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quinta-feira, 3 de abril de 2014

The Train VI

Se já antes tinha corado, com aquele elogio ficou mesmo vermelha. O sangue aflorou na sua pele, por norma, tão alva.
Iria mentir, se dissesse que não se tinha já imaginado como modelo de uma produção fotográfica, mas isso era só uma fantasia sem sentido. Joel tinha-lhe dito que ter uma foto dela no seu portfolio, seria certamente uma mais-valia.

- Pensa nisso e depois dá-me uma resposta. Tens aqui o meu cartão.

- Ok, vou pensar nisso. - disse ela, com o café numa mão e o cartão na outra.

- Não sei como me sairei numa situação dessas. Se fico inibida... se... - começou a sorrir com um certo embaraço.

- Só tentando... De certeza que te vais ver como nunca te viste. - disse-lhe, piscado o olho com um sorriso.

- Ganhas tu umas boas fotos e ganho eu também. Isto parece sempre um cliché de engate... mas o objectivo em relação às fotos, é estritamente profissional. - mostrou-se com um ar sério e continuou.

- Não sou eu que abordo as modelos. Normalmente, quando alguém se aproxima de pessoas que não o são, com esta conversa, há que sempre desconfiar um pouco das intenções... O que é compreensível. Afinal de contas, é alguém que não se conhece de lado nenhum. Mas pronto... vi algo especial em ti e é apenas para um trabalho meu. Espero que aceites. - pontuou a frase com a mão no seu ombro ao de leve.

Sofia ficou pensativa. A ideia agradava-lhe, principalmente por poder voltar a vê-lo. O resto, era só algo que podia ser engraçado de experimentar e ver o resultado.

Entretanto, voltaram aos seus lugares. A conversa esmoreceu um pouco. A viagem começava a torna-se cansativa e o café que tomaram, não surtiu grande efeito. Ambos relaxaram com a cabeça encostada no banco e o olhar perdia-se no seus próprios reflexos na janela.

A noite era como um manto negro. No local por onde passavam, não havia iluminação e por isso, também nada se distinguia na paisagem.

A cadência do comboio conduzia ao estado de sonolência. As suas pernas tocaram-se por acidente, quando Sofia se tentava aninhar um pouco no banco. De vez em quando fechava os olhos por momentos, enquanto ele mantinha-se entretido a observá-la discretamente.


Fox + Ana Mar

segunda-feira, 31 de março de 2014

The Train V

Sofia anuiu ao seu pedido. Afinal de contas, teriam de ali permanecer durante as próximas horas, sendo que um bom café caia sempre bem.

A carruagem do bar trouxe um novo alento ao diálogo entre os dois desconhecidos. Sorrisos e olhares cúmplices acompanharam a cafeína do líquido que levavam aos lábios. A fotografia era uma paixão para ele e uma curiosidade para ela, por isso o tema orbitou nessa dimensão. Quando ele falava, a emoção das suas palavras tornava-se intensa e de algum modo, isso pareceu refletir-se na atenção que Sofia lhe dirigia. Por sua vez, a atenção que ele recebia aumentava a observação da face de Sofia. O seu perfil parecia esculpido em mármore, uma perfeição de traços para fotografar.

- Já alguma vez foste fotografada? - perguntou ele.

- Fotografada? Claro, todos nós já o fomos, numa ou outra situação. - respondeu ela com um sorriso nos lábios.

- Quero dizer, “realmente” fotografada… Um trabalho a pensar apenas em ti e nos teus traços faciais.

- Ah. Desse género não. – disse sofia corando.


- Tenho a impressão que seria um trabalho fabuloso. És deslumbrante, por isso o resultado não podia ser inferior a essa condição.


Fox + Ana Mar

quinta-feira, 27 de março de 2014

The Train IV

Decidiu tocar-lhe no ombro e perguntar-lhe. Não teria pedido ajuda, como uma donzela em apuros, se não precisasse realmente de uma mãozinha. Sempre que podia fazer algo sozinha, fazia, mas não era o caso. 

Ele prontamente a ajudou, levantando a sua velha mala pesada com grande agilidade. Ela agradeceu-lhe o gesto e ele devolveu-lhe um sorriso. 

Ficou entusiasmada com a oportunidade de o ter como companheiro de viagem. Passou tão perto dele, que quase podia sentir o calor que emanava do seu corpo. Sentou-se no seu lugar ao lado da janela. O destino levou-os a que fizessem a viagem de frente um para o outro, rumo à mesma estação.

            - É uma Leica que tens nas mãos? - disse Sofia, encetando conversa.

         - Sim! Anda sempre comigo... Já tirei umas boas fotos com ela. Nas estações de comboio, surgem boas oportunidades de captar aquele momento especial.

