Sofia dirigiu-se para o estúdio de fotografia, que já havia
sido preparado com antecedência. Ele foi
atrás e ajustou a iluminação.
A roupa que Sofia envergava, não salientava mais do que as
curvas do seu corpo. Uma camisa branca enfiada numas jeans justas com o
inevitável salto alto. O seu cabelo longo estava perfeito com um ar rebelde.
Desinibida, mexia-se com poses naturais que foram ficado
mais sensuais, mas não de forma exagerada. Certamente já seria o álcool a
controlar a sua ousadia. Ele ia-lhe dando umas orientações de postura e olhar,
aprovando quando ela conseguia o seu objectivo.
Ao fim de algum tempo, ele parecia satisfeito com o resultado.
Voltaram a sentar-se no sofá. Ela bebia mais um pouco,
enquanto ele via as fotos em grande plano no seu computador portátil.
- Para primeira tentativa, não está nada mal! - disse
sorrindo.
Ela
aproximou-se para ver melhor. Estavam perto, demasiado perto. Os olhares
chocaram e os lábios também. Entre a fogacidade dos beijos quentes, o desejo há
muito que tinha tomado conta dos seus corpos. Mãos desenfreadas tatearam e
arrancaram a roupa que ficou espalhada pelo chão. A busca de se saciarem um no outro
foi instintiva. Um impulso que habitava algures dentro de ambos, desde aquele
primeiro olhar trocado na estação, explodiu.
Sofia fê-lo deitar-se no sofá, gatinhando suavemente sobre o
seu peito enquanto o beijava. Procurava o domínio da situação, queria fundir-se
nele e libertar todo o seu desejo. Quando tateou à sua procura encontrou-o
duro, quente, latejante. Ficou inebriada. Sentia-se dominante, húmida,
sequiosa. Introduziu-o dentro de si. Quando por fim se tocaram, libertaram um
expressivo arfar. Sofia sentia-o finalmente como um todo, num plano sensorial
muito mais amplo do que esperava.
Através de aprazíveis movimentos, impôs o ritmo que
desejava. Os seus olhares estavam ligados entre si, expondo o brilho do desejo.
Comandava uma cadência de penetração rítmica, como a de um comboio em
andamento, até que o orgasmo uníssono e explosivo lhe deitou a cabeça para trás
e a sua face se contraiu num esgar de prazer. Caiu como que abatida por uma
bala invisível em cima do peito dele. Ele abraçou-a, suspirou, beijou-a nos
seus lábios molhados.
O
tempo ficou suspenso num abraço entre corpos suados e ofegantes. Transparentes
espirais de calor emanavam da sua pele. Os olhos perdidos no vazio. As mentes
leves como penas. Os corações apressados.
Algo
tão intenso como ambos tinham vivido desde que se conheceram, podia nem ter
acontecido, mas a verdade, é que a sorte quis que o Amor nascesse entre eles. E
o que podia ser fugaz, teve a sua chance para se tornar duradouro e real!
Fox + Ana Mar