sábado, 6 de maio de 2017

Dating



Todo o cenário social está em plena transformação com o despertar digital que se encontra em curso. Múltiplas modificações dos nossos hábitos e comportamentos diários, agora também no campo emocional. 

Uma procura que por vezes possui intenções mais supérfluas mas igualmente com uma crescente tendência para a criação de situações estáveis e duradouras. 

Nesta entrevista à Exame Informática, Quintino Aires aborda pontos interessantes acerca da implementação das aplicações de encontros.

E vocês? Já se renderam a esta nova forma de socialização?


Fox

12 comentários:

  1. Até ao dia de hoje ainda não necessitei de aderir às aplicações online para conseguir socializar. Mas não descarto a hipótese de o vir a fazer no futuro pois cada vez é mais dificil conhecer pessoas no dia a dia.
    As aplicações são é demasiado supérfluas, mas também não é de admirar pois vivemos numa sociedade do descartavel onde se este não interessa faz switch e que venha e proximo...
    Marta

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    1. Grande verdade. É difícil conhecer pessoas no dia-a-dia, especialmente as interessantes.

      Serão as aplicações descartáveis ou as pessoas que pelo seu comportamento as tornam descartáveis?

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  2. Para mim só o facto de terem que existir essas aplicações para as pessoas conseguirem socializar já é um mau sinal.
    As aplicações não são descartáveis pois são apenas a consequência dos tempos modernos, pois se as pessoas passaram a viver só no mundo digital é normal que vão surgindo formas de socialização que sejam apenas digitais também.
    As pessoas é que andam com as prioridades muito mal defenidas, pondo as aparências sempre em primeiro lugar.
    Talvez eu seja um pouco antiquada nisto, porque para mim e apesar de ainda ser nova (28), não há nada que bata um bom e velho "tete-à-tete"
    Marta

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    1. Sim, será reflexo do assunto que abordamos anteriormente, o afastamento social que vemos acontecer em todo o lado.

      Mas será que não colocamos sempre as aparências em primeiro lugar? No artigo, o Aires afirma algo de relevante - "Todas as relações começam com essa coisa de ser bonito ou feio. Só quem tem muita dificuldade em amar ou desistiu de amar é que inicia uma relação com alguém que não ache bonito ou bonita… claro que “o bonito” e “a bonita” é subjetivo; o que é bonito para uma pessoa pode não ser nada bonito para outra."

      Concordo contigo em relação à importância do encontro presencial mas o meio digital pode ser uma boa forma de chegar a esse ponto. ;)

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  3. Sim, colocamos sempre as aparências em primeiro lugar e eu apesar de não concordar com isso infelizmente também o faço.
    Não costumo concordar muito com o Quintino, mas nessa frase tem razão.
    Acho que não conseguiria ter uma relação com alguem que não me atraia fisicamente.
    E tu fox, és adepto dessas aplicações digitais? Ou melhor, desses catálogos digitais?☺
    Marta

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    1. A longo termo, obviamente que não faz sentido, todavia é o elemento que nos faz reparar em alguém. Não vale a pena dizer o contrário.

      Tens toda a razão. Obviamente que existem particularidades mais relevantes que o aspeto físico mas este é crucial. Sem química física e sexual, toda a relação está condenada.

      Sim, em certa medida sou. Gosto de socializar e este género de ferramentas é interessante nesse propósito. Isto quando elas se dão ao trabalho de responder...

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  4. Sim. Como em tudo na vida, têm coisas boas e coisas más, mas tudo depende do que fazemos com elas.

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    1. Ora nem mais. Depende sempre do que fazemos com elas.
      No fundo são apenas ferramentas que possuem o intuito de simplificar a vida do humano, sob alguma perspetiva.

      Tu fazes alguma coisa com estas ferramentas, Agridoce?

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    2. Eu não sei se diria que têm o intuito de simplificar, dado que também podem complicar. Mais uma vez, depende do uso que lhes damos.

      Já experimentei uma dessas aplicações, sim.

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    3. Simplifica a distância e a aproximação. Seguramente nunca falarias com aquelas pessoas por outra via.

      Gostaste?

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    4. Talvez falasses com outras... Nunca saberemos!

      Foi toda uma experiência sociológica. Com coisas boas, com coisas más. Mas sim, recomendo e não tenho nada contra, desde que estejamos preparados e conscientes do que aquilo é.

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    5. Sim, talvez. Mas "aquelas" não.

      Excelente perspetiva. Experiência sociológica. Faz sentido, sim.

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