Depois de algumas trocas de palavras sobre a relíquia que ele possuía, Joel apresentou-se. Falavam como se estivessem apenas os dois no comboio. Quem os observava, não podia deixar de reparar nos seus olhares brilhantes de encantamento.
            Ele tinha-lhe dito, que ia fazer um trabalho fotográfico para uma agência de publicidade, em Lisboa. O foco da sua objectiva era uma modelo inglesa de pernas longas, que ia figurar como imagem de uma marca conhecida.
            Sofia sentia-se cada vez mais atraída pela sua voz grave, que brotava de uns lábios bem desenhados, que lhe davam vontade de beijar. O charme de Joel era inebriante.
            Fez-se um silêncio reconfortante ao fim de algum tempo de conversa, que coincidiu com a paragem do comboio numa estação qualquer. A sintonia e atracção entre ambos, eram evidentes.

            - E se fossemos até ao bar beber um café?... - convidou ele.


Fox + Ana Mar

segunda-feira, 24 de março de 2014

The Train III

A espera que antecede um momento com hora marcada deixava-o sempre ansioso, fruto desse nervosismo nascia-lhe a vontade da nicotina. Enquanto esperava na orla da plataforma, sacou de um cigarro e observou.

Nasceu com dom para a imagem, para a observação, essencialmente através de uma lente. Era fotógrafo desde que se lembrava. Quando ainda pequeno, perdia horas a fio com câmaras de brincar enquanto representação da realidade que hoje abraçava. Era profissional desde que começou a ser requisitado e pago por aquilo que fazia melhor. Sendo essa precisa razão que o levou a esperar o comboio que rumava à capital.

Entre um casal de idosos que aguardava sentado num banco e um grupo ruidoso de jovens que entoavam músicas de um qualquer artista, pouco mais se destacava à atenção. Contudo, algures atrás de um dos pilares da plataforma ele descobriu-a. E o encanto foi imediato.

A sua figura era encantadora. Cabelos longos e castanhos, pele branca e macia, rosto delicado e belo, lábios voluptuosos e sensuais, rematando com uns deslumbrantes olhos cor de mel. Não se conseguiu impedir de esboçar um sorriso quando estabeleceu contato visual com aqueles olhos. Foram instantes de puro êxtase. Pouco depois ouviu a programada voz indicar a chegada à linha número oito do comboio com destino à estação de Santa Apolónia.

Deu um último folego ao cigarro e apagou-o no chão, subindo em seguida para a sua carruagem. Ao consultar o bilhete, verificou que não teve sorte com o lugar, tinha de ir de costas voltadas ao avanço do comboio. Só esperava agora encontrar a felicidade de ter alguém visualmente interessante no banco em frente ao seu, caso contrário seriam mais de duas horas a dormir.

Sentou-se no seu banco e abriu a mochila. Envolta em delicados panos aveludados, estava embrulhada uma velha máquina Leica que manuseava com muito cuidado. Foi perdido nesta contemplação que ouviu uma voz perto de si.

 - Desculpe, será que me podia ajudar com a minha mala? É muito pesada para eu a colocar ali em cima.

Quando deslocou o olhar da Leica para a mala, viu que esta era pintada num rosa choque muito pouco usual.


Fox + Ana Mar

quinta-feira, 20 de março de 2014

The Train II

O comboio arrancou num movimento lento e suave. Ia-se mantendo à alerta, já que esperava em breve ter que sair, para finalmente se sentar no lugar onde passaria umas horas de viagem. Continuava a pensar no que tinha para fazer nessa semana, mas principalmente no que deixava para trás. Sentia um vazio que ainda não tinha conseguido colmatar. Estava a tentar adaptar-se à sua nova vida noutra cidade, desde que arranjara o seu primeiro emprego.

Lá estava ela de novo, à espera da ligação. Via as pessoas a andarem alheadas, de um lado para o outro como formigas. Outras estavam como ela, expectantes na chegada da próxima “máquina”, que as levaria rumo ao seu destino. Observou uma senhora a ler, sentada no banco ao seu lado. Um grupo de adolescentes efervescentes, que pelas suas t-shirts com o mesmo logo, deduzia que fossem ver um concerto à capital. Mas o seu olhar ficou preso nele. Aparentava trinta anos, moreno, barba de 3 dias, olhar perdido algures. Vestia-se de forma casual, com um casaco de cabedal preto e mochila às costas. Aspirava o fumo de um cigarro, que levava aos lábios num gesto repetitivo. Deu conta de que estava a ser observado e devolveu-lhe o olhar. Sorriu e desviou de novo. Sofia, sentiu que tinha sido apanhada.


