Todo o cenário social está em plena transformação com o despertar digital que se encontra em curso. Múltiplas modificações dos nossos hábitos e comportamentos diários, agora também no campo emocional.
Uma procura que por vezes possui intenções mais supérfluas mas igualmente com uma crescente tendência para a criação de situações estáveis e duradouras.
Nesta entrevista à Exame Informática, Quintino Aires aborda pontos interessantes acerca da implementação das aplicações de encontros.
E vocês? Já se renderam a esta nova forma de socialização?
Fox

Até ao dia de hoje ainda não necessitei de aderir às aplicações online para conseguir socializar. Mas não descarto a hipótese de o vir a fazer no futuro pois cada vez é mais dificil conhecer pessoas no dia a dia.
ResponderEliminarAs aplicações são é demasiado supérfluas, mas também não é de admirar pois vivemos numa sociedade do descartavel onde se este não interessa faz switch e que venha e proximo...
Marta
Grande verdade. É difícil conhecer pessoas no dia-a-dia, especialmente as interessantes.
EliminarSerão as aplicações descartáveis ou as pessoas que pelo seu comportamento as tornam descartáveis?
Para mim só o facto de terem que existir essas aplicações para as pessoas conseguirem socializar já é um mau sinal.
ResponderEliminarAs aplicações não são descartáveis pois são apenas a consequência dos tempos modernos, pois se as pessoas passaram a viver só no mundo digital é normal que vão surgindo formas de socialização que sejam apenas digitais também.
As pessoas é que andam com as prioridades muito mal defenidas, pondo as aparências sempre em primeiro lugar.
Talvez eu seja um pouco antiquada nisto, porque para mim e apesar de ainda ser nova (28), não há nada que bata um bom e velho "tete-à-tete"
Marta
Sim, será reflexo do assunto que abordamos anteriormente, o afastamento social que vemos acontecer em todo o lado.
EliminarMas será que não colocamos sempre as aparências em primeiro lugar? No artigo, o Aires afirma algo de relevante - "Todas as relações começam com essa coisa de ser bonito ou feio. Só quem tem muita dificuldade em amar ou desistiu de amar é que inicia uma relação com alguém que não ache bonito ou bonita… claro que “o bonito” e “a bonita” é subjetivo; o que é bonito para uma pessoa pode não ser nada bonito para outra."
Concordo contigo em relação à importância do encontro presencial mas o meio digital pode ser uma boa forma de chegar a esse ponto. ;)
Sim, colocamos sempre as aparências em primeiro lugar e eu apesar de não concordar com isso infelizmente também o faço.
ResponderEliminarNão costumo concordar muito com o Quintino, mas nessa frase tem razão.
Acho que não conseguiria ter uma relação com alguem que não me atraia fisicamente.
E tu fox, és adepto dessas aplicações digitais? Ou melhor, desses catálogos digitais?☺
Marta
A longo termo, obviamente que não faz sentido, todavia é o elemento que nos faz reparar em alguém. Não vale a pena dizer o contrário.
EliminarTens toda a razão. Obviamente que existem particularidades mais relevantes que o aspeto físico mas este é crucial. Sem química física e sexual, toda a relação está condenada.
Sim, em certa medida sou. Gosto de socializar e este género de ferramentas é interessante nesse propósito. Isto quando elas se dão ao trabalho de responder...
Sim. Como em tudo na vida, têm coisas boas e coisas más, mas tudo depende do que fazemos com elas.
ResponderEliminarOra nem mais. Depende sempre do que fazemos com elas.
EliminarNo fundo são apenas ferramentas que possuem o intuito de simplificar a vida do humano, sob alguma perspetiva.
Tu fazes alguma coisa com estas ferramentas, Agridoce?
Eu não sei se diria que têm o intuito de simplificar, dado que também podem complicar. Mais uma vez, depende do uso que lhes damos.
EliminarJá experimentei uma dessas aplicações, sim.
Simplifica a distância e a aproximação. Seguramente nunca falarias com aquelas pessoas por outra via.
EliminarGostaste?
Talvez falasses com outras... Nunca saberemos!
EliminarFoi toda uma experiência sociológica. Com coisas boas, com coisas más. Mas sim, recomendo e não tenho nada contra, desde que estejamos preparados e conscientes do que aquilo é.
Sim, talvez. Mas "aquelas" não.
EliminarExcelente perspetiva. Experiência sociológica. Faz sentido, sim.