terça-feira, 2 de maio de 2017

Technology


O que estaremos nós a fazer de errado?

A sua função seria a de aproximar e incentivar a interatividade entre humanos, ultrapassando as limitações geográficas que nos castram a ação. 

Será mesmo isso que está a acontecer?


Fox

10 comentários:

  1. pos a tecnologia quando foi apresentada era esse o seu objectivo...
    mas infelizmente ela esta a ter o efeito contrario... cada vez afasta mais o humano...
    cada vez somos mais solitarios (e o pior é que em grande parte é por culpa nossa.. )

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    1. Penso que o período de aprendizagem ao meio tecnológico correu tão bem que agora já nem sabemos viver sem ele. Não sabendo separar os dois mundos, físico e digital, prejudicamos a nossa capacidade de viver a nossa vida. Sendo essa a que realmente conta.

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  2. Duas situações distintas: Como referido no post anterior, a tecnologia tende a afastar as pessoas, nos relacionamentos presenciais. É um facto. Mas que também depende de cada um fazer por contrariar.
    Pelo contrário, nas interacções à distância, é uma ferramenta preciosa! Nunca, como agora, conseguimos comunicar tão facilmente e no imediato, independentemente da distância geográfica!
    Um exemplo é o que estou a fazer, precisamente neste momento. A comunicar contigo e com quem te leia, apesar dos muitos quilómetros que nos separam.
    Se a comunicação é eficaz e satisfatória? Isso já são outros quinhentos...

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    1. Pelo que vejo, penso que se torne cada vez mais difícil de conseguir combater a influência que o meio digital possui sobre nós. Os avanços são tantos e tão bem pensados que se torna muito difícil de o conseguir.

      Sim, é poderosa. Mas de que adianta ser fabulosa à distância quando não sabemos aproveitar o que existe em nosso redor no mundo físico? Já nem me recordo do que é ver miúdos a jogar à bola na rua ou pessoas a conversar abertamente em bares.

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  3. Não vale a pena combater aquilo que, solidamente, faz parte integrante da nossa realidade quotidiana. Deve-se combater, sim, os efeitos nefastos que a tecnologia exerce em cada um de nós. E um dos efeitos mais comuns é, precisamente, confundir o real com o virtual e vice-versa (se bem que, pessoalmente, defendo que o virtual tem muito de real, uma vez que eu sou a mesma pessoa nos dois domínios e isso, penso, faz a diferença e permite-me estar relativamente à vontade nas minhas intervenções).

    Para quem tem um blog, que serve para comunicar virtualmente, estás a ser pouco generoso com as possibilidades que este mundo te apresenta, não te parece, Fox?

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    1. Combater como? A grande maioria está viciado neste sistema justamente por não o saber combater. O tempo passa e só vejo o fenómeno a alastrar.

      Não. Eu sei bem distinguir o real do digital e usar as valências de ambos. Não sacrifico a minha vivência no mundo real, em prol do que se descobre no espaço digital, no entanto, muitos não o conseguem fazer. No fundo, sei bem onde necessito de viver.

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    2. Combater os efeitos nefastos da tecnologia, no âmbito em que aqui falamos, é responsabilidade de cada um. Podemos contornar os males e, em última instância, afastarmo-nos, ignorando-os. É claro que só conseguimos controlar o que nos diz respeito, mas é como tudo na vida...

      Julgo que não me fiz entender; cá está uma grande limitação da comunicação virtual. Apesar disso, e pegando na tua interpretação do meu comentário, é muito saudável saber distinguir os dois mundos e viver o real o melhor possível. E eu sei que o fazes.

      Só uma ressalva, para completar o meu raciocínio: Impera, ainda, ter sempre presente que uma pessoa no mundo virtual É uma pessoa! I.e., é munida de sentimentos, opiniões, convicções e tudo o mais que a distingue. E, tantas vezes, somos testemunhas (e mesmo objectos) de distorção e maledicência, porque o outro se escuda nas sombras do virtual. Tristeza...

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    3. Claro, o problema é que não o conseguem fazer ou pelo menos não o tentam.

      Se todos o conseguissem fazer, estaríamos nós muito bem. Valorizar o virtual mas viver no real.

      Como dizes, será uma limitação da comunicação virtual. Somos pessoas mas nem todas são transparentes.

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  4. Vivemos numa era paradoxa onde apesar de a comunicação entre as pessoas ser cada vez mais fácil, elas se vão sentido cada vez mais sozinhas.
    Marta

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    1. Será essa a grande ambivalência da tecnologia. Por vezes tenho a impressão que sem as ferramentas que hoje possuímos seríamos bem mais felizes.

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