Fox + Ana Mar

segunda-feira, 17 de março de 2014

The Train I


A noite chegava lentamente com o sol a esconder-se no horizonte. Depois de um longo momento de contemplação do pôr-do-sol desde a Ribeira, Sofia caminhava mecanicamente para a estação, distraída com o som rítmico que lhe envolvia os ouvidos. Atrás de si puxava a sua mala rosa choque, com as rodas a ultrapassar todas as pedras que lhe colocavam obstáculo no pavimento. O enorme edifício avistava-se imponente ao longe, com os seus muitos focos de luz a exibirem a nudez da sua beleza arquitetónica. Seria esse o seu objetivo, entrar no primeiro comboio de ligação à próxima estação, para finalmente esperar aí pelo Alfa que a levaria até à capital, enquanto se entregaria ao sono durante as próximas horas.

Depois de tanto caminhar pelas ruas do Porto, sabia-lhe bem ver-se livre do peso da velha mala, agora encostada junto ao seu banco. A cidade era sempre deslumbrante de ser vista, especialmente à noite, mas nunca com uma mala atrás. Apesar de a conhecer desde que se conhece a si mesma, nunca se cansa de observar os seus cantos e recantos tão cheios de romantismo. Sempre que parte sente um vazio no coração causado pela saudade. Olhar pela janela e ver a cidade ficar para trás de si, nunca é fácil. Mas era assim que gostava de viajar, música nos ouvidos e olhar perdido no horizonte. Pelo menos até ao sono lhe tomar conta do corpo e vontade.


Fox + Ana Mar

sexta-feira, 7 de março de 2014

The Train


Após um outro desafio, surge uma nova história.

Muito agradavelmente, a Ana Mar, do blog Se Tu Me Ouvisses, acedeu ao meu pedido e começamos a rasurar umas linhas que resultaram no que irei aqui apresentar nas próximas semanas.

Como todos somos diferentes, cada abordagem é singular, refletindo a perspetiva dos autores. Da minha parte já a conhecem um pouco, mas agora têm a chance de ler a fixação escrita do discurso da Ana. 

Para mim é sempre um prazer escrever com as minhas leitoras, espero que gostem tanto como eu gostei.

O meu agradecimento à disponibilidade e vontade da Ana.


Fox

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

The Office VIII

Todo o meu corpo está a ferver, menos os mamilos encostados ao vidro. Sinto-me entre a espada e a parede. Uma espada deliciosa, tenho que confessar. Estou tal como vim ao mundo perante esta bela cidade. As minhas mãos fazem ricochete na vidraça empurrando-me contra o seu corpo. Penetra-me de forma mais profunda e prazerosa. Os gemidos saem-me sem controlo. O vidro fica embaciado, tornando-o escorregadio. Quentes e suadas, as minhas mãos fogem.  Viro-me e encaro-o. Vejo fogo nos seus olhos, vontade de me possuir até vazar todo o desejo reprimido. Alteio uma perna e traço-a sobre a sua cintura. Habilmente encaixa-se dentro de mim, pegando-me ao colo. Andamos pelo gabinete, enquanto continua a penetrar-me e a trincar suavemente os mamilos. Deixa-me louca.  
Deitamos sobre o divã, frente a frente. A sua boca mordisca os meus lábios, beija-me o pescoço. A minha dá pequenas tricas nos lóbulos das orelhas, sussurrando-lhe pequenas palavras obscenas que o fazem sorrir. Agilmente faz-me deslizar para o topo. Vislumbra-me expectante. Fecho os olhos e deixo-me levar pelo que o meu corpo pede. Cavalgo sobre ele enquanto exploro o meu corpo, potenciando o meu prazer. A sua respiração torna-se cada vez mais profunda, intercalada com pequenos gemidos. Sei que está a desfrutar deste momento tanto quanto eu. Aumento o ritmo, quero o topo do prazer e quero que ele esteja comigo. As suas mãos apertam a minha cintura com força. Está tão, mas tão perto... Arqueia o seu corpo penetrando-me ainda mais profundamente. Prazer, prazer, prazer… Os meus poros emanam prazer. Levanta-se repentinamente, abraça-me e crava os dentes sobre o meu ombro. Em mim, sinto o fruto do seu desejo, quente, fluindo pelas minhas pernas.
Caímos sobre o divã. Sobre o seu peito, ouço o coração bater.
- Ana…

Interrompo a sua tentativa de discurso, colocando o meu dedo sobre os seus lábios. Não quero ouvir, não quero saber. Só quero o aqui e o agora.

