sábado, 15 de julho de 2017

Possession


Existe algo nas relações amorosas que me tira completamente do sério. A posse.

Normalmente, qualquer mulher aproxima-se tímida e insegura, sondando gentilmente o território que mais tarde procurará vir a dominar. Se o homem não tiver um H e não souber colocar os limites no devido sitio, acaba castrado no seu raio de operação. 

Será caso para se ver um leão transformar-se num gato. Foi o que aconteceu.

O C. era um sacana de um Leão. Fazia tudo ao seu bel-prazer e não havia quem o dominasse. Até um belo dia em que a sua atual companheira foi chegando devagar e conquistando o território. Agora passam-se semanas sem que ele cumpra os "rituais" que possuíamos há vários anos...

Já lhe disse que as mulheres vêm e vão mas os amigos ficam. Quando são estimados, claro.


Fox

10 comentários:

  1. Olha o meu hoje está no passeio enquanto eu estou a trabalhar.
    Gosto da "posse", mas sei até onde posso "exercer" isso. Ele tem direito a fazer o que quiser, não o proibo de nada, nem seria uma relação saudável se o fizesse.

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    1. Nem todas as mulheres conseguem entender isso e acabam por ver os amigos do companheiro como ameaças ao seu domínio.

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    2. Com os amigos não há problemas, agora se forem amigas talvez :D

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    3. Eu diria que há problemas nos dois casos. O comportamento possessivo dela está a criar celeuma entre nós todos. E na realidade, nós já "cá" estávamos muitos anos antes dela "existir".

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  2. Esse último parágrafo é discutível.
    As mulheres (e os homens) vêm e vão até se encontrar uma, ou um, que seja para a vida. Por outro lado, as relações de amizade são muitas vezes passageiras, amizades de circunstância.

    Eu sempre dei mais valor às relações românticas que às de amizade, e a coisa correu mal quando me relacionei com alguém que era o contrário - a relação começou a morrer quando escolheu passar a passagem de ano com o seu grupo de amigos e não comigo. Felizmente, hoje estou feliz com alguém que sente estas coisas como eu. Não tem (nem deve) haver posse, devemos sim relacionar-nos com pessoas semelhantes a nós.

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    1. Passageiras? Uma amizade com mais de 20 anos é passageira?

      Concordo, não deve haver posse, no entanto, ela existe em muitas relações.

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    2. Fox, eu disse que as relações de amizade são muitas vezes passageiras, não todas, obviamente. Estava, claro, a falar por mim. Nunca fui de grandes amizades e sempre dei mais valor às relações amorosas. Por isso, quando me encontrei numa relação com alguém que pensava dessa forma (que as mulheres vão e vêm mas os amigos são para sempre), não resultou. Não conseguiria estar com alguém que assuma desde o início que a relação será mais uma, se eu sempre quis um companheiro de vida.

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    3. "Um companheiro de vida"? Mas isso existe?
      Então as amizades podem ser passageiras mas as relações são para a vida?

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    4. Claro que existe, Fox. Algumas pessoas não encontram, outras encontram mais tarde, mas existe.

      Acho que não me entende. As minhas amizades sempre foram passageiras - não tenho paciência para as cultivar a longo prazo e aproveito a onda das circunstâncias. Por outro lado, sei desde sempre que quero partilhar a vida com um companheiro, sei que sou capaz dessa entrega e partilha. Isto sou eu, obviamente. Sou eu quem dá maior valor ao amor à amizade, é assim que sinto e é assim que vivo há 30 anos, sem nunca me ter arrependido. Não estou a dizer que é assim que deve ser, cada pessoa tem motivações e experiências diferentes. Pela minha parte, nunca daria mais valor a um amigo que ao meu namorado. Mesmo que a relação um dia termine, nunca me arrependerei de lhe ter dado prioridade.

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    5. Desconheço esse estatuto de companheiros de vida (considerando uma grande porção da vida adulta) mas dou o beneficio da dúvida.

      "Não tenho paciência para as cultivar" - Bem, lá está, tudo depende do grau de importância que é atribuído a uma relação. São escolhas.

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