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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Sex VIII


Rodo a torneira e deixo que a água caia quente sobre os meus ombros. Fecho os olhos e deixo-me cair num transe relaxante.

Abres a porta e entras sorrateiramente sem fazer qualquer barulho. A graciosidade com que te moves esconde um porte felino e delgado. Aguardas encostada ao frio azulejo, enquanto me admiras por entre pequenas espirais de fumo quente.

Rodo novamente a torneira e abro os olhos. Sacudo a cabeça e desperto do entorpecimento que o calor me induziu no corpo. Vejo um vulto de formas curvilíneas atrás do vidro. Sorrio.

Abro a porta e vejo-te a morder o lábio. O teu olhar percorre as gotas de água que escorrem pela minha pele. Ajoelhas-te.

Agarro-te pelo cabelo num aperto forte e encaminho-te.


Fox

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Sex VII



Chegas junto a mim, descalça e sem provocar um único ruído. Colocas-te de perfil e puxas a lingerie. Mostras com orgulho a marca que tens. Mais uma.

A marca é pequena mas adoras quando a mostras. Não pelo que é mas pelo que representa.

Agarro-te pela lingerie e puxo-a com um movimento. Empurro-te contra a parede e encosto-me a ti. Respiro sobre o teu pescoço enquanto sorvo o teu cheiro.

Afasto-te as pernas. Arrepias-te.


Fox

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sex VI



Moves-te até à cadeira com a graciosidade de um felino. Debruças-te sobre o seu espaldar e aguardas que repare em ti. Olhas por cima do ombro e trincas o lábio. O teu olhar cerra-se sobre mim.

Encostado à porta, sorrio aquele sorriso. Aquele que te dispara um arrepio que te percorre a espinha e eriça a pele.

Mostras-me a língua com que lambes os lábios. Cada fibra do teu corpo clama por mim. Mesmo antes de te tocar, já a tua mente divaga com a sensação de calor que esse momento te provoca.

Aproximo-me de ti com a calma de quem controla o tempo. Trinco-te o lábio sem qualquer pudor. Ergo a mão e deixo-a cair pesada sobre a tua nádega. Tremes.


Fox

sábado, 7 de janeiro de 2017

Sex V



De corpos colados, recuperamos o fôlego que perdemos. A inspiração é acelerada e o suor escorregadio. O aroma é nauseabundo e o sabor adocicado.

Não existiam regras. Não existia limite.

Apenas um embate mortífero entre os animais que somos mas mantemos aprisionados. 

Eu libertei-te e tu libertaste-me.  


Fox

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sex IV



A sedução é negra. E mais negros somos nós.

Na claridade de um dia radioso, a luz trespassa o vidro e enche o quarto com vida. Sentas-te na cadeira, de perna cruzada e aguardas pacientemente que eu acorde.

A paciência é a arma dos determinados e a sua recompensa é sorvida com relegado deleite.

À primeira contração da pupila, descruzas  as pernas e permaneces segura e determinada. Queres pedir sem pedir aquilo que já pediste.

Levanto-me, nu e decidido. Não fui eu quem acordou, foi ele. Agarro-te o pescoço com a determinação violenta que me despertas com um olhar. Beijo-te uns lábios quentes e suculentos. Ajoelho-me.

A sedução é negra. E mais negros somos nós.


Fox

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Sex III



Deitas-te na cama e cerras os olhos.

A escuridão abraça-te e o silêncio sussurra-te ao ouvido.
O teu corpo aquece e a tua mente viaja.

Recordas o toque que te percorria o corpo com a suavidade de uma pena, mesmo antes de te agarrar com a convicção de quem te quer magoar. 

Aquele controlo perfeito que te levava à loucura antes de enlouqueceres. 

Aquele arranhar que te deixava a pele dolorosa e a alma excitada. 

Aquela possessão que te possuía para que te possuísse.


Fox

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Sex II


Sinto falta.

De te encurralar contra a parede. 

De te olhar profundamente nos olhos com o fogo que me consome. 

De te fazer tremer com a minha presença.

De te deixar húmida com o peso da minha respiração.

De te agarrar pelo cabelo com determinação.

Sentes falta.


Fox

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Sex



O tocar, o arranhar, o marcar... 

Sinto falta daquelas sensações incontroláveis que me explodem no interior, libertando uma fúria possessiva quando sinto o cheiro da pele.