Fox + YellowB*

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

The Office VII

Estou perto do auge. Desfruto da minha fonte de prazer cada vez mais embebida com ténues palpitações ainda que constantes. Tomo a sua mão e, seleccionando dois dedos seus, introduzo-os dentro de mim. Gememos em uníssono. Começo numa pequena cavalgada, mas rápido me apercebo que é ele quem me quer proporcionar esta onda de prazer. Deixo-me levar, deitando-me sobre o seu colo, embora grande parte das costas e cabeça fiquem sem apoio. A sua habilidade é estonteante. O controlo vai-se esvoaçando, tal como a realidade. O ritmo aumenta, as palpitações também e como que uma explosão, sinto o meu corpo a extravasar prazer, muito prazer. Percorre-me cada parte do corpo, cada centímetro de pele, cada ponta de cabelo. 
Por breves segundos, entro em letargia, como que cada parte do meu corpo pesasse uma tonelada. Liberto-me das suas mãos, do seu corpo, do cadeirão. A custo coloco-me de pé, com as pernas trémulas. No seu olhar vejo expectativa. Puxo as alças do vestido para cima, tapando os meus seios, aqueles que tão bem acariciou. Desilusão é o que gritam os seus olhos, perante o doce retirado a um menino. Mais uma vez, dona de um sorriso malandro, deixo cair totalmente o meu vestido. Aproximo-me, acaricio o volume sobre as suas calças e abro o zíper.
Com uma notável destreza se conseguiu ver livre das calças para em seguida também retirar os boxers. Ficou-se pela tentativa. Segurando-a pelo queixo roubei-lhe um beijo e fi-la levantar-se. Trocamos contacto numa deliciosa dança entre línguas enquanto a dirigia para as enormes janelas de vidro do escritório. Vista desde o 25º andar, a cidade parece ganhar uma dimensão bem diferente da habitual. Abandono os seus lábios e viro-a contra o frio vidro que nos enfrenta. Fica surpresa pela intenção de exposição mas expressa um sorriso maroto, denunciado pelo seu reflexo no vidro.
Guio-lhe as mãos até ao vidro enquanto lhe deposito ligeiros ósculos sobre o pescoço e ombros. Percorro o seu peito com ligeiras caricias, beijando-lhe as costas à medida que vou descendo. Um último beijo é depositado no seu rabo empinado e uma palmada que deixa uma bela marca vermelha. Liberta um ligeiro suspiro.

Baixo os meus boxers. Prisão de tecido que impedia o contacto que tanto desejamos. Encosto finalmente os dois corpos quentes que se cobiçam. Perfeita união de curvas que agora se tocam numa amálgama de pele sem princípio ou fim. As minhas mãos percorrem todo o seu corpo enquanto lhe dou mordidas no lóbulo da orelha. A sua respiração é quente e ofegante. A pele está húmida e pegajosa. Entre ligeiros gemidos confessa-me que me “quer”. Afasto-lhe as pernas e penetro-a vagarosamente enquanto lhe empurro todo o corpo contra o vidro. De uma vez sente-me o calor e o frio do vidro. 25 andares acima do solo.

Fox + YellowB*

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

The Office VI

A sua mão vagueia no local onde mais clamo desejo, fazendo-me libertar pequenos gemidos intermitentes. A minha junta-se à sua, numa dança que me faz perder o controlo, reclamando cada vez mais e mais. Sinto o corpo em ebulição, face rosada e olhos a arder em desejo. Não são os únicos. Deixo que a sua mão continue a dar-me prazer, mas a solo. A minha retiro-a e olho-a. Nunca a vi tão molhada, tão encharcada. Está quente e emana o cheiro de prazer. Passo o dedo embebido no fruto do meu desejo pelos seus lábios, que se abrem ligeiramente. A sua boca apodera-se do meu dedo, usando a sua língua para sugar todo o vestígio de prazer que encontrar.
Estou sentada sobre o seu colo. As minhas pernas encontram-se entre as suas e os braços do cadeirão. As mãos seguram-me agora pelas costas, enquanto me beijam demoradamente toda a extensão do pescoço. Junto à minha fonte de prazer, vou sentido um volume cada vez maior. Um volume quente, grande e poderoso.
Junto à sua orelha sussurro-lhe com a minha respiração enquanto lhe mordisco o lóbulo. A sua reação gera um arrepio que lhe percorre toda a superfície da pele. As minhas mãos dançam pelo seu corpo procurando senti-lo a cada instante. Entre quentes ósculos pelo seu pescoço percorro com os lábios toda a pele que encontro exposta. Procuro agora com as mãos o fecho que a mantém enclausurada neste tecido cinzento.

Exponho as suas costas fazendo deslizar dos ombros o vestido. Encosto-a bem junto a mim. As mãos dirigem-se agora aos seus perfeitos seios onde encontram duros mamilos retesados pelo ardor que o seu corpo sente. Suavemente descrevo neles  pequenos círculos com os dedos indicadores. A sua respiração é cada vez mais ofegante libertando pequenos gemidos. A excitação leva-a a iniciar pequenos movimentos de oscilação no meu colo. As suas mãos agarram-me as pernas cravando ligeiramente as suas unhas.

