segunda-feira, 8 de maio de 2017

Thoughts


Alguém me explica por que razão temos tendência a viver recorrentemente pensamentos que não nos são benéficos?

Não tenho problema em ultrapassar as situações que terminam, pois entendo bem que é necessário avançar, mas dou por mim a recordar quem não deveria.


Fox

26 comentários:

  1. Eu dou por mim a questionar tudo e mais alguma coisa, o que também não é benéfico.

    Também o cérebro tem razões que a própria razão desconhece.

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    1. Será defeito de fabrico? O excesso de pensamento? Nem tanto pela situação ou pelo dano causado?

      Não era somente o coração?

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    2. Certamente. Resta saber se é "consertável".

      Parece que não.

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    3. Estamos condenados, Agridoce.

      Ah bom.

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    4. Deixa-me ter esperança, Fox. Por mim e por ti, se quiseres.

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    5. Já sabes que ter esperança em aplicar os mesmos métodos e esperar diferentes resultados nunca foi meu apanágio.
      Cada vez sei melhor aquilo que sou e aquilo que resulta dos meus atos, por isso não me adianta muito ter esperança em que seja diferente.

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    6. Então não te queixes dos pensamentos que o teu cérebro insiste em ter.

      (Mesmo não querendo, vou ter esperança por ti. Porque acredito que a aprendizagem nos faz evoluir e ser melhores, e sei que quanto mais te conheceres, mais conseguirás dominar este tipo de coisas.)

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    7. Eu não me queixei. Apenas queria que me explicassem. Que foi justamente o que fizeste.

      Hum... Se assim fosse, considerando o passado, eu já deveria ter capacidade de o dominar. Não consigo.

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  2. Eu não expliquei nada... Tomara eu ter explicação para isso! (bom, até teria, quiséssemos nós entrar aqui em divagações mais profundas...)

    Tendo tu mais de metade da tua vida à tua frente, esperavas já saber tudo? Não te sabia tão iludido!

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    1. Eu penso que me permitiste aferir que somos assim de nascença. Isso a mim explica-me imenso. Mesmo muito.

      Saberemos nós o tempo que nos resta? Não ouso saber tanto.
      Mas já vivi "imenso", o que me deveria ter fornecido significativa experiência de vida em situações complexas...

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  3. Fico feliz que essa conclusão te tenha sido útil mas... Eu não acho que sejamos assim de nascença!...

    Voltamos à arrogância ;)

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    1. Não? Não será característico?

      Já sabes como sou(mos)...

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    2. O que é isso de ser característico? Nós somos o que nascemos ou somos o que a vida nos que faz? Que características já são nossas antes de sermos gente? Voltamos a Platão?...

      Já sei como és, sim!

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    3. Eu diria que seria um 50%/50%. O meio terá uma influência abismal mas a nossa natureza condiciona imenso.
      Se quiseres podemos voltar. Ou a Freud.

      Pois, pois.

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    4. Acredito pouco nisso. Mas isto sou eu. Deixemos Freud e Platão no seu descanso.

      Pois.

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    5. Não acreditas que as pessoas se comportem pela sua natureza? Ou presumes que a sua natureza é condicionada somente pela influência do meio?

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    6. Acredito pouco no inatismo de Platão, confesso. Acho que o meio influencia, e muito, senão na totalidade.

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    7. Sim, seria bastante complexo nascer em full capacity e nunca sofrer a influência do meio, todavia, acredito que muito do registo já seja inato. Somente assim faria sentido dizer algo como "filho de seu pai".

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    8. Há muitos estudos sobre isso, sobretudo a nível de comportamentos violentos extremos e afins... Mas não sei se já houve grandes conclusões.

      Eu sou, sem dúvida, filha do meu pai. Mas porque fui educada por ele e porque aprendi com ele. Não sei se exactamente por herança genética ou o que quer que seja.

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    9. Será que sim? Serias muito diferente "longe" da sua educação? Não revelarias os traços genéticos? Eu presumo que sim, uma vez que algumas coisas não conseguem ser "ensinadas", como possuir um dom e no entanto pode retratar uma afinidade familiar.

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    10. Seria. Os traços genéticos seriam revelados em traços físicos e em doenças, eventualmente. Esses dons não será também eles fruto da componente física (ou fisiológica, vá)?

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    11. Quem sabe dizer a extensão desses traços?

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    12. Pois que ninguém. Bem tentam descobrir, mas sem sucesso.

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    13. Lá está. Assim não temos capacidade para aferir o nível de influência...

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  4. Fox pareces ser um homem tão decidido e tão para a frente mas no entanto ainda te deixas influenciar por essas pequenas coisas...
    A vida já me ensinou que ninguém é insubstituível, espero que te ensine a ti também ☺
    Marta

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    1. Eu sei que ninguém é insubstituível, essa lição já eu aprendi há imenso tempo. Mas como a Agridoce referiu, pessoas racionais tendem a pensar em demasia.

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