um determinado erro e esse alguém nunca conseguir ver esse erro como um erro e persistir... As razões podem ser diversas: diferentes percepções da realidade, modos de vida distintos, educação, meio ambiente, valores... Até quadros de patologia mental podes juntar à lista, assim como uma personalidade, pura e simplesmente, teimosa! Há quem se atire para o precipício vezes sem conta, apesar dos alertas dos outros, apesar de essa decisão intransigente lhes custar a vida. Ou o futuro. Ou o que quer que seja. As pessoas são muito complexas...
Eu sei que somos diferentes e aquilo que vivemos condiciona profundamente a forma como nos comportamos, mas a minha dedução lógica leva-me a não conseguir compreender por que razão tal acontece. Se nos queimamos na chama não deveríamos retirar a mão? Então na tua opinião, entendes que não nos devemos preocupar excessivamente com essas questões? Devemos simplesmente aceitar?
Há quem opte sempre por queimar-se... Muitas vezes, vá-se lá saber porquê! Na minha opinião, os outros têm duas opções: ou insistem na sua tentativa de parar o ciclo vicioso daquele que erra (correndo o risco de impor a SUA vontade - e, à partida, a menos que a pessoa seja considerada inimputável, pode ser encarado como um atentado à liberdade alheia, por mais altruísta e inocente que seja a intenção); ou aceita que aquela pessoa tem o pleno direito de cometer os erros que bem entender, quantas vezes quiser, pois é responsável por si e pelas suas acções e consequências. Complica, claro, quando essas acções também prejudicam os outros... Todo este meu comentário é perfeitamente passível de não passar de uma conversa da treta, pois a complexidade do ser humano não permite controlar todas as variáveis. Para além disso, difere também consoante a proximidade que existe entre as pessoas em causa, uma vez que os sentimentos minam a racionalidade.
É pá, apercebi-me que estou a ocupar muito espaço nesta caixa de comentários! ;) A culpa é tua que pedes opiniões acerca de assuntos difíceis; para mim, equivale a provocação... :)
Concordo. Especialmente pela via do "aceitar que aquela pessoa tem o pleno direito de cometer os erros". Insistir mesmo que para ajudar, deixa-me sempre com a sensação de que estou a interferir e a condicionar o livre arbítrio e isso não gosto de fazer.
Estás à vontade, Ana. Comentários com conteúdo são sempre bem vindos. ;)
A etiqueta diz tudo :)
ResponderEliminarUma pergunta que fica naturalmente sem explicação?
EliminarNuma versão muito simplista, sim. A versão complexa é difícil, sem saber do que estamos exactamente a falar. Aquilo que tu consideras um erro, pode fazer todo o sentido para a outra pessoa. Ou pode, simplesmente, não ser capaz/não estar preparada/não querer deixar de o fazer.
EliminarEu sei. É sempre um assunto muito melindroso de se abordar. Mas não deveríamos nós procurar aprender com aquilo que nos dizem?
EliminarDepende do valor que damos a quem nos diz as coisas...
EliminarCerto... Tens razão.
EliminarPodes passar uma vida inteira a alertar alguém para que não cometa um determinado erro e esse alguém nunca conseguir ver esse erro como um erro e persistir...
ResponderEliminarAs razões podem ser diversas: diferentes percepções da realidade, modos de vida distintos, educação, meio ambiente, valores... Até quadros de patologia mental podes juntar à lista, assim como uma personalidade, pura e simplesmente, teimosa!
Há quem se atire para o precipício vezes sem conta, apesar dos alertas dos outros, apesar de essa decisão intransigente lhes custar a vida. Ou o futuro. Ou o que quer que seja.
As pessoas são muito complexas...
Eu sei que somos diferentes e aquilo que vivemos condiciona profundamente a forma como nos comportamos, mas a minha dedução lógica leva-me a não conseguir compreender por que razão tal acontece.
EliminarSe nos queimamos na chama não deveríamos retirar a mão?
Então na tua opinião, entendes que não nos devemos preocupar excessivamente com essas questões? Devemos simplesmente aceitar?
Há quem opte sempre por queimar-se... Muitas vezes, vá-se lá saber porquê!
EliminarNa minha opinião, os outros têm duas opções: ou insistem na sua tentativa de parar o ciclo vicioso daquele que erra (correndo o risco de impor a SUA vontade - e, à partida, a menos que a pessoa seja considerada inimputável, pode ser encarado como um atentado à liberdade alheia, por mais altruísta e inocente que seja a intenção); ou aceita que aquela pessoa tem o pleno direito de cometer os erros que bem entender, quantas vezes quiser, pois é responsável por si e pelas suas acções e consequências. Complica, claro, quando essas acções também prejudicam os outros...
Todo este meu comentário é perfeitamente passível de não passar de uma conversa da treta, pois a complexidade do ser humano não permite controlar todas as variáveis.
Para além disso, difere também consoante a proximidade que existe entre as pessoas em causa, uma vez que os sentimentos minam a racionalidade.
É pá, apercebi-me que estou a ocupar muito espaço nesta caixa de comentários! ;)
A culpa é tua que pedes opiniões acerca de assuntos difíceis; para mim, equivale a provocação... :)
Concordo. Especialmente pela via do "aceitar que aquela pessoa tem o pleno direito de cometer os erros".
EliminarInsistir mesmo que para ajudar, deixa-me sempre com a sensação de que estou a interferir e a condicionar o livre arbítrio e isso não gosto de fazer.
Estás à vontade, Ana. Comentários com conteúdo são sempre bem vindos. ;)
Ora nem mais! ;)
EliminarObrigada.