Fox + YellowB*

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

The Office V

Aproximo os meus lábios da sua orelha, roçando-os enquanto vou sussurrando “Não pense”. A minha mão toma o seu peito de assalto, onde o seu coração está apressado e a respiração ofegante. Ouso desapertar o botão superior da sua camisa. Os seus olhos entreabrem-se espantados. Sorrio, malevolamente. Sinto-o a perder o controlo, sinto-o a ceder. Percorro os seus lábios com os meus dedos, de forma bem suave. Quero sentir-lhes o gosto, sentir-lhes a humidade e avidez que outrora senti.
Os seus olhos estão agora fechados, o seu corpo rígido. A minha mão assenta agora sobre a sua zona abdominal. Cada músculo está apetecivelmente bem definido, por baixo desta elegante camisa branca. Rodeio o seu umbigo entre os meus dedos, desenhando pequenos círculos. Atrevo-me a descer mais… Um pouco mais, chegando bem perto da sua fonte de prazer. Neste momento, dou-lhe um ligeiro empurrão e ele é obrigado a sentar-se sobre o cadeirão novamente.
Qualquer réstia de controlo que tivesse sobre as minhas ações foi agora perdida. A razão que habita em mim esvaneceu-se. Esta mulher inflama em mim um fogo que arde sem controlo, devorando tudo no seu caminho.
Um último olhar e um sorriso sacana dão-lhe a entender que o jogo se inverteu. Com um puxão no seu vestido puxo-a a mim. Encosto a cara no seu ventre enquanto lhe coloco finalmente as mãos no seu torneado rabo. A sensação do ansiado contacto é avassaladora. Seguro-o com uma mão firme enquanto uso a outra para lhe sentir a perna. Sinto a sua respiração a intensificar-se enquanto levo a mão a subir pelo interior da sua coxa. Prende-me pelos cabelos e puxa-me a si. A mão continua a subir para descobrir a ausência de lingerie. Ela sabia bem ao que vinha. Sorrio.

Mas não paro. Não existem paragens agora. Suavemente toco onde ela está mais quente. Nota-se que está ardentemente desejosa por isto. Mal lhe toquei e já está toda molhada.

Fox + YellowB*

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

The Office IV

O meu coração sobressalta-se. Num instante, sinto-me a gelar. Um gelo que percorre todo o meu corpo. Se não fosse este divã, sobre o qual me deito, certamente que sentiria o chão a fugir-me. Não quero crer nas palavras que acabei de ouvir. Não, não pode ser. Ele não pode estar a dizer isto. Quero-o tanto, mas tanto. Quero-o comigo… Quero-o em mim. Volto a minha face em direcção da sua. Encontra-se sentado, perna cruzada, mãos nervosamente pousadas sobre os braços do cadeirão.        Os meus olhos encontram os seus. Aqueles olhos de um castanho incomparável mostram medo, como um menino assustado, escondido num corpo de homem.
Sento-me no divã. O vestido sobe mais um pouco, mas desta vez não o tento impedir. As ligas de ambas as pernas ficam bem visíveis. Do medo, surge o desejo. Levanto-me do divã. Os seus olhos percorrem a minha silhueta, um tanto ou quanto exposta pela subida do vestido. Dirijo-me até ele, pé ante pé, num passo vagaroso. Sinto as pernas a tremer, mas eu quero-o. Vejo-o a descruzar a perna e a agarrar cada vez com mais força os braços do cadeirão. Assim que o meu joelho toca levemente o seu, paro.
- Importa-se de repetir?
- Hum… Er… Eu…
Se anteriormente o seu perfume se fazia sentir pela sala, agora toma-me de assalto devido a esta proximidade de corpos. Mas não é apenas isso que sinto, é algo mais. Uma mescla de feromonas que me tomam conta das sensações e aceleram o ritmo cardíaco. Começa-me a ser difícil de respirar perto dela. Muito. Pior agora com a sua perna junto à minha. Com a saia subida. E as ligas à mostra.
Começo a engolir em seco, o suor começa e escorrer, sinto-me quente. O meu corpo reage à excitação da situação, a visão desta perspetiva é deveras apelativa. De mãos nas ancas, pescoço ligeiramente inclinado e olhar aguçado, a menina que há pouco estava indefesa passou ao ataque. Esta mulher tem garra quando é acirrada.
Levanto-me lentamente do cadeirão para estar ao seu nível. É mais baixa um palmo do que eu. Ambos os olhares se fixaram durante o movimento. Estamos agora bem próximos um do outro. As respirações quase se tocam. O profundo verde dos seus olhos parece trazer consigo o brilho de esmeraldas.

- Ana, não quero que pense mal de mim.