Leva-me nesse caminho escuro e pegajoso que me solta o animal que enclausuro dentro de mim. 

Acorda-o, enfrenta-o e sacia-o.


Fox

sábado, 5 de novembro de 2016

Ticket



Não sei quando é que me quebrei ou se sempre fui assim, mas quando penso no sexo... Reverto aos princípios mais animalescos e isso não é dizer pouco acerca de mim.

Existem os fofinhos. Existem os calmos. Existem os nervosos. Existem os românticos. Existem os stressados. Existem os inexperientes. Existem os contorcionistas. Existem os imaginativos. Depois existem os animais.

Estes deixam marca onde colocam a mão. Nem todas conseguem lidar com estes, o que torna tudo muito mais complicado.

Esta força motriz que se desperta e acumula dentro de mim torna as coisas mais difíceis de controlar. Tento não pensar em nada, deixando o tempo passar e acalmar-me a mente, mas deve ser pior. O corpo clama por libertação.

Tudo isto podia ser mais simples. Devia ser mais simples.

Aquelas que o conseguem, podiam tirar senhas e simplesmente chegar e dizer "é a minha vez"...


Fox

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Restart IV




Enquanto ele a lambia, ela percorria o seu memorial de experiências sexuais. Não encontrou nenhuma comparação humanamente possível. Pareceu-lhe ser este, o mais próximo que ela algum dia imaginou estar de um canídeo, em termos sexuais. A coordenação e habilidade em utilizar a língua, aliás, a falta delas, deveria ser perfeitamente comparável, assim como a aparente impossibilidade de se cansar de a usar. No princípio pareceu bastante estranho mas depois de ser lambida em todos os cantos, ela estava a ficar verdadeiramente excitada. Rapidamente se ouviu a arfar.

Deu-lhe um forte puxão no cabelo e puxou-o para cima. Ele dirigiu-se imediatamente à sua boca. Os seus lábios carnudos eram puramente irresistíveis. As suas línguas dançaram juntas e separadas, num contato algo tosco. Ela sabia bem o que fazia. Ele não. Já era tarde demais para parar, para o bem ou para o mal, teria de ir até ao fim. Mas também não adiantava de muito alongar a experiência. Procurou-o com a mão e sentiu-o duro. Bem duro. Sorriu.

Encostou gentilmente os lábios à sua orelha e sussurrou-lhe:

- Vá, possui-me forte e feio! Prometo que aguento...

Rodou o corpo, baixou-se, colocou-se de quatro no chão e aguardou com expetativa.

Ao ver aquele rabo empinado e a enorme quantidade de lubrificação que lhe corria pelas pernas, o seu instinto fê-lo ficar louco de desejo. Só lhe faltava uivar… Desapertou o cinto, baixou as calças, colocou-se de joelhos e penetrou-a com uma brutalidade anormal. Ela acusou o desconforto do gesto animalesco mas não se queixou. Começava a gostar de sentir a dor. 

Ele agarrou-a firmemente pelas ancas e iniciou um ciclo vigoroso e agressivo. A cada investida, as suas unhas deixavam marcas na pele morena e propagava-se uma batida seca, seguida de um gemido.

Era notória a sua falta de destreza mas a forma rude com que ele a tratava deixava-a verdadeiramente excitada. A sua respiração começou a ficar cada vez mais pesada e as sensações que lhe percorriam o corpo eram deliciosas. Tinha a pele arrepiada e sentia-se maravilhada com aquela agressividade. Melhor sensação do que a que estava a sentir, só se recebesse umas palmadas no rabo.

- Bate-me!

- O quê?!

- BATE-ME! – Gritou ela com autoridade na voz.

Era tarde demais. Ele desconcentrou-se e não se conseguiu controlar. Se é que o sabia fazer de todo. Soltou um gemido que se pareceu com um uivo. Veio-se dentro dela. Ela sentiu o líquido quente e pegajoso a escorrer, assim que ele saiu de dentro dela. Havia algo naquele contato distante e animalesco que lhe despertava um fogo incontrolável. Sorriu.

Ele sentou-se, encostou-se ao contentor do lixo e procurou recuperar a respiração. Ela levantou-se, sacudiu as mãos, ajeitou o vestido e saiu. Ele chamou-a e esticou o braço para a agarrar. Ela ignorou o gesto e seguiu. Dirigiu-se ao elevador. O seu caminhar era novamente confiante e decidido. Sorria.