Fox + YellowB*

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

The Office III

Um, dois, três, quatro passos… Ele afasta-se e senta-se sobre o seu cadeirão. Respiro profundamente, tentando acalmar o meu desejo e, ao mesmo tempo, a minha desilusão. Quero mais. Mais que um toque suave que me percorre como um pequeno choque. Toco suavemente o meu peito e sinto o meu coração veloz. Faço a minha mão deslizar, passando sobre o meu seio, até pousar sobre o divã. Ouço o seu suster de respiração. Reina o silêncio. Abro os meus olhos, que tentam fintar a claridade presente na sala.
- O que a traz por cá? – Pergunta, quebrando a quietude. 
                Estremeço. Apetece-me dizer que é ele que me faz mover até aqui. A sua voz, o seu sorriso, o seu olhar, as suas mãos delicadas sobre mim, o seu perfume, a sua presença que me atordoa. No entanto, falo sobre mim, sobre os meus problemas, ocultando o facto que, neste momento, ele é a minha maior inquietação.
Vejo a sua boca se mover mas não lhe capto nenhum som. Não me consigo libertar deste transe em que ela me colocou desde o instante em que entrou pela porta. É nela que reside a minha atenção. É naquele corpo que reside a minha perdição. Novamente.
A caneta só rabisca repetidas linhas angulosas. A mente só imagina repetidas cenas obscenas. Todos os meus controlos éticos e morais estão em baixo. Novamente.
As imagens do que naquele dia fizemos ficaram gravadas na mente envoltas numa profunda excitação mas agora voltam à superfície. Tinha selado esse encontro num longínquo recôndito mental onde não o pudesse aceder mas não contava com a sua presença junto a mim. É mais forte do que eu quero ser. É mais atrativa do que eu consigo resistir.
Sinto a cabeça a trabalhar numa velocidade alucinante. São diversas as vozes que se sobrepõem umas às outras. Sim. Não. Desejo. Ética. Sexo. Pudor.

- Isto não é correto, Ana. Depois do que aconteceu não nos deveríamos voltar a ver, foi esse o combinado. Perdeu-se a distância entre médico e paciente.

Fox + YellowB* 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

The Office II

Deito-me no divã. O vestido que tanto tempo demorei a escolher foge levemente para o cimo das coxas. Vê-se um pouco a liga dos collants que trago. A minha face ruboriza-se enquanto tento disfarçadamente descer o vestido. Não me apercebo de um passo seu, sequer. Continua junto à porta, observando. Não o olho, apenas o sinto. Sinto a sua figura imponente olhando para mim. Sinto a sua mente numa divagação profunda…
Fecho os olhos. A minha audição aguça-se e escuto o seu respirar. Um respirar errantemente pausado. Em mim, ouço apenas o meu coração num ritmo desenfreado, pronto a saltar pela boca. Move-se. Os seus passos ecoam na sala. Um, dois, três, quatro, cinco… Mais do que os que seriam supostos para chegar ao seu cadeirão. Sustenho a respiração. Não sei o seu destino.
Ténues são os raios de sol que ultrapassam o vidro da janela e suavemente acariciam a sua pele arrepiada. Está nervosa. O seu peito sobe e desce rapidamente. Os seus lábios voluptuosos clamam por contacto. As mãos procuram agarrar a pele do divã. Está receosa, sente-se exposta.
Como uma criança que não se contém apenas a observar, atrevo-me. Toco-lhe no ombro. Deslizo suavemente os dedos pelo seu braço. Ela acusa o toque e morde o lábio inferior. Sigo o contorno do seu corpo. Toco-lhe a coxa onde repousa a liga exposta ao meu olhar. Sinto-me cada vez mais inebriado. Prolongo a viagem dos meus dedos pela sua perna até ao tornozelo onde a tinta lhe marcou a pele. Paro. Olho para esta tentação encostada no meu divã e penso. Sei bem o que desejo. Já vi este filme.

Fox + YellowB* 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

The Office

Este novo conto surge de uma proposta da YellowB* feita no final do ano passado. Ela gostou de alguns dos meus contos que publiquei no blog, por isso pediu para desenvolvermos uma escrita em parceria. Tive muito gosto em fazê-lo, é sempre uma oportunidade muito interessante para criar algo divertido.

Optamos por desenvolver dois pontos de vista, evidenciados pelo uso do estilo em negrito tal como irão verificar. Todo o enredo foi do desígnio da YellowB*, eu apenas me deixei levar pelas circunstâncias que iam decorrendo.

Espero que gostem. 


Fox


Sento-me… Sento-me numa cadeira, ligeiramente almofadada, nesta pequena sala. Paredes levemente pintadas de verde, adornadas por pequenos quadros abstractos, fazem-me sentir um friozinho na barriga. Metade de mim diz-me para ir embora, outra diz-me para ficar, para encontrar soluções. A mente trabalha em altas rotações, misturando todos os temas que me vão surgindo. O que faço eu aqui?
- Srª Ana, pode entrar. – Ouço, após poucos minutos de espera.
                Sou eu. Levanto-me. Está diante de mim uma jovem secretária, olhando-me e sorrindo levemente. Deve ter visto o pavor que vai na minha cara, o que me consome. As minhas pernas mostram relutância em colaborar, os meus movimentos são lentos e cheios de sacrifício. Abre-se uma porta e neste momento sinto que não posso voltar atrás…
Abro a porta com diligência mas sem demonstrar exteriormente o empolgamento que sinto sempre que a tenho perto de mim. Esta mulher mexe-me com a mente e mais perigosamente com os instintos. Passa por mim como quem desliza, deixando um leve rasto de perfume que me aguça os sentidos. Inebria-me, mas são os olhos que encontram o meu derradeiro encanto. A minha perdição. O seu esbelto corpo.
Apresenta-se sempre com um requintado gosto por um estilo de indumentária moderna e bastante aprumada, favorecida pelas suas quase perfeitas medidas corporais. Por baixo da gabardine enverga um vestido cinzento justo e uns sapatos negros de tacão. O restante desta perfeição de imagem fica completo com a sua cor de pele morena. Fecho a porta suavemente enquanto ela se deita sobre o divã procurando em vão manter as pernas escondidas.

Fox + YellowB*

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Fetish


Quando li esta notícia quase pensei imediatamente que o sexo é perigoso, pode matar! 
Mas na realidade, perigosos são os fetiches que algumas pessoas possuem. Até se compreende que a rotina seja saturante mas temos de ter um pouco de noção quando ultrapassamos alguns limites...

Que dizem vocês acerca dos fetiches? 

Quem por aqui os tem? Se houver algum que possa ser partilhado, estejam à vontade...


Fox

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Need some help

O único inconveniente quando se está sozinho é apenas um. Dado que enquanto ser animal temos apetites, quando estes surgem damos por sós sem capacidade de os satisfazer em pleno. No meu caso é ligeiramente mais complicado de "resolver", pois o que me dá vontade não é apenas me satisfazer mas também satisfazer uma mulher. Faz sentido? 

Estar com uma mulher e saber satisfazer-se não possui em si nenhuma sabedoria, no entanto, saber dar prazer a uma mulher é uma arte. Será algo que levamos toda a vida a aperfeiçoar sem nunca chegar à perfeição. No meu caso, sempre que estou com uma mulher, a minha primária intenção é satisfazê-la o melhor que me for possível nesse momento. Certo que a concretização de tal, irá deixar-me agradado, bem como a ela...

Na minha opinião, as mulheres devem ser sempre vistas de forma especial. Mas na cama tem de ser ainda mais, aí devem ser tratadas como rainhas.

Hoje era um destes dias. Um destes...


Fox

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Wild III


Apenas os cavalos nas outras baias adjacentes os pressentiam mas não incomodavam. A luxuosa instalação que o cavalo possuía era fabulosa e neste momento propícia a dois selvagens descontrolados. Ele puxou-lhe o polo molhado revelando os belos seios já duros de excitação. Ela tentou-lhe retirar aquela estranha vestimenta mas sem sucesso. Teve que ser ele a despir a roupa, revelando um corpo de tez morena e cheio de pelos. Ela encostou-se a uma das paredes para retirar as botas de montar e descer as calças justas.

Recebeu-o num abraço quente com o calor de ambos os corpos a se misturarem. Ele sentiu-a de pele húmida pela água. Ela sentiu-o de pele pegajosa pela transpiração. Encostou-a à parede e tomou-a pelas pernas, abrindo-a a si. Voltou a senti-la, mas desta vez húmida, quando a penetrou. Ela libertou um suspiro contido. Ele iniciou o vai e vem ritmado com o mesmo fulgor de um dos seus garanhões. Ela arranhou-lhe as costas e o rabo, incitando-o a um maior movimento. Ele transpirava desmedidamente com o visível esforço. Ela gemia e ofegava, procurando por oxigénio que lhe parecia fugir em toda esta excitação.

Com um ligeiro empurrão afastou-o de si e quebrando o contato tão intimo que mantinham, levou-o a deitar-se sobre a palha que se amontoava no chão. O olhar dela era de pura delícia. Vê-lo assim deitado na palha, deu-lhe vontade de o cavalgar como fazia com os garanhões. Armada da sua chibata colocou-se sobre ele e montou-o selvaticamente como uma amazona. Impôs um ritmo desenfreado tomado pelo prazer e a luxúria. Os movimentos eram acompanhados com gemidos e as ligeiras batidas da chibata nas pernas dele. Ele estava louco com todo aquele comportamento. Ela estava doida com todo aquele controlo sobre o príncipe.

Tanta loucura levou a que não controlassem mais a restrição que faziam sobre o prazer que sentiam. Entre sons de couro a bater na pele e gemidos sôfregos, os dois corpos uniam-se cada vez mais rápido. A respiração de ambos era pesada. Ele veio-se e gemeu. Os cavalos relincharam e bateram com os cascos nas portas. Ela gritou e veio-se.  

Assim ficaram por momentos os dois corpos transpirados, quentes e saciados sobre os fios de palha espalhados por toda a baia.