Agora sabia o que lhe faltava. O vizinho do 4D tinha-lhe mostrado. Ele não tinha a experiência que ela necessitava mas certamente alguém a teria…

Fox

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Restart III




Ajustou o vestido, puxou as mamas para cima, arranjou o cabelo e seguiu-o, caminhando com um porte gracioso. O vizinho do 4D já estava a deitar o saco para dentro de um dos contentores quando ela entrou e fechou a porta atrás de si. O ambiente daquela divisão era sombrio e o ar que lá dentro se respirava era fétido, criando uma sensação quase claustrofóbica. Ela sentiu a temperatura subir bastante assim que entrou.

Ele virou-se e olhou-a com um ar de genuína incógnita, perguntando-se por que razão ela o teria seguido até ali.

- Qual é a forma mais antiga do mundo para solucionar problemas? – Disse ela com bastante calma, ostentando um sorriso de enorme desafio.

A cara dele era um misto de espanto e volatilidade. Deu dois passos na sua direção e ficou apenas à distância de um sopro. Tocou-lhe nas mamas e disse com um rosto indecifrável:

- Ora, é esta.

Ela mordeu o lábio e deu-lhe um empurrão. Ele ficou enfurecido com o seu gesto e cerrou os punhos. Os seus olhos cruzaram-se com a mesma fogosidade de um sol ardente. Ela ultrapassou a distância que os afastava e atirou-se aos seus lábios com um desejo animal. Ele libertou o apetite que trazia acumulado e beijou-a com uma agressividade quase violenta. Foi o início de uma batalha de egos exacerbados pela descoberta daquele que dominava mais.

Empurrões, arranhadelas, apertos, tudo valia para mostrar o desejo que ambos sentiam a explodir no seu interior. Ele enterrou a cara entre as mamas e lambeu-lhe a pele com clara ausência de um sentido de oportunidade. A sua falta de habilidade era notória, tinha garra mas não tinha a experiência. Ela sentiu-se desiludida. Agarrou-lhe o cabelo e empurrou-lhe a cabeça para baixo. Estava na hora de mostrar quem mandava.

- Para baixo. - Disse ela com voz autoritária.

Ele obedeceu e colocou-se de joelhos. Ela subiu o vestido e revelou as suas voluptuosas pernas com as meias de ligas. Vê-la sem roupa interior deixou-o ainda mais empolgado. De mão firmemente presa no seu cabelo, ela guiou-o para onde o desejava sentir. Ele compreendeu a mensagem e usou a língua como era suposto. A delicadeza não era nenhuma mas esta dececionante surpresa trazia-lhe uma nova experiência.


Fox

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Restart II




O elevador abriu as portas dois pisos abaixo da superfície. Estava escuro como a noite mas ela conhecia a topologia do espaço. Caminhou confiante até ao seu destino. Apontou o comando e pressionou o botão. Nada. Pressionou novamente. Nada. Pressionou novamente. Nada. Bufou, irritada. 

Observando o comando com um olhar muito pouco entendedor, procurou descortinar por que razão o automóvel não destrancava as portas. Seria falta de pilha? Estaria avariado? Não conseguiu descobrir. Inseriu a chave na fechadura e abriu a viatura. Sentou-se. Inseriu a chave na ignição e rodou. Nada. Rodou novamente. Nada. Rodou novamente. Nada.

Bateu no volante e gritou cheia de raiva. O dia começava de forma complicada. Junto à casa do lixo, o vizinho do 4D observava a triste cena com um saco de plástico preto na mão e um sorriso de escárnio nos lábios. 

“Mulheres” - pensou para si mesmo abanando a cabeça.

Dentro do carro, ela começava a desesperar. O automóvel não dava sinal de vida e ela queria sair. Logo hoje que tinha vontade de espairecer, gastar dinheiro, tentar a encontrar um novo caminho, acontecia-lhe isto. Quase com as lágrimas nos olhos procurou o telemóvel dentro da carteira. Procurou mas não o encontrou. Ele aproximou-se da viatura, silencioso como um gato.

- Precisa de mama. – disse ele numa voz rouca e autoritária.

- Desculpe?! Preciso do quê?! – respondeu ela de forma bastante agressiva.

- O carro. Precisa de receber “mama”. Energia para a bateria.

- Mama? Bateria? Não percebo nada do que me está a dizer.

- Abra o capot. Eu vou buscar o meu carro.

Assim que deu a ordem, virou costas e desapareceu em direção ao fundo da garagem. Ela ficou parada com o telemóvel na mão, a ver as costas espadaúdas do moreno do 4D afastarem-se. 

- Abro o capot?! Mas já manda?

Alguns instantes depois, ouviu-se o poderoso som de um motor. O vizinho do 4D parou o seu jipe em frente ao automóvel dela. O capot continuava fechado. Ele saiu com os cabos na mão e olhou-a nos olhos. Ela respondeu com desafio ao contato visual.


Fox

terça-feira, 28 de junho de 2016

Restart





O dia havia amanhecido soalheiro, quatro horas antes de ela acordar nua e sozinha na sua cama. Novamente. Andava a perder a noção das horas depois de ele se ter ido. De vez.

Abriu os seus enormes olhos verdes e absorveu os raios de sol que entravam pelas frinchas dos estores. Perguntou-se se teria coragem de sair à rua e fazer algo de diferente. Algo que combatesse aquela letargia em que se tinha colocado. As férias iam terminar sem que ela tivesse realmente feito algo de substancial.

Levantou-se e dirigiu-se à casa de banho. Olhou o espelho e viu-a. Viu-se. Alta, voluptuosa, tez morena, cabelo loiro escuro, olhos verdes e uma boca deliciosa, carnuda e perfeitamente delineada. Esboçou um ligeiro sorriso e tocou o seu peito, afinal nem tudo poderia estar perdido. Tinha bem mais do que a maioria poderia desejar. Ainda continuava a ser um deslumbre de mulher, um sonho ardente para a maioria dos homens. A confiança voltava a si.

Abriu a porta de vidro e deixou cair a água quente sobre aquele corpo torneado e faminto, tocando-se enquanto se lembrava dele. Estava húmida. Tinha saudades de beijar, tocar, lamber, abraçar, chupar... Saudades de libertar a fera que habitava nela e que rugia para saborear o adocicado aroma de dois corpos suados. Os seus dedos percorreram rapidamente e com grande destreza os seus pontos mais erógenos. Conhecia-se bem demais, conhecia bem demais a anatomia de um corpo. Atingiu rapidamente o clímax explodindo num grito corpóreo e libertador. Deixou a água levar as impurezas da pele com renovada confiança e satisfação. Os seus orgasmos eram diferentes, alimentavam-lhe o ego.

Dirigiu-se ao quarto de vestir. Observou serenamente, a enorme coleção de roupa à sua disposição. Ignorou por completo a seção da roupa interior, uma vez que o dia estava quente e ela gostava de se sentir livre. Calçou umas meias de ligas negras, escolheu um vestido azul-escuro bastante justo e calçou uns high heels negros. Olhou-se no espelho e sorriu de forma sensual. Sentia-se bem, sentia-se poderosa, sentia-se ela mesma. Pegou na carteira, nos óculos de sol, nas chaves do carro e saiu.


Fox

terça-feira, 17 de maio de 2016

Dangerous



Sempre me disseram que eu era perigoso. 

Isso nunca foi propriamente uma novidade para mim, pois sei que com um pouco de "espaço", liberto uma outra personagem.

Só não sabia o quanto o consigo ser quando retiro todas as limitações...


Fox

sábado, 17 de maio de 2014

Warm day


Com tantos dias em que a chuva foi rainha e senhora do nosso pensamento, quase nos esquecemos como deslumbrantes conseguem ser os dias de sol. 

Todo um estado de espírito colorido se liberta e expõe da melhor forma possível. Segundo dizem, nos dias em que se sente uma grande presença do calor ocorrem alterações na estrutura hormonal do humano.

Se ocorrem não estão à vista, contudo, as indumentárias que as jovens optam por utilizar nos tempos correntes para enfrentar estas agrestes condições climatéricas, são bem visíveis e deixam-me deveras entusiasmado...

Preciso de sexo.


Fox

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Freeze


Por vezes temos momentos estranhos, perante os quais congelamos. Naquele instante, tudo aparenta ser tão evidente que nem parece ser real. Hoje foi um desses dias.

Sossegado nas minhas lides, "tropeço" num video que me suscitou o interesse. Abro-o. Visualizando o mesmo, congelo. 

Parece-me familiar em demasia. É impossível! Não pode ser! Destruí todas as cópias. Ou será que não? Poderá ela ter alguma? 

Continuo a ver. Termina. Respiro de alivio.

Realmente não era. Ainda bem.


Fox

quinta-feira, 17 de abril de 2014

The Train X

Sofia dirigiu-se para o estúdio de fotografia, que já havia sido preparado com  antecedência. Ele foi atrás e ajustou a iluminação.

A roupa que Sofia envergava, não salientava mais do que as curvas do seu corpo. Uma camisa branca enfiada numas jeans justas com o inevitável salto alto. O seu cabelo longo estava perfeito com um ar rebelde.

Desinibida, mexia-se com poses naturais que foram ficado mais sensuais, mas não de forma exagerada. Certamente já seria o álcool a controlar a sua ousadia. Ele ia-lhe dando umas orientações de postura e olhar, aprovando quando ela conseguia o seu objectivo.

Ao fim de algum tempo, ele parecia satisfeito com o resultado.
Voltaram a sentar-se no sofá. Ela bebia mais um pouco, enquanto ele via as fotos em grande plano no seu computador portátil.

- Para primeira tentativa, não está nada mal! - disse sorrindo.

            Ela aproximou-se para ver melhor. Estavam perto, demasiado perto. Os olhares chocaram e os lábios também. Entre a fogacidade dos beijos quentes, o desejo há muito que tinha tomado conta dos seus corpos. Mãos desenfreadas tatearam e arrancaram a roupa que ficou espalhada pelo chão. A busca de se saciarem um no outro foi instintiva. Um impulso que habitava algures dentro de ambos, desde aquele primeiro olhar trocado na estação, explodiu.

Sofia fê-lo deitar-se no sofá, gatinhando suavemente sobre o seu peito enquanto o beijava. Procurava o domínio da situação, queria fundir-se nele e libertar todo o seu desejo. Quando tateou à sua procura encontrou-o duro, quente, latejante. Ficou inebriada. Sentia-se dominante, húmida, sequiosa. Introduziu-o dentro de si. Quando por fim se tocaram, libertaram um expressivo arfar. Sofia sentia-o finalmente como um todo, num plano sensorial muito mais amplo do que esperava.

Através de aprazíveis movimentos, impôs o ritmo que desejava. Os seus olhares estavam ligados entre si, expondo o brilho do desejo. Comandava uma cadência de penetração rítmica, como a de um comboio em andamento, até que o orgasmo uníssono e explosivo lhe deitou a cabeça para trás e a sua face se contraiu num esgar de prazer. Caiu como que abatida por uma bala invisível em cima do peito dele. Ele abraçou-a, suspirou, beijou-a nos seus lábios molhados.

            O tempo ficou suspenso num abraço entre corpos suados e ofegantes. Transparentes espirais de calor emanavam da sua pele. Os olhos perdidos no vazio. As mentes leves como penas. Os corações apressados.

           Algo tão intenso como ambos tinham vivido desde que se conheceram, podia nem ter acontecido, mas a verdade, é que a sorte quis que o Amor nascesse entre eles. E o que podia ser fugaz, teve a sua chance para se tornar duradouro e real!


Fox + Ana Mar

segunda-feira, 14 de abril de 2014

The Train IX

A campainha tocou. Ele sentiu um arrepio na espinha. Dirigiu-se à porta. Tinha tentado arrumar o mais possível o loft mas o resultado não estava muito perfeito. Teria de servir.
Espreitou pelo óculo da porta, confirmando que era Sofia quem tocava à campainha. Respirou fundo e abriu a porta exibindo um sorriso.

- Olá.

- Olá, Sofia. Sê bem vinda ao meu humilde palácio. Entra. – convidou ele sorrindo

- Wow. Isto é muito giro. – disse ela com um ar espantado

- Não é muito mas é meu. Serve-me bem nas minhas necessidades. Fica à vontade.

Enquanto Sofia entrava dentro da divisão sem divisões, ele dirigiu-se à cozinha. Ouvia-se uma música de fundo que enchia o espaço de ritmo e harmonia, um certo aconchego numa casa tão ampla. Quando voltou para junto dela trazia uma garrafa e dois copos.

- Pensei que talvez quisesses descontrair um pouco antes de começar a sessão. Queres um pouco? – pergunta ele de garrafa na mão

- Bem e por que não? – responde ela com um sorriso

Sentados confortavelmente no sofá, rapidamente encadearam uma bela conversa que muitas gargalhadas suscitou. Trocaram olhares cúmplices e muita foi a história que partilharam entre si. O tempo passava sem ninguém o ver, assim como o conteúdo da garrafa que desaparecia sem ninguém notar. No final estavam os dois bastante mais desinibidos do que alguma vez julgaram que seria possível, ele só esperava não fazer nenhuma parvoíce.

- O teu sorriso é divinal. Tens os lábios muito bem delineados. Perfeito. – disse ele, enquanto pegava numa máquina que tinha junto de si e começava a tirar fotos.

- Se começas com os elogios fico sem jeito e coro.

Ele começava a estar concentrado no que fazia e continuou a tirar fotos de vários ângulos diferentes.


Fox + Ana Mar

quinta-feira, 10 de abril de 2014

The Train VIII

              - Adeus.

             - Fica bem, Sofia.

         - Em breve, digo-te alguma coisa. -  acenou-lhe e seguiu o seu caminho contrário ao dele.

Joel ainda ficou a vê-la partir. Não conseguia desviar o olhar. Ainda não. Seria bom tê-la nos seus braços um dia. Aquele “em breve” e a hesitação dela na despedida, davam-lhe a sensação de algo promissor.

Apanhou boleia com alguém que o esperava, enquanto ela apanhou um táxi. Passou pelas ruas luminosas da baixa, onde o seu olhar se perdia em pensamentos e nos lábios, um sorriso teimoso persistia.

Sofia, tentou viver os dias seguintes sem grande ansiedade, mas era tarefa praticamente impossível. Estava com dificuldade em concentrar-se no seu trabalho porque o seu pensamento voava para outro lado.

Decidiu ligar-lhe a dizer que aceitava fazer a tal sessão fotográfica. Marcaram para daí a uma semana. Esse telefonema foi o início de uma longa troca de mensagens e chamadas. As longas conversas foram escalando ainda mais o interesse. Foram-se conhecendo, falaram de viagem, experiências e gostos pessoais, de defeitos e manias. Ao fim de uns dias, já fantasiavam com a ideia de se encontrarem nos braços um do outro.

No fim-de-semana em que Sofia voltava ao Porto, ficaram de se encontrar no estúdio dele.


Fox + Ana Mar

segunda-feira, 7 de abril de 2014

The Train VII

O sono que julgou vir a sentir não se confirmou, ela era bela demais para causar sonolência a alguém humano. Assim fez o resto da viagem, a observar enquanto ela dormitava numa pose um pouco estranha. Lá fora, a sombra de uma paisagem indefinida corria numa velocidade louca, mas dentro da carruagem, tudo corria vagarosamente.

Quando o comboio por fim parou em Santa Apolónia, Sofia ainda dormia. Depois de lhe retirar a mala do compartimento de bagagens, colocou-lhe a mão no braço e abanou-a suavemente. Ela não demorou a abrir os belos olhos e dirigir-lhe um suave sorriso.

- Chegamos. – disse ele.

- Já? Adormeci. – respondeu ela enquanto esticava o corpo.

- Vou levar a tua mala para a gare enquanto te preparas.

Sofia levantou-se procurando livrar-se do entorpecimento que sentiu ao acordar. Pegou no resto das suas coisas e dirigiu-se para a saída. Pelo vidro, viu-o parado na estação, de cigarro aceso e com a mão numa enorme mala rosa choque. Tinha por fim terminado a viagem em conjunto. Saiu da carruagem que a levou até ali.

- Obrigada pela atenção. Parece que só te dei trabalho durante a viagem. – disse ela.

- Ora essa, não custou nada. Tive muito gosto em te conhecer, ainda que apenas por duas horas. – respondeu ele com um sorriso nos lábios.

- Bem, parece que é aqui que nos despedimos então. – disse-lhe enquanto mordia o lábio.

Ele olhou-a bem fundo nos olhos e por momentos sentiu uma tensão quase palpável. Nesse momento viu-a frágil. Hesitante.


Fox + Ana Mar