Fox

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Wild II


A natureza da veterinária não deixava lugar para relaxamento, todas as suas ordens eram realizadas com extremo rigor. Apenas com o Príncipe o assunto era diferente. A ele não podia dar ordens sendo ele o seu patrão, mas bem que lhe apetecia. Estava farta de homens sem garra e a forma como ele levava todos à obediência, deixava-a louca. Andava com umas ideias insanas acerca de descobrir o que se escondia por baixo daquelas tradicionais roupas árabes. Mas isso custar-lhe-ia o emprego e sabe-se lá o que mais.

Mas a vida possui desígnios estranhos que levam a encruzilhadas complexas. Assim, um dia o Príncipe chegou sem se anunciar e assustou-a, enquanto ela lavava um dos garanhões, causando um pequeno acidente com um balde de água. Com todo aquele calor, as únicas peças de roupa que ela envergava eram umas calças de montar bem justas e um polo branco que adelgaçava as suas belas curvas. Com a água espalhada sobre o polo, passou por instantes de veterinária apresentável a participante de um concurso miss t-shirt molhada…

Ela ficou constrangida. Ele ficou ainda mais. Ele observou com fogo no olhar, os bicos salientes dos formosos peitos que ela possuía. Ela observou com deleite o fogoso olhar que ele lhe lançava. Desculpas foram apresentadas com toda a cordialidade. De imediato o príncipe retirou a sua kafia e aproximou-se dela para lhe cobrir o peito. Foi a primeira vez que os seus olhos negros se aproximaram tanto dos verdes que ela exibia com exotismo.

O beijo foi inevitável, a proximidade convidava à união dos lábios. A natureza de ambos permitiu o resto. Depois deste primeiro contato o príncipe parecia selvagem. Envolveu-a nos seus braços com vigor, apertando-a contra si sentiu as suas roupas molhadas. Ela não parou, não conseguia abandonar o êxtase que sentia a galopar no seu íntimo. Com pequenos passos foi andando para trás em direção a uma das baias, puxando consigo o príncipe. Ela puxou-o para dentro. Ele fechou a porta. Estavam escudados de olhares alheios…


Fox

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Rider II


Sentou-se na cadeira novamente e admirou-o a dormir o seu sono pesado. Através do seu olhar via um objeto. Era essa a regra do entendimento entre ambos, serem meros objetos sexuais. Nunca seriam nada mais além disso, um mero entendimento que suprimia a necessidade animal que ambos possuíam. E como ela se sentia sempre animalesca. Naquele dia desejava ser colocada de gatas e penetrada com a violência de uma agressão, sentir-se viva.

Sentada de pernas abertas, passou um dedo nos lábios negros, a língua procurava contacto, queria ser solta da sua clausura. As suas mãos aproximaram-se das coxas com o pensamento no que desejava. Palmilharam suavemente a pele arrepiada e rapidamente encontraram a humidade que dela brotava. De olhos fechados tocou-se com os dedos da mão direita, enquanto a mão esquerda percorria os seios arrebitados de prazer. Não tardaram a chegar os ligeiros gemidos e o arfar da sua respiração.

O aumento do ritmo levou a que os seus gemidos aumentassem o nível de ruído e o acordassem. O despertar estremecido levou-o a olhar em redor na procura da origem de tal som.  Parecia-lhe o cenário de um sonho surreal. Uma mulher nua, a masturbar-se na sua cadeira, no seu quarto, na sua casa. Abandonou a ideia de sonho. Ele conhecia uma mulher surreal. E ela tinha a chave de sua casa.

Ainda meio ensonado, apenas lhe perguntou: Queres ajuda?

Ela abriu os olhos, mordeu o lábio e dirigiu-se à cama. Gatinhou até ele, beijou-lhe a boca com o impacto de uma explosão e sussurrou-lhe ao ouvido: Usa-me! Ele que tinha ficado bem duro com a observação da cena de masturbação, não perdeu tempo. Aproveitou o facto de ela estar de gatas, agarrou-lhe no quadril e virou-a para si. 

Meteu-lhe uma mão entre as pernas e sentiu-a húmida, penetrou-a e sentiu-a quente, agarrou-a pelas ancas e sentiu-a louca de vontade. Ela gemeu e pediu mais e mais forte. Ele deu-lhe com toda a força que tinha, sabia que ela apreciava a brutalidade. O vai e vem acelerado não tardou a fazê lo vir-se dentro dela. Ela pediu que não parasse. Ele tentou. Escorria em suor quando ela conseguiu explodir no prazer que a tinha trazido até ele.

Sem mais toques nem gestos amorosos, ela caiu exausta na cama, ele dirigiu-se à casa de banho. Enquanto ele tomava banho, ela vestiu o fato, calçou as botas e saiu. Já junto à Ducati, colocou o capacete, montou-se na mota e com o despertar do rugido do motor, despediu-se dele. 

Algures no duche ele abanou a cabeça e sorriu. 